<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990</id><updated>2012-02-01T05:20:15.220-03:00</updated><category term='desafio'/><category term='sexo'/><category term='musica'/><category term='meme'/><category term='secso brinks'/><category term='da série eu quero/queria'/><category term='fictício'/><category term='carência'/><category term='adeus'/><category term='personagens'/><category term='Daniela'/><category term='saudade'/><category term='contínuo'/><category term='música'/><category term='trechos'/><category term='amor'/><category term='falow'/><category term='post-diarinho'/><category term='narrador-personagem'/><category term='cotidiano'/><category term='anti-social'/><category term='cartas'/><category term='ela'/><category term='me liga'/><category term='Tchau'/><category term='descrição'/><category term='half-verídico half-fictício'/><category term='about me'/><category term='relatos'/><category term='vizinhança'/><category term='resenhas'/><category term='verídico'/><category term='livros'/><category term='crônica'/><category term='selo'/><category term='ele'/><category term='beijos'/><category term='ele e ela'/><category term='mini-conto'/><category term='filmes'/><category term='see u later'/><title type='text'>Contos No Papel</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>139</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-7190235399971588949</id><published>2011-10-18T13:02:00.001-03:00</published><updated>2011-10-20T01:39:57.270-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vizinhança'/><title type='text'>Dezes(sete) anos de manhãs com sono</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;Os primeiros raios da manhã atravessavam as janelas de vidro pintadas de vermelho e verde, refletindo formas irregulares sobre a mesa de madeira lotada de papéis rabiscados. Entre canetas e copos de café, cores e formas irregulares se espalhavam por cima da mesa, terminando por incidir sobre o cabelo dourado da menina. Ela tinha dezessete anos de noites em claro e sete de manhãs com sono. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;O quarto era só silêncio e suspiros. Deitada sobre o braço em cima da mesa, ainda segurando a caneca de café, ela adormecia entre pequenos montes de papéis com contos inacabados, rabiscos de desenhos incompletos, frases e palavras sem nexo. Por mais profundo que parecesse seu sono, não duraria muito – tanto que, logo quando sentiu o calor do sol na cabeça, acordou num susto. Entreabrindo os olhos e tentando não se mexer (para não perder o filete de sono), ela levantou da cadeira de madeira e caiu por cima das almofadas do sofá cama. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;Tentava, desesperadamente, adormecer de uma vez por todas – por duas, cinco horas ininterruptas. Nunca conseguia. Estava nessa rotina dormente há pelo menos sete anos, desde que... Não gostava nem de se lembrar. As luzes vermelhas piscando voltavam a sua mente com força, e ela tentou desviar o pensamento colocando um travesseiro no rosto – empatando o sol. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;Não adiantou. Como se vivesse o roteiro da mesma peça todos os dias, automaticamente e sem nenhuma expressão, ela se levantou e foi à cozinha, preparar um café. Voltou com a caneca soltando vapor, e mais uma vez se sentou à mesa. De frente para a máquina de escrever, ela fitava a manhã nascer lá fora, através das suas janelas de vidro verde e vermelho. Soltou um suspiro profundo, e na tentativa de tentar organizar (pela enésima vez) seus pensamentos, bebeu um gole de café, deixou a caneca de lado e pôs-se a digitar na máquina de escrever.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;Dialogava o tempo inteiro com a página em branco. Escrevia uma linha, não gostava. Tirava o papel e amassava. Então escrevia outra, gostava e continuava. Mas no segundo parágrafo, desistia. Pegava o papel e tentava escrever a mão. Não funcionava. Não sabia por qual caminho seguir. Era difícil se decidir. Sentia tudo ao mesmo tempo, e imaginava fotografias, falas e diálogos soltos, sem nenhuma conexão um com o outro. Perdendo a paciência, se levantou da mesa e pegou sua caneca. Decidiu colocar música para tocar. Gostava de ouvir música clássica pela manhã – Bach ou Beethoven. Seu avô, falecido, dizia que música clássica ajudava os neurônios a trabalharem melhor. “Em sincronia”, dizia ele. Ela acreditava, e colecionava CDs de coletâneas com os maestros&amp;nbsp;mais famosos&amp;nbsp;do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;Deixou que a Nona Sinfonia &amp;nbsp;fosse quebrando o silêncio do quarto em pequenos pedacinhos de orquestra, adicionando instrumentos aqui e ali, aos poucos aumentando de volume e grandiosidade. Nessa parte, ela não conseguia evitar o sorriso, e dava ritmo a seu passo por dentro da pequena casa. Agora a manhã já ia acordada, assim como seus vizinhos, que começavam a varrer os pequenos jardins, tapetes e calçadas em frente ao dela. Decidiu pôr um vestido e sair de casa. Do lado de fora, observou as seis casinhas coladas uma na outra, emparelhadas, diferentes apenas pelas cores: &lt;b&gt;azul turquesa, azul clara, rosa forte, lilás e roxo.&lt;/b&gt; Nas duas primeiras, um senhor de idade e uma senhora de vestido florido bem usado varriam a frente das suas respectivas casas.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;Ela deu bom dia ao casal de melhor idade, e encostada na lateral da porta, terminou seu café. De repente, olhando para a divisão da sua porta - da sua casa - para a vizinhança, decidiu que não mais iria tentar dormir aquela manhã. Exatamente quando ela entrou de volta em casa, a Nona Sinfonia tinha seu momento mais clássico, em que um coral feminino toma a vez dos violinos. Assim, com um sorriso no rosto provocado pela música, ela decidiu finalmente se organizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou abrindo todas as janelas, deixando o apartamento arejado. Então foi direto à mesa de madeira, pegando de bolo todos os papéis que saberia que não mais iria usar - estavam ali apenas fazendo volume desnecessário. Enquanto arrumava suas coisas, o disco na vitrola tocava, atraindo olhares até mesmo dos vizinhos. "A Lisa acordou disposta hoje, ein, Harold?" comentou a senhora da casa azul clara. "É verdade. Tá até com as janelas todas abertas!" concordou o senhor da casa azul turquesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, a manhã já ia disposta, e pela primeira vez nos seus dezessete anos de insônia, Lisa passava uma manhã sem sono.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-7190235399971588949?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/7190235399971588949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=7190235399971588949&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7190235399971588949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7190235399971588949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/10/dezessete-anos-de-manhas-com-sono.html' title='Dezes(sete) anos de manhãs com sono'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1592373143522049281</id><published>2011-10-16T01:42:00.001-03:00</published><updated>2011-10-16T01:43:17.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anti-social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Sócia do clube dos anti-sociais</title><content type='html'>Preciso te dizer que eu sou anti-social. Não gosto quando recebo visitas em casa. Não gosto quando alguém da família chega para "tomar um café" e fica até a hora do jantar/almoço. Aliás, essa situação eu tento evitar ao máximo na minha vida. É uma das piores de todas, pra mim: receber familiares em casa e ter de aguentar todo aquele lero-lero porre de família, porque Fulaninho fez isso e não deveria ter feito, porque Sicraninho está aprendendo a andar de bicicleta, porque Doninha está grávida de novo do terceiro filho... Por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papos assim nunca vão funcionar comigo, até quando é família de outra pessoa e algumas histórias parecem até ser legais. Mas não adianta: logo eu perco a paciência e tento desviar, de todas as formas, o assunto para algo que realmente interesse. Claro que assuntos assim não aparecem o tempo inteiro. E pior: eles nunca surgem naquela hora certa, exatamente quando você dá de cara com alguém que não tem o quê conversar com você. Nessas horas, o "assunto interessante" sai correndo longe e te deixa lá, vazio e sem esperanças, ansiando para que aquele momento passe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos lugares-comum que mais acontece esse tipo de impasse é em paradas de ônibus. Lá está você, ouvindo música no volume máximo, com seus novíssimos fones de ouvido, quando de repente chega aquela pessoa que você conhece, mas não conversa. É teu colega, estudou contigo em algum cursinho ou escola da vida, e de repente surge na tua frente com o maior sorrisão, pronto pra te cumprimentar como se vocês fossem amigos de longa data. Cara, isso não funciona. Ele pode até te abraçar com maior fervor, mas depois do "E aí, com você está?", a situação só tende a piorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o lema de "na dúvida, fale sobre o tempo" do Takeda não funciona. Porque esse é aquele tipo de situação que você mexe nos bolsos, troca o peso das pernas, olha para cima, para baixo, para todos as laterais (numa forma desesperada de evitar o contato olho-a-olho com o indesejável ser ao seu lado), e solta aquele sorrisinho: "então...", visivelmente mostrando o quanto você quer dar o fora dali e seguir sua vida. São momentos que te atrasam, quase dando um imprevisível e incômodo Pause no ritmo de vida que você estava levando. A vida para do que estava fazendo antes ou pretendia fazer naquele instante para ser interrompida por uns dez, vinte (oh, meu deus) quarenta minutos &amp;nbsp;por alguém que não tem nada para falar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, na boa, convenhamos, falta de assunto no meio de uma conversa (ainda mais dois a dois) é uma das piores situações já criadas pela humanidade. E aí o único jeito é ficar preso as piores tentativas de engatar numa conversa, ou se perder nas esparsas amenidades tipo "como&amp;nbsp;vai a faculdade?" "trabalhando, já?" "como vai o namoro?"... Daí para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, eu me torno sócia do clube dos anti-sociais. Porque, sério mesmo, entre encontrar uma "persona non grata" e ouvir música sozinha na parada de ônibus, eu prefiro muito mais aumentar o volume e deixar que o John &amp;nbsp;Lennon exploda meus tímpanos (com o Walls &amp;amp; Bridges, de preferência). Aqui, o verdadeiro lema é do mestre Bukowski: "Não é que eu odeie as pessoas. Só prefiro quando elas não estão por perto".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1592373143522049281?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1592373143522049281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1592373143522049281&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1592373143522049281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1592373143522049281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/10/socia-do-clube-dos-anti-sociais.html' title='Sócia do clube dos anti-sociais'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6316042740479747918</id><published>2011-09-09T11:30:00.001-03:00</published><updated>2011-10-08T21:16:23.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Do vício por música</title><content type='html'>Saiba você que, em alguma parte do mundo, haverá alguém ouvindo algo que não é desse século, ou lançado semana passada. Saiba você que, em qualquer lugar do mundo, haverá alguém ouvindo algo muito antigo com a mesma&amp;nbsp;eferverscência&amp;nbsp;que você está ouvindo aquela banda que lançou o primeiro disco ontem. Saiba que, em qualquer lugar que você for, vai encontrar alguém que deteste seu próprio século - em matéria de música - e, por isso, só escuta o som do tempo que vivia-se nas ruas cheirando pó, tomando LSD e indo a shows do Velvet Underground. Saiba que, em qualquer lugar do mundo, haverá alguém que irá provar por A + B que aquela sua nova banda preferida é, na verdade, uma merda. E ela vai te convencer, mas isso não vai te fazer parar de ouvir a banda. Porque, quer queira quer não, música é sentimento. E se ela te pega, por pior que seja (ou por mais que te convençam que ela não presta), não haverá saída. Porque gosto é gosto, e, algumas vezes, eles não são feitos para discutir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba você também que muitas discussões sobre música vão acabar com "Isso é uma merda" contra "Isso é muito bom". Mas isso, é claro, vai depender de banda, de disco e de época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que, em alguma parte do mundo, haverá alguém ouvindo nada - ou ouvindo o silêncio, apenas. Saiba também que há uma diferença entre ouvir o silêncio e não ouvir nada: a falta de música não significa que você não a está ouvindo. Afinal, mesmo que você escolha ficar no silêncio, ainda haverá música dentro de você, tocando sem parar, como uma vitrola que nunca desliga. A diferença é que, na vida, &amp;nbsp;você pode desligar o rádio. Já na cabeça, não é tão fácil assim se desligar da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que, não importa se no Brasil ou na Europa, Estados Unidos ou Japão, haverá alguém sempre com a cabeça cheia demais, pensativa demais, viciada demais para ouvir com cuidado, e absorver música. Ou simplesmente ocupadas demais para despertar o mesmo interesse que o seu sobre música. Entenda que essas pessoas estão interessadas em outras coisas - e que o mundo é maior do que a discografia do Bob Dylan que você acabou de baixar tão facilmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que, não importa que álbum você escute, se ele foi lançado em 69 ou ano passado. O que importa é a energia, a vibe que você sente ao ouvi-lo. Saiba que música não precisa ter época. Música precisa ter feeling. E se você sentiu aquilo enquanto ouvia aquelas guitarras rasgadas, ou aquilo outro quando escutou aqueles pianos delicados, aconteceu alguma coisa. E, quando você menos espera, está lá, viciado em música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música que importa, que faz sentido. Que importa mais do que qualquer coisa nesse mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6316042740479747918?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6316042740479747918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6316042740479747918&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6316042740479747918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6316042740479747918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/09/do-vicio-por-musica.html' title='Do vício por música'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-7180004119172093456</id><published>2011-09-04T23:02:00.003-03:00</published><updated>2011-09-04T23:08:05.337-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Carência, amores e memória afetiva</title><content type='html'>Porque a gente tem que ser tão carente? Porque a gente tem que depender tanto dos outros? E não só dos outros, mas do tratamento que os outros dão para a gente. Porque a gente tem que ser tão dependente de beijo, de abraço, de carinho, de cafuné, de dormir agarradinho? Porque a gente simplesmente não encara isso com a maior normalidade, como se não fosse nada demais, só o mesmo de todos os dias. Porque nos falamos com nossos pais, damos bom dia para o porteiro e obrigado ao motorista do ônibus na maior naturalidade, e quando alguém te dar uma gota de carinho qualquer, nós levamos a sério? Nós ficamos feito loucos, atordoados, pensando naquela pessoa, nas ações dela, nos benefícios que ela pode trazer pra nós... Sem falar nas horas perdidas imaginando os dois juntos, a troca de carícias, as lembranças das conversas, dos toques, dos simples gestos... Porque isso acontece? O que faz isso acontecer? E porque temos que levar tão a sério? Porque, afinal de contas, temos que depender tanto desse tratamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá se essa porra se chama amor. Pra mim é mais carência. Amor é algo mais profundo, mais da alma. Por exemplo: fica fácil dizer "Eu AMO essa banda", porque, de um modo ou de outro - dependendo do seu estágio de conhecimento dela, ou da frequência que a escuta - você realmente ama aquela banda, aquele som, aquela música ou aquele disco. Porque ela (a banda) já vem te acompanhando há algum tempo na vida, te ajuda a passar por situações ruins e boas, e quando você escuta as músicas de tal banda, sempre atiça a memória afetiva (e vem aquelas lembranças dos momentos com aquela música e tudo mais). Mas, o que acontece no nosso cérebro quando a gente simplesmente sente falta de dormir de conchinha com alguém? De abraçar e beijar alguém que a gente gosta? De conversar com alguém, mesmo que esse alguém seja de longe? Sei lá que porra é essa, mas só sei que eu tô sentindo, e até demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma merda gostar. Não sei qual é o pior: admitir que gosta ou ficar sentindo falta. Talvez, quando a gente admite que gosta, nosso cérebro entenda como "coisa séria", e comece a lhe dar altas restrições. Tipo: você não pode sair no sábado a noite, ficar bêbado e pegar duas, três gurias na mesma noite porque você já DISSE A ELA que gostava dela. Daí seu cérebro meio que faz uma aposta acirrada com as partes sexuais do seu corpo, criando aquele ~climão manero~ entre a dúvida se faz isso descrito acima ou fica em casa, passando a madrugada conversando com a guria no MSN. É, talvez o compromisso que você assume consigo mesmo (em dizer pra garota que está apaixonado por ela) seja pior do que sentir falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não. Sentir falta também é uma merda, porque está acima dessas decisões que você combina com seu cérebro (ou com a garota). Porque você pode até pegar cinco numa noite só, chegar em casa sujo e ainda bêbado, cair na cama e dormir até nunca mais... Mas quando você acorda no outro dia, será aquele carinho na cabeça, aquele abraço apertado, até aquele entrelaçar de mãos que parece não querer soltar nunca, serão essas coisas que vão fazer falta. E isso, sim, é pior do que qualquer coisa - até mesmo do que o compromisso com alguém que está há 1.200km distante de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu me pergunto, novamente: porque a gente é tão dependente disso tudo? Porque a gente simplesmente não encara tudo na maior naturalidade, e deixa a vida seguir? Bem, talvez a resposta pra isso tudo seja: porque simplesmente essas coisas não acontecem com a gente todos os dias. Porque, se acontecessem, perderiam a graça - e aí deixariam de ser especiais. E são esses momentos especiais que formam nossa personalidade, caráter. São pequenas coisas assim que marcam nossas vidas, e as fazem valer à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bem ou para o mal, carência ou amor, bandas ou gurias, o que importa é que quando uma coisa nova acontece na vida da gente, mesmo que a gente não tenha chance de alcançá-la de primeira, mesmo que tudo seja distante e difícil demais, no final vai valer mais a pena do que o que a gente esperava. Afinal, gostando ou amando, é assim que a gente vai crescendo, vivendo e aprendendo. E assim será a vida (daqui até a eternidade).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-7180004119172093456?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/7180004119172093456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=7180004119172093456&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7180004119172093456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7180004119172093456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/09/carencia-amores-e-memoria-afetiva.html' title='Carência, amores e memória afetiva'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6651029594437159868</id><published>2011-07-09T12:07:00.001-03:00</published><updated>2011-07-12T14:51:49.850-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='half-verídico half-fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Casas coloridas e ruas molhadas em noites agradáveis</title><content type='html'>Há algum tempo não escrevo histórias assim, ainda mais grandes. Me desculpem.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que ia chover. O céu estava nublado, cinza, e a lua refletia através das nuvens. Ela desceu no centro da cidade e esperou no lugar marcado. Poucas pessoas passavam, olhando-a de longe, através dos vidros dos carros e dos capacetes das motos. Alguns minutos, ele chegou. Subiram uma ladeira escura, adormecida, com lojas e casas comerciais que pareciam ter levado chuva há poucos minutos. Ninguém na rua - talvez um ou dois grupos de pessoas pelas esquinas. Passaram por uma praça bem ornamentada, com bandeirinhas coloridas penduradas pelas árvores, pelos&amp;nbsp;postes e&amp;nbsp;telhados das casas. Dobraram à direita, numa rua cheia de casas coloridas e no mesmo formato (baixas e retangulares). As ruas molhadas, a vizinhança adormecendo, e eles entrando no grande condomínio deitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa casinha amarela de teto baixo eles entraram por uma grade e lá dentro ela descobriu que aquelas casinhas reservavam condomínios inteiros, como se fossem grandes prédios deitados.&amp;nbsp;Caminharam por um longo corredor e subiram dois lances de escadas. Passaram por grades fechadas de luzes acesas nos apartamentos dos corredores, até chegarem ao último da fila. Um degrau dividia o chão da entrada do apartamento e ela entrou primeiro. Sentou-se na cadeira do computador, enquanto ele preparava a bebida. Serviu-a num copo pequeno e enquanto preparava um prato com batatas em conserva, limões e pepinos cortados em pedaços, ela o observava. Ele deve saber tanto sobre si mesmo, morando sozinho por tanto tempo, pensou ela. Tomou um gole do líquido transparente, forte, bom. Ele serviu o prato na mesa onde ficava o computador e pôs um disco para tocar.&amp;nbsp;Ela olhou ao redor da pequena sala, que também servia de cozinha.&amp;nbsp;Uma grande estante de livros tomava o lugar da parede que dividia&amp;nbsp;a sala do quarto, um sofá estava ao lado da mesa de trabalho, onde ficava o computador. Ele sentou-se no sofá. Conversavam sobre literatura, ele mostrava suas relíquias, livros antigos e coleções clássicas de histórias em quadrinho. Nomeavam escritores, desenhistas, quadrinistas, poetas, e grandes figuras da geração beat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo quando ficavam em silêncio era desconfortável. Não sabia se era a bebida, mas ela sentia-se mais em casa, na casa dele, do que na própria casa. O telefone dele tocou, e em pouco tempo um garoto nerd de camiseta branca entrava na sala-cozinha. Ela cumprimentou-o, ele serviu mais uma dose da bebida para o garoto nerd de camiseta branca, e eles conversavam - agora, sobre música. Enquanto ela bebericava ainda seu primeiro copo, ele já ia no segundo. O nerd de camiseta branca rejeitou o líquido transparente, e às dez horas e alguma coisa, os três deixaram a estante de livros, os pepinos, as batatas, os discos, as grades e os prédios deitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dobrarem a esquina de uma rua asfaltada, subiram a ladeira que formava a praça principal do centro histórico da cidade. Casas coloridas e não molhadas estruturavam-se nas laterais da praça, e vários rostos, sons e carros movimentavam o lugar. Música, conversas, risos e sons de vômitos perpassavam por eles enquanto subiam à esquina e encontravam um casarão rosa com vários grupos de pessoas na frente. Pessoas, garrafas de vidro e plástico, copos grandes e pequenos saiam e entravam da casa rosa, que servia de casa de shows e bar. Os três - ele, ela e o nerd de camiseta branca - se sentaram numa mesa de plástico amarelo e conversas estranhas, idas ao banheiro e copos com cerveja aconteceram naquela mesa, naquele lugar,&amp;nbsp;por algumas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite acordou, o céu estava limpo e a lua incandescia os postes de luzes amarelas. Os três conversavam, a maior parte do tempo, sobre música e sexo. Era interessante conversar sobre experiências masculinas, pensou ela. Sempre é, porque você pode aprender muito com eles. Tanto que tudo o que você sabe veio disso. Os ponteiros cercavam os números nos relógios e o tempo escoava pelas cervejas quentes derramadas e piolas de cigarros jogadas no chão, carregadas pelo vento até o fim das ruas. Ela queria muito ir ao banheiro. Exatamente na hora que uma garota estava saindo da casa rosa de esquina, ela entrou. Mijou por muito tempo, saiu, lavou as mãos e caminhou de volta à lateral da casa, onde estavam seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia por qual motivo, mas estava com a frase "Afinal, somos amigos" na cabeça desde que os convidara para curtir uma noite juntos. Há algum tempo não faziam isso - complicações não permitiam que os três se encontrassem e ficassem juntos, numa roda de conversa natural, normal - coisas que não vinham ao caso naquele momento, nem precisavam ser relembradas. Não chovia e não fazia calor - estava um clima agradável na noite e entre eles e naquela parte histórica do centro da cidade, até mesmo nas bebidas. Somos amigos e estamos curtindo uma noite agradabilíssima, pensou ela. Apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas cresciam e a noite começava a ficar com sono, e quando as três horas da manhã chegaram, eles decidiram voltar para casa. O nerd de camiseta branca foi no caminho contrário, enquanto eles iam pelo mesmo caminho que chegaram. Não davam as mãos, apenas conversavam - sobre a noite, o centro, as prostitutas, os bordéis - e música, bebidas, literatura, até chegarem novamente ao apartamento dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as coisas devem ser, sem nenhum beijo roubado ou surpresas, eles entraram no quarto. Ela não viu nada da mobília, apenas deitou na cama e deixou que ele tirasse sua roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhecia e o sol fraco das seis da manhã entrava pela cortina da janela acima da cama. Ela levantou-se, foi ao banheiro e mijou por quase dez minutos. Ele acordou e ficou olhando-a nua caminhar pelo quarto. Confortável, era a palavra que vinha à mente dela. Não tinha vergonha de ficar assim na frente dele - esse sentimento, na verdade, ela já o perdera há algum tempo. Mas especialmente naquele apartamento ela sentia como se estivesse no próprio quarto, com todas as suas coisas - coisas que faziam parte dela, não só eram dela. Ela sumiu da vista dele quando dobrou na esquina da estante de livros. Completamente nua, ela lia os nomes e títulos dos livros no último andar da estante, quando ele abraçou-a forte pelas costas e deu-lhe um beijo na nuca.&lt;br /&gt;- Quer café?&lt;br /&gt;Ela assentiu.&lt;br /&gt;Colocou água num bule antigo, enferrujado, que em poucos minutos já estava apitando. O café estava forte e ela sentou no sofá, enquanto ele desaparecia atrás da estante. Voltou carregando um violão marrom, de cordas de aço, e deixou o instrumento ao lado dela, no sofá. Serviu o café em duas xícaras e entregou-lhe uma. Sentou, tomou um gole, colocou a caneca na mesa e pegou o violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pensou com quantas meninas ele fez aquilo. Pensou em quantas&amp;nbsp;devem ter passado pela vida dele, pela cama dele, suado sobre o corpo dele.&amp;nbsp;Então pensou que aquilo realmente não importava, e percebeu que para ele, todo momento é um momento. Percebeu que, para ele, toda mulher é diferente e todo momento passado com cada uma delas é único, do jeito que deve ser. Cada pessoa tem sua especialidade, e aquela era a dela - sentir-se confortavelmente nua tomando café e vendo-o dedilhar no violão uma bonita e delicada melodia. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor do café esquentava seu rosto, e a vizinhança começava a acordar. O sol entrava pelas janelas, através das cortinas. Eles continuaram ali, sentados, nus, um de frente para o outro, bebericando café e entornando músicas antigas num violão antiquado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6651029594437159868?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6651029594437159868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6651029594437159868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6651029594437159868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6651029594437159868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/07/casas-coloridas-e-ruas-molhadas-em.html' title='Casas coloridas e ruas molhadas em noites agradáveis'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6733795655112707452</id><published>2011-06-22T16:50:00.000-03:00</published><updated>2011-06-22T16:50:09.967-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Pelas esquinas</title><content type='html'>- Você vai mesmo? Amanhã?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;Pensativa, ela abaixou a cabeça.&lt;br /&gt;- Engraçado - disse - Quando falei contigo pela primeira vez, você tinha planos pra ir embora. E quando finalmente te conheço pessoalmente, de novo você está indo. Parece que eu só te encontro pelas esquinas.&lt;br /&gt;Ele soltou um sorriso abafado.&lt;br /&gt;- Pelas esquinas? - repetiu ele&lt;br /&gt;- É. Despedindo-se sempre. Sabe quando você está de saída e volta de repente, como se tivesse esquecido alguma coisa?&lt;br /&gt;Ele balançou a cabeça. - Sei.&lt;br /&gt;- Pois é. É quase como se, sempre que você está para sair, de repente eu apareço. E te faço ficar por mais tempo do que você pretendia.&lt;br /&gt;- É, você estraga meus planos de ir embora, de me afastar. Você estraga até meu plano de me suicidar.&lt;br /&gt;- Pois é. Eu te prendo ao mundo que você vive. E agora te prendo até à vida.&lt;br /&gt;Os dois riram, um com o outro.&lt;br /&gt;- Só não sei se isso é bom, ou ruim - ela disse, por fim.&lt;br /&gt;- Ainda vamos ter tempo de descobrir - ele respondeu.&lt;br /&gt;- Quer dizer que mudou de&amp;nbsp;ideia&amp;nbsp;quanto ao suicídio?&lt;br /&gt;- Vamos ter tempo de descobrir - e riu, abraçando-a.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6733795655112707452?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6733795655112707452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6733795655112707452&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6733795655112707452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6733795655112707452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/06/pelas-esquinas.html' title='Pelas esquinas'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5963533029317837696</id><published>2011-06-07T00:43:00.001-03:00</published><updated>2011-06-07T00:43:36.648-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Muita saudade disso aqui. Como era bom postar tudo que vinha do coração. Como era bom criar cenas de romance açucarado, em lugares inexistentes - ou apenas em qualquer lugar que não fosse essa cidade. Ando tão ocupada, dando tanta importância à um futuro jornalístico tão incerto. Pelo menos aqui eu tinha certeza que não ganharia nada. Agora parece que há algo sinalizando dentro de mim que, o que eu escrevo agora, vai me render algum emprego no futuro. Grande enganação.&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Sinto tanta falta de escrever apenas por paixão, por amar o romance, por ser sensível e sentimental como eu sempre fui - e criar histórias que dissecassem todo esse meu romantismo inocente. Ando muito vazia, muito seca. E isso me tira toda a criatividade para criar um daqueles contos bonitos que eram tão bem vistos aqui. Eu gostava tanto deles. Ainda gosto.&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&amp;nbsp;Tanta saudade de tudo que acontecia por aqui. Saudade de um tempo que eu queria que voltasse. Mas não sei o que fazer pra ele acontecer de novo. Dei uma pausa com intuito de escrever um livro, e acabei me engajando em outros projetos, outras idéias. Mudei minha forma de expressão, encontrei um modelo e me moldei a ele, de tal forma que não sei como "desmoldar".&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;E agora só resta essa saudade dos bons tempos de sensibilidade que eu tinha quando escrevia aqui. Espero que, sei lá, se por ventura eu voltar algum dia, eu possa recuperar esse sentimento que eu tinha. Ou, pelo menos, que eu ainda consiga mostrar, através de contos e histórias, o que está se passando aqui dentro.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Saudade demais disso aqui.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5963533029317837696?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5963533029317837696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5963533029317837696&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5963533029317837696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5963533029317837696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/06/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-2359486435222812971</id><published>2011-04-19T12:33:00.000-03:00</published><updated>2011-04-19T12:33:50.865-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adeus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tchau'/><title type='text'>Um adeus definitivo</title><content type='html'>Como eu já me despedi aqui milhares de vezes, dessa vez serão só informes. Porque, por mais que eu tente, não consigo ser a mesma que eu era quando esse blog começou. Não consigo mais escrever do jeito que eu escrevia - devido tanto aos fatos da vida, que mudam uma pessoa sem que você nem perceba direito, quanto à literatura, que ando lendo, muito diferente da que eu lia quando comecei. Não consigo mais ser do jeito que eu era. Afinal de contas, muita coisa caiu na chatice do cotidiano, e agora qualquer coisa ganha um tom meio dia-a-dia, mesmo eu ainda tentando arduamente fugir dele. Também coloquei na cabeça que quero terminar um romance. Então, o meu tempo, vontade, espaço, forças e amor por esse lugar minguou-se, e é tentativa falha minha tentar voltar. Preciso dizer adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Quem ainda tiver interesse sobre o que eu escrevo, visitem:&lt;br /&gt;http://www.atividadefm.wordpress.com&lt;br /&gt;http://umcontoumamusica.blogspot.com)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-2359486435222812971?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/2359486435222812971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=2359486435222812971&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2359486435222812971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2359486435222812971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/04/um-adeus-definitivo.html' title='Um adeus definitivo'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-7465894147411408301</id><published>2011-01-22T19:13:00.002-03:00</published><updated>2011-01-22T19:13:57.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descrição'/><title type='text'>Uma pequena descrição</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Por entre as poucas árvores, corria um vento frio, que arrepiava o resto de cabelo dos velhos e as pernas descoloridas das prostitutas. O ar levava para longe o cheiro de sarjeta, de perfume barato das casas com iluminação chamativa, e carregava o som dos muitos gemidos, beijos, delírios e declarações de amor ao desejo fulgurante. O vento passeava pelo subúrbio sujo e cinza - e entrava pelas janelas de alguns flats que insistiam em ser ocupados por pessoas que não tinham outro lugar melhor para ir. E entre eles, havia uma moça que queria acreditar num amor impossível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-7465894147411408301?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/7465894147411408301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=7465894147411408301&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7465894147411408301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7465894147411408301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2011/01/uma-pequena-descricao.html' title='Uma pequena descrição'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4096732946512062039</id><published>2010-11-27T15:34:00.002-03:00</published><updated>2010-11-27T15:37:03.869-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>I love you</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;~ I just came back here to say that&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; I love you.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;And that I'm never gonna &lt;i&gt;forget&lt;/i&gt; you.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4096732946512062039?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4096732946512062039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4096732946512062039&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4096732946512062039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4096732946512062039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/11/i-love-you.html' title='I love you'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5613834093604755858</id><published>2010-09-21T21:11:00.001-03:00</published><updated>2010-09-24T15:15:26.059-03:00</updated><title type='text'>Beijo de fim de semana - Chave de Prata</title><content type='html'>No começo, não faz muito sentido. Não parece certo. Certo? Não, não é esse o termo. Comum. Igual a tudo que você sempre fez. Não parece certo só porque não é do seu costume que isso aconteça. Mas coisas acontecem - coisas que você não espera. E só depois que a noite passa, depois de ir embora e acordar, no outro dia - só depois de tomar banho, almoçar, voltar para casa e deitar na cama para dormir que você percebe que os resquícios ficaram para você. E eles vão te perturbar pelo resto da semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, aconteceu. Por tão pouco tempo - e tão solto. Amizade colorida. Nada de paixão ardente, desejo incontrolável - nada de jogar na parede, pressionar um corpo contra o outro, essa pressa pelo sexo. Nada. Também não teve aquele amor ardente, duas almas e corpos se encontrando, em perfeita sintonia, que tanta gente comenta. Nem isso. Foi apenas um beijo. Carinhoso, gostoso, devagar. Com mão no rosto e segurando pela cintura. Suavemente, a cabeça deitada pra um lado. Só. Um beijo de fim de festa, para fechar com chave de... hmm... Bronze? Não, prata, talvez. É. Chave de Prata. E no final, telefone dado. Nem sei pra quê fui inventar de dar meu telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela vontade de que a pessoa ligue no outro dia? Não precisa ser necessariamente no outro dia - mas, sei lá, no fim de semana. Na sexta - Ei, vai fazer alguma coisa esse fim de semana? Tá afim de sair? - qualquer coisa assim. Essa esperança que vai crescendo, tomando forma. E o pensamento, que não deixa, não vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando mistura pensamento com esperança? Você - crente, estúpida - acha que, quanto mais pensar, de algum modo, seu pensamento vai sair da sua cabeça e ir pra roda gigante do mundo e trazer aquela pessoa para você. Nem que fosse, sei lá, por uma tarde na universidade. Mais um fim de semana, com o beijo de fim de festa. Você acredita que se forçar seu pensamento por, sei lá, duas horas por dia, ela vai ligar amanhã às 19h. Ou vai ligar na sexta de noite, saber se você vai sair - Poxa, meu aniversário, vamos comemorar? Você imagina, contida, sem querer se iludir, se comprometer antes do concreto aparecer. E, mesmo assim, tenta evitar, tenta fugir. Mas é inevitável. De repente, você se pega pensando na mão no seu rosto, e você segurando a cintura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão estranho quando coisas assim acontecem - de repente você se põe na mão da outra pessoa, mesmo sem ela estar nem aí para você. Quem sabe se ela está ou não? Esse é o mistério pior de todos. Você procura entender cientificamente - entende que o mistério por trás de qualquer coisa, isso de não saber, ou de querer saber o que está escondido, libera hormônios no seu cérebro, fazendo você se sentir, no mínimo, com desejo sexual. (E você também lê que começa daí o negócio todo que te anda acontecendo por dentro, mas, para você, foi tão simples que nem pareceu um desejo sexual. Mas é, beijo também é sexo). Os dias passam. O fim de semana se cristaliza na sua cabeça. E cada dia que passa, você dá mais uma mão de brilho. Dá mais um beijo, repetindo, continuamente, pequenas cenas na sua cabeça. Mesmo sem saber que a possibilidade daquilo se repetir é 50-50%. Tanto tem, como não tem. E o seu lado pessimista vive dizendo que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo assim, você pensa. E acredita que a força desse pensamento vai, de algum modo, fazer-te cruzar com ela por aí. Pelas ruas do centro, pelos corredores do shopping, pelas janelas perdidas de ônibus lotados. Ou que pelo menos ela vá lembrar do seu rosto quando olhar seu nome na sua lista telefônica... E te ligar, na sexta feira - Então, vai fazer o quê? Tá afim de sair?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim. Claro que estou. Só estava esperando você me chamar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5613834093604755858?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5613834093604755858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5613834093604755858&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5613834093604755858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5613834093604755858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/09/beijo-de-fim-de-semana-chave-de-prata.html' title='Beijo de fim de semana - Chave de Prata'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-781250770049841239</id><published>2010-07-04T23:03:00.001-03:00</published><updated>2011-04-19T12:25:38.796-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='me liga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falow'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beijos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adeus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='see u later'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tchau'/><title type='text'>Enchi o saco, adeus.</title><content type='html'>O que fazer quando o enjôo bate? Quando você enjoa de algo que você costumava fazer, por muito tempo, e que gostava tanto. Então, de repente, bate aquela má vontade. Aliás, bate a não vontade - você nem tem mais estiga para entrar naquele site, falar com aquela pessoa ou fazer tal coisa. Mas, você lembra, melancólico, como antes as coisas eram diferentes. Era tão bom escrever ali, criar novos textos, novos mundos. Era tão gostoso conversar com aquela pessoa, contar tuas histórias, ouvir as dela, discutir teorias loucas, gostos, música e afins. Como isso acontece? Porque as pessoas deixam de fazer as coisas que gostam/gostavam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enjôo. Cansaço. Passou. Fase nova, vamos lá. Será que é isso que está acontecendo comigo? Penso que seja. Afinal, minha "adolescência" acabou quando tornei-me 'adulta' e fiz dezoito anos. Não sei que nóia é essa de todo mundo achar que não está crescendo, não está mudando. É claro que estamos mudando! O tempo inteiro somos diferentes do tempo que acabou de passar. Um minuto atrás, éramos alguém, e agora somos diferentes! É claro que não podemos mudar uma pessoa por completo em apenas dois minutos - mas não é a união desses pequenos minutos "nos mudando" o tempo inteiro que, no final, nos faz mudar de atitude? Nos faz envelhecer? Nos faz tornarmos pessoas melhores ou piores? Cada minuto conta. Cada minuto muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu me sinto diferente. Eu me vejo hoje diferente da garotinha de 15 anos que escrevia continhos bonitinhos, encantando os olhos adolescentes das pessoas que me liam. Tudo ali era eu, descobrindo um mundo novo, cheio de sentimento, magia e  narração. Hoje eu sei que não sou mais isso tudo - porque tudo fez parte de um processo de &lt;i&gt;crescimento&lt;/i&gt;. E agora, ao entrar aqui novamente, sinto que viajo no tempo e volto aos meus 15 anos. Só que sem a estiga, sem a narrativa pulsando do meu coração, sem toda aquela magia que era do começo. Tudo era muito bom, demais, lindo, maravilhoso naquela época. Só que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se posso dizer que cansei. Não sei se quero um dia deixar de escrever. É assim que melhor me expresso, e não sei outro modo qual eu possa mudar. Talvez o mundo me faça mudar, e eu me adapte a uma nova maneira de expressar idéias. De contar histórias. Talvez. Mas, quem garante que o passa-passa de informação vai acabar? E eu espero, com toda força do meu coração, estar no meio desse "passa-passa", passando, transmitindo, interagindo e comunicando a todas as pessoas do país em que eu estiver. Eu espero, realmente, que isso funcione e que dê certo. Porque, não tem como ser a toa que vou gastar 4 anos de universidade para no final, não ter criado nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tá muito revoltante, eu sei. Esse blog já passou do climazinho amorzinho que ele tinha antes. Agora, eu mudei. E ele vai ficar aqui, como uma boa lembrança do que eu era. Não sei se é porque meu curso está para começar - AMÉM SENHOR! - ou se posso um dia, quem sabe, voltar. Mas, não vou fazer como fiz com as minhas piores lembranças da adolescência negra, e sair apagando tudo com vergonha de mostrar. Deixa ele aqui. No "sótão", como vi em Toy Story 3. É um lugar quentinho, reservado, e especial. Para quando, a qualquer momento que eu quiser fazer uma viagem no tempo, eu vou lá. E aí, não sei se volto. Mas, se voltar, com certeza vai ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, o tempo todo, estamos mudando. E eu não vou ser a rabugenta de dizer que eu também não estou diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hora, esse é um adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://fc00.deviantart.net/fs9/i/2006/042/7/b/Good_bye_by_whispered_nightmares.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://fc00.deviantart.net/fs9/i/2006/042/7/b/Good_bye_by_whispered_nightmares.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-781250770049841239?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/781250770049841239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=781250770049841239&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/781250770049841239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/781250770049841239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/07/enchi-o-saco-adeus.html' title='Enchi o saco, adeus.'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8998118918979886992</id><published>2010-03-31T01:40:00.000-03:00</published><updated>2010-03-31T01:40:55.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='secso brinks'/><title type='text'>Janelas e amor com chuva</title><content type='html'>Uma gota de chuva escorregou sobre o vidro da janela, juntou-se a outra e formou uma lágrima grossa, até chegar ao parapeito e morrer num rio ladeira abaixo. Os olhos miúdos de uma pequena garotinha olhavam através dessa janela, para o outro lado da rua, para as outras gotas de chuva juntarem-se e escorrerem nas outras sete janelas à frente da sua. Ela olhava as janelas, observando cada uma, na sua singularidade, e apenas as olhava porque, da sua própria janela, ela não conseguia ver o céu.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;/div&gt;Jéssica saiu de casa quando o sol se punha no canto oposto ao seu prédio, e esperou o táxi na frente da recepção. O prédio não tinha ar-condicionado central, por isso teve que ficar do lado de fora, embaixo de uma tenda protetora, ao lado de um camelô que vendia bijouterias. Quando entrou no táxi e disse o destino, foi a hora que o céu escureceu e começou a chover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está atrasado. - disse ela a um homem de pele escura, sentando-se à sua frente.&lt;br /&gt;- Eu sei. Desculpa. - ele pediu, abaixando levemente a cabeça.&lt;br /&gt;- Tudo bem. - ela sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restaurante não estava muito lotado, mas os garçons demoravam demais para atender. Ele pediu a massa, ela o vinho. Comeram, pouco, porém tranquilos. Terminaram a massa. Mais vinho, uma, duas garrafas. Ela sentia-se sutilmente leve, e poderia ser levada a qualquer lugar dali, com ele.&lt;br /&gt;Pediram ao garçom que chamassem um táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na minha casa ou na sua?&lt;br /&gt;- Na minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu e pegou na mão dele enquanto esperavam o carro. Entraram, e o motorista não se importou de ver uma alça sendo levemente abaixada de um ombro branco como pérola. Estacionou no mesmo prédio que, poucas horas atrás estava parando para que uma moça branca entrasse, e aceitou a gorjeta do homem negro que a acompanhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jéssica rodou a chave na fechadura de seu apartamento, sentindo as mãos ágeis daquele homem agarrarem sua cintura. Fechou a porta do quarto atrás de si e sorriu, mordiscando o lábio no lado direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A menina estava acordada, mesmo que fosse muito tarde da noite. No seu quarto não havia televisão. Através da sua janela, por entre os riscos de chuva, ela olhava as outras janelas à sua frente, cada uma com seu comportamento diferente. Foi então que teve, sem que menos soubesse ou esperasse - ela só foi saber exatamente sete anos mais tarde - o seu primeiro contato sexual. Da última janela da esquerda para direita, na primeira fileira de baixo para cima. Com o torso inclinado, os cabelos jogados para trás, os seios subindo e descendo, apontados para o céu, uma mulher arfava. A pequena menina assistiu aquela cena com seus miúdos e inocentes olhos até que a mulher se exaurisse no seu completo desejo e caísse por cima do corpo que a menininha mal conseguia ver, na escuridão da noite e do quarto. Ela viu os corpos se mexerem, uma luz se acender no íntimo do quarto e uma sombra caminhar para dentro do recinto. Depois, não viu mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Então, deitou-se na cama ao lado da janela e ouviu o tilintar da chuva que cessava, lá fora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8998118918979886992?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8998118918979886992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8998118918979886992&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8998118918979886992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8998118918979886992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/03/janelas-e-amor-com-chuva.html' title='Janelas e amor com chuva'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-3892458759036806656</id><published>2010-03-20T03:32:00.000-03:00</published><updated>2010-03-20T03:32:38.146-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><title type='text'>Só saudade daqui, mesmo</title><content type='html'>Sinto falta desse lugar. Sinto falta de como eu era empolgada com ele, antes. E como agora, com tanta coisa mudando na minha vida, ele simplesmente perdeu o brilho. Foi ficando opaco, sem cor, sem luz, até... não sei. Está quase translúcido. É estranho ver como tanta coisa pode acontecer somente num espaço seu, mesmo que poucas pessoas fiquem sabendo ou sequer suspeitem disso. Esse blog fez parte de mim por muito tempo. Um ano, dois, até. E se não fosse por ele, um dos meus maiores sonhos e projetos de vida não teria acontecido. Se não fosse por ele, e por mim, eu não estaria aqui hoje, falando isso. Nem tendo tanta dor e tanto pesar em dizer como ele perdeu a cor. Eu queria muito, muito mesmo que tudo voltasse ao que era antes. Que eu escrevesse o tanto que eu escrevia antes, aqui. Mas é só que tanta coisa mudou. Agora, me vejo num tipo de dever, que às vezes pode ser chamado de crise de criatividade ou só preguiça. É só que... minha vida mudou tanto depois que eu abri isso aqui. Alguns corações quebrados, dramas e UPs internos, que não foram vistos totalmente por aqui, não passaram por essas linhas. E agora... Tudo está muito mais diferente do que eu imaginava. Talvez pelo fato de eu não ter esperado tanta coisa, foi que mudou tanto, então só agora, me dando conta disso, é que eu me surpreendo. Sempre zelei bastante por esse espaço. E acho que, com ele, eu também estava zelando por mim. E agora, não sei. Sinto isso aqui tudo empoeirado, cheio de teias de aranha - e eu? Bem, estou longe. Acho que em outra página, num parágrafo distante. Numa outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dizer com isso que o blog vá acabar. Sei lá até quando isso pode durar. Só queria falar o quanto esse espaço já foi especial para mim, algum tempo atrás. Bons tempos atrás. Eu realmente gostava daqui. Mas... Não sei. É deixar surgir. Deixar rolar. Eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só acho que devia fazer esse aviso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-3892458759036806656?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/3892458759036806656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=3892458759036806656&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3892458759036806656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3892458759036806656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/03/so-saudade-daqui-mesmo.html' title='Só saudade daqui, mesmo'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8669822709656703468</id><published>2010-03-03T00:13:00.001-03:00</published><updated>2010-03-03T00:30:22.862-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Death</title><content type='html'>Ela tem vários disfarces. E aparece incontáveis vezes ao dia. Em qualquer lugar que você vá, ela está lá. Em pequenos detalhes. Ou em grandes acontecimentos. Na maioria das situações do seu dia-a-dia, ela lhe acompanhará. Quase como uma sombra atrás de você, imperceptível mesmo aos olhos mais espertos do mundo, ela estará à espreita, logo atrás, num lugar escondido, esperando você somente dar um passo errado numa caminhada. Colocar uma palavra errada numa frase. Deixar de responder a uma única pergunta, simples e - talvez - sem importância. Para você, é sem importância, mas para ela - é a chava que ela precisa para lhe atacar. E, quando você menos espera, ela lhe pegou e carregou você nos braços, para muito, muito longe daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não sabe, mas convive com ela todos os dias. Ao sair de casa, e quase pisar dentro de um bueiro. Ao atravessar a rua, mesmo com um carro próximo demais. Ao não esperar o sinal fechar. Ao atender o celular. Ao conversar com alguém do outro lado da rua. Ao pegar o ônibus errado. Ao entrar no ônibus e não ter lugar para sentar. Ao sentar próximo da janela. Você não sabe de que lado ela vem, mas sabe que ela está por ali. Rondando. Sondando. À espreita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que a descobrem facilmente, podem achá-la até mesmo simpática e amigável. Porém são poucos. Geralmente, quando você a vê, pelo canto do olho, ficará com medo e logo, com uma rapidez que julgará infinita, desviará o olhar. Mas, se for curioso, descobrirá que, ao olhar de novo, ela está ali. E ali, do outro lado. E mais ali na frente. E logo um pouquinho mais à direita, quase atrás de sua cabeça. Só não olhe para baixo. Isso pode ser, para ela, o golpe fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não se preocupe. Não fique achando que só porque ela te sonda, ela te fará mal. Ela sabe o que faz. Ela somente vigia, entediada, e se divertindo às suas custas. Mas nunca prega peças. Só espera, para ver sua reação. Ela sabe que você já prega muitas peças e põe muitos obstáculos na frente de tudo, só para ser mais trabalhoso. Você é quem projeta os milhares de encontros com ela no dia-a-dia, só que não percebe. Só ela que percebe. E se diverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se divirta junto com ela. Ache suas próprias brincadeiras com o destino. Mas tome cuidado com os bueiros, as ruas, os sinais e as palavras. Talvez, numa dessas situações, quando você menos espera, ela atacará você. E, você sabe, que com ela é caminho sem volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8669822709656703468?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8669822709656703468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8669822709656703468&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8669822709656703468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8669822709656703468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/03/vigia.html' title='Death'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1114320877234038213</id><published>2010-02-12T20:04:00.001-03:00</published><updated>2010-02-18T11:00:22.214-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desafio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Chuva de outono</title><content type='html'>A última margarida caía da árvore, lentamente, dançando no ar enquanto a pequena garotinha a observava. Parecia obra de algum ser divino, o movimento daquela flor, e ela estava tão hipnotizada que não conseguia se mover. Só quando sentiu o empurrão de um garoto nas suas costas que caiu na realidade e voltou a correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estavam sentados no banco, abraçados. Logo à frente, várias crianças se divertiam no parquinho, subindo e descendo escorregos, indo para frente e para trás o máximo que podiam nos balanços, se pendurando nas barras de ferro. Eles observavam-nas, quietos, absortos em pensamentos. Quando o tempo deles chegaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ajeitou o vestido que subia com o vento, e ele observou como aquele corpo, aquelas sardas e aqueles cachos ruivos combinavam tão bem com seus olhos verdes. Eles eram tão diferentes, mas pareciam exatamente iguais, como se encaixassem os cabelos preto e liso dele com os cacheados e ruivos dela, a camiseta branca com calça jeans dele e o vestido maravilhoso dela, e os seus olhos verdes com os azuis dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento, se levantaram e puseram-se a caminhar pela praça coberta das últimas flores que caíam, deixando a primavera para trás. Lá em cima, o céu começava a escurecer, mesmo que não estivesse tão perto assim do entardecer. Algumas nuvens preenchiam o espaço entre o sol e as estrelas, e assistiam um casal caminhar por entre os alaranjados e marrons das folhas caídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ela sentiu as primeiras gotas caírem no seu braço. Depois uma exatamente na testa dele. Então, começou uma chuva fraca, de vento. Os dois pararam no meio do campo, e olharam para cima. O céu escurecia. Mas não tanto, a ponto de prever uma chuva forte. Abraçaram-se, e a chuva desabou de vez em cima deles, enxarcando suas roupas, deixando transparente a camisa dele e molhando o vestido dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou-o bem no fundo dos olhos. A chuva de outono, era isso que estava esperando. Sorriu.&lt;br /&gt;Então disse:&lt;br /&gt;- Tenho uma coisa para te falar.&lt;br /&gt;- O quê? - ele perguntou, ansioso, retribuindo o sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ea sussurrou no ouvido dele, para mais ninguém ouvir:&lt;br /&gt;- Estou grávida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abraçou-a forte e sentiu a água quente dos olhos misturar-se a fria da chuva de outono. Aquela chuva trouxera o seu maior presente, aquele ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1114320877234038213?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1114320877234038213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1114320877234038213&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1114320877234038213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1114320877234038213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/02/chuva-de-outono.html' title='Chuva de outono'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6903190175110968199</id><published>2010-02-09T23:58:00.003-03:00</published><updated>2010-02-10T12:03:24.200-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenhas'/><title type='text'>Confissões de Adolescente</title><content type='html'>Uma vez, uma amiga minha me falou alguma coisa sobre uma peça chamada &lt;i&gt;Confissões de Adolescente&lt;/i&gt;. Ela me contou que era a história de quatro garotas contada no palco de um teatro, em forma de diário. A peça era hilária e marcamos um dia, quem sabe, por ventura, assistir. O tempo passou e de repente, me vi com o livro dessa história nas minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Confissões de Adolescente&lt;/i&gt;, que se tornou uma peça aclamadíssima, lotando teatros de Norte a Sul do país, e também uma série de televisão nos anos 90, não se trata exatamente de um livro. Está mais para roteiro de teatro, com alguns rabiscos pessoais. Na verdade, eu gostei de vê-lo como o próprio diário da autora (Maria Mariana, filha de Domingos de Oliveira), e me identifiquei bastante. O livro/diário/roteiro é cheio de desenhos, poemas rabiscados que parecem ter sido feito pela própria autora, quando adolescente (em letra cursiva); alguns depoimentos do pai, e situações. Não chega a ser uma história completa, cronológica, mas várias situações juntas e engraçadíssimas, que completam o conjunto da obra. (detalhe para "Bolhas de Sabão"). É um livro pequeno, divertido e próprio para adolescentes. A forma divertida com que a autora vai descrevendo as situações deixa a leitura mais confortável, eu consegui terminar em uma tarde. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://imgs.sidneyrezende.com/srzd/upload/c/o/confissoes_de_adolescente_grande.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://imgs.sidneyrezende.com/srzd/upload/c/o/confissoes_de_adolescente_grande.jpg" width="205" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa interessante sobre a peça, foi que depois que eles deslancharam no teatro, as atrizes cresceram e se tornaram conhecidas (inclusive Ingrid Guimarães) e consagradas. E assim aconteceu com a maioria do elenco, que foi mudando ao longo dos anos, e também revelando várias estrelas do mundo das celebridades da Globo. Hoje, não se sabe (não diz no livro) se a peça ainda continua ativa, então eu não sei se isso continua acontecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o livro, que virou peça de teatro, e série de TV, hoje é um ícone na literatura e, aposto, que não há quem nunca tenha ouvido falar de Confissões de Adolescente, de Maria Mariana, filha de Domingos de Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações sobre o livro, acesse o &lt;a href="http://www.confissoesdeadolescente.com.br/"&gt;site&lt;/a&gt;.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Sobre a proposta de ver a peça feita lá em cima, hoje não sei mais se será possível... Seria mais divertido se eu tivesse nascido um pouco mais cedo e no Rio de Janeiro, assim poderia assistir com as atrizes reais. Mas hoje, conta no livro, que já mudaram diversas vezes de elenco, talvez não seja a mesma coisa, e também eu nem sei mais se ainda está passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: Livro enviado pela &lt;a href="http://www.agenciafrog.com.br/"&gt;Agência Frog&lt;/a&gt; para fazer a resenha. Obrigada! =D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6903190175110968199?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6903190175110968199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6903190175110968199&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6903190175110968199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6903190175110968199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/02/cofissoes-de-adolescente.html' title='Confissões de Adolescente'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5366259753908405862</id><published>2010-01-30T02:05:00.002-03:00</published><updated>2010-01-30T15:06:08.238-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Cinema Paradiso (1988)</title><content type='html'>Existem muitos livros que falam de si mesmos. Contam histórias sobre o próprio livro, ou falam sobre outros livros, dando ao leitor a impressão de uma história dentro da outra. Porém, são poucos os filmes que fazem a mesma coisa. E, se fazem, são poucos os que prestam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do cinema é mais antiga do que imaginamos, porém não é difícil saber como era o cinema antigamente. E como ele mudou, tanto em aspectos de localização e construção, como em relação aos filmes. Antigamente, os cinemas ficavam nas ruas - era uma casa própria para se assistir filmes. Hoje, o cinema se esconde entre lojas e departamentos, dentro de shoppings, obrigando você a entrar lá e fazer qualquer coisa além de ir apenas assistir um filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa uma coisa ruim, em todos os aspectos - afinal de contas, ficou mais fácil, agora você pode além de assistir filme, lanchar, passear e ainda reservar um tempinho para fazer umas compras e/ou pagamentos extras. No entanto, aquela magia de antes, a empolgação de sair de casa &lt;i&gt;apenas &lt;/i&gt;com intuito de assistir um filme foi mudando ao longo dos anos e hoje está praticamente extinta. Agora, essa intenção se resume apenas aos cinéfilos - e mesmo assim, são poucos os que se encorajam a enfrentar uma fila quilométrica para ver um filme na estréia. Ou seja, o lugar chamado cinema se perdeu e tornou-se apenas mais um "pedaço" daquela estrutura gigantesca e cheia de outros tantos pedaços de consumismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/S2O98gIDBEI/AAAAAAAAAUw/TQEHxwvz4pI/s1600-h/cinema+paradiso+poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/S2O98gIDBEI/AAAAAAAAAUw/TQEHxwvz4pI/s320/cinema+paradiso+poster.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Então, foi com essas essas perguntas que eu fiquei na cabeça após ver o filme Cinema Paradiso (1988), do diretor italiano Giuseppe Tornatore (o mesmo de &lt;i&gt;A lenda do pianista do mar&lt;/i&gt;). O filme se passa todo em flashback. Após uma ligação que Salvatore, um cineasta italiano, recebe da sua mãe, ele precisa voltar à cidade natal para o velório de Alfredo, seu instrutor, quase pai, e também quem lhe ensinou a projetar os filmes na tela e a amar o próprio cinema (mesmo contra vontade). Assim, antes de dormir, Salvatore, mais conhecido como Totó, relembra seu crescimento com o cinema, desde os tempos de criança que fugia de casa para ir se encontrar e brincar com Alfredo, até sua adolescência e juventude, quando ele se apaixona perdidamente por Elena. E, quando ela deixa a cidade e o abandona, ele decide se mudar para Roma, tornando-se o grande cineasta do começo e final do filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não só isso. O filme também retrata as coisas mais clássicas acontecia no cinema. Por exemplo, em todo cinema sempre tinha alguém que ficava no andar de cima, cuspindo em quem sentava embaixo. A primeira fileira era sempre ocupada pelos pirralhos da cidade. E todo o cinema fervilhava quando aparecia qualquer insinuação de beijo na tela. Também retrata a própria evolução do cinema, o início dos filmes pornôs - que os pirralhos da primeira fileira sempre eram pegos pelo lanterninha se masturbando - até os filmes de trapalhada, como O Gordo E O Magro. E parece que a cidade vai mudando de acordo com os filmes. As crianças crescem, viram adolescentes e não mais vão ao cinema para assistir filme - mas para arranjar namorado. Enfim, entre tantos outros clássicos do cinema num filme só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado um dos melhores filmes da década, obteve vários prêmios, como Oscar e Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro de 1990. É emocionante, lindo, e você se esquece de como o final é triste com meia hora de filme. Não tem como não se comover. (Para mim, a cena mais triste é quando o Cinema Paradiso é demolido. Ali, é como se dissesse que a era das casas de filmes, essas mesmas que eu falei ali em cima, o cinema "na rua", se perdesse para sempre. Explodisse em milhões de pedaços de cimento e poeira, para nunca mais construirem outro de novo. É triste demais.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, assim como nos deixa triste pela morte de Alfredo, nos traz uma nostalgia de como era o cinema naquela época. A 7° arte se perdeu demais - hoje não basta ter só uma boa história pra contar. É preciso toda uma computação gráfica, cores fortes e vibrantes na tela, e tecnologias em 3-D para impressionar a platéia. Não vale mais uma história intrigante ou emocionante, algo que te faça pensar fora daquelas salas climatizadas com poltronas confortáveis. São poucos os filmes que te deixam com uma pulga atrás da orelha - como esse fez comigo - e geralmente levam a poucas discussões. E, mesmo assim, ainda havendo alguns, não recebem o tratamento ou a bilheteria merecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dizer aqui que isso é de total ruim. É claro que também há seu lado bom - hoje, já que o cinema não é mais um lugar isolado, você assiste filme para se divertir com as crianças, algum encontro amoroso; enfim, tornou-se mais uma fonte de entreterimento. O que nunca deixou de ser, na verdade, mas toda aquela empolgação e magia de uma história de cinema talvez tenha se perdido no ar, levado com a poeira e os escombros do Cinema Paradiso. Hoje cinema virou mais cotidiano - e os filmes também parecem estar no mesmo caminho, rápidos e sem muita empolgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cccccc;"&gt;(Eu posso estar generalizando, eu sei, mas e é claro que já assisti a alguns filmes maravilhosos no cinema. Mas não me culpem, mesmo que não tenha vivido, eu sinto uma certa "saudade" do ritual que se fazia para ir ao cinema, e do que poderia acontecer lá dentro, sem falar dos próprios filmes antigos - que, cá pra nós, são bem melhores do que os de hoje, não acha?) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lindo, mas também é um filme que fala sobre a própria história do cinema, e como um grande amor pode surgir por detrás daquela cabina de filmes, e como a vida ainda podia ser doce - mesmo com um final amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, só me resta agora recomendar à todos que assistam, e não só uma vez. Esse vale a pena ter na estante de casa, como filme "de cabeceira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendadíssimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Se fôssemos fazer um tipo de "Cinema Paradiso" do século XXI, como é que seria o filme?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5366259753908405862?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5366259753908405862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5366259753908405862&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5366259753908405862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5366259753908405862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/01/cinema-paradiso-1988.html' title='Cinema Paradiso (1988)'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/S2O98gIDBEI/AAAAAAAAAUw/TQEHxwvz4pI/s72-c/cinema+paradiso+poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1779361092170297870</id><published>2010-01-10T22:32:00.000-03:00</published><updated>2010-01-10T22:32:24.574-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mini-conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele'/><title type='text'>Não me dê</title><content type='html'>Me dê um mês, e eu crio uma história. Me dê um dia que eu faço seu enredo. Me dê um ano, que eu escrevo a mais bela crônica dos meses. Me dê uma cor, um cheiro, uma fotografia, um desenho, que eu faço mais de dez mil contos. Me dê uma hora, um tempo, um evento, que eu crio a capa mais bonita do nosso livro. Me dê uma criança, e eu faço de mim o melhor palhaço que já existiu. Me dê um circo, que eu crio a melhor história de amor. Me dê um orfanato, que eu escrevo o melhor thriller que já existiu. Me dê um parque de diversões, que eu te digo, eu te conto a história mais horripilante de serial killer. Me dê uma cena de amor, que eu construo nosso romance. Me dê uma festa, que eu crio os personagens. E te coloco no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não me dê o cheiro do seu cabelo quando acorda, você vestindo minha camisa, sua carinha de sono. Não me dê nossos pés roçando, enquanto eu agarro sua cintura com força, te protegendo de um filme de terror. Não me dê um amanhecer na praia, nem um entardecer na cachoeira, muito menos um piquenique na grama. Não me faça ficar perto de você mais do que um minuto sem reparar em qualquer detalhe seu. Não me dê seu sorriso miraculoso. Não me faça perder meus dedos nos cachos do seu cabelo, nem na cor dos seus olhos, nem nas curvas do seu corpo. Não me dê remédios quando a ressaca de vinho bater, nem me faça ter um motivo para acordar todos os dias de manhã e sair de casa cantarolando canções que já ninguém mais ouve. Não me dê seu microssistem. Nem seu microondas. Não me dê seu carinho. Não me dê sua voz. Não me dê seu rosto. Não me dê seu amor. Não me dê você para que eu escreva. Não me faça criar de você um personagem de um conto, uma crônica ou um livro qualquer. Por que você não se escreve, não se detalha, não se conta. Você foi feita para se viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu quero viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1779361092170297870?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1779361092170297870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1779361092170297870&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1779361092170297870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1779361092170297870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2010/01/nao-me-de.html' title='Não me dê'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5487209622296976949</id><published>2009-12-29T01:32:00.000-03:00</published><updated>2009-12-29T01:32:33.267-03:00</updated><title type='text'>O bastante</title><content type='html'>O bastante. O quanto bastante bom você é? Ou bastante mal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O equilíbrio entre duas forças é o bastante. Bastante para matar, bastante para viver. Bastante para respirar, para sentir o vento balançar seus cabelos, bastante para amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca somos o bastante para nada. Já percebeu? Você nunca é o bastante para ter aquele emprego, ou ainda conseguir conquistar aquela garota, ou sequer ter um amigo verdadeiro. Tudo ao seu redor é feito de farsas efêmeras, um futuro tão incerto e tão frágil... e muda a cada segundo. E você não é o bastante para agüentar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não é bastante auto-suficiente, sempre depende de alguém ou alguma coisa. É claro que pode viver sozinho, mas não se é feliz. E o que é bastante feliz para se ter uma vida, bem, digamos que digna? O bastante para viver é apenas o fato de respirar? E as conquistas, ficam aonde? Vão para o fundo do poço, morrem e são comidas por vermes, junto com você. E todos os seus sonhos, que foram ou não realizados, se perdem no espaço, em meio a energias de fótons e zeros e uns. Para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você termina sem saber se foi realmente o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é bastante importante para você fazer nesse mundo? Qual o bastante para sua presença ser diferente entre todos os outros? Quanto é o bastante para mudar uma vida? O que te faz ser tão igual, qual o bastante para tanta igualdade? Qual o bastante para tanta desigualdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bastante para ser feliz é o mesmo bastante para se ser infeliz. O bastante para sobreviver a um assalto é o bastante para continuar vivo quando se acorda. O bastante para querer é o bastante para lutar por isso. Você não é o bastante para isso! Você não é bastante bom para ter isso, ou aquilo, ou aquele, ou aquela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é bom o bastante para alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é mau o bastante para te matar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que cabe em "bastante"? E quanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz esse post há algum tempo,&amp;nbsp; talvez alguns meses atrás, e só vi agora o quanto gostei dele. No dia eu estava meio insegura, ainda lembro, não sei com o quê - eu sou insegura com tudo. Enfim. Acho que tá bom para um final de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5487209622296976949?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5487209622296976949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5487209622296976949&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5487209622296976949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5487209622296976949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/12/o-bastante.html' title='O bastante'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4879681446328671464</id><published>2009-12-23T23:17:00.004-03:00</published><updated>2009-12-23T23:19:43.375-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Sobre como as coisas estão</title><content type='html'>Todo mundo com essa nostalgia no peito, que o ano está acabando, que 2009 foi maravilhoso e tudo mais. Pra mim também foi, aliás, esse foi um dos melhores anos da minha vida. Mas tudo na vida tem altos e baixos, e esse fim de ano foi meio tenso. Então eu acho que só posso me despedir totalmente de 2009 no dia 30 de Janeiro, que é quando sai o resultado do vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, fim de ano é, para mim, a melhor época do ano. Eu sou fã de mudanças, então todo fim de ano é como se eu passasse de uma etapa da minha vida para outra, mesmo que as mudanças sejam muito sutis ou pequenas. Mas eu sei que sempre faz a diferença, que o próximo ano nunca será igual ao anterior. Esse final de ano está sendo muito estranho pra mim, e boa parte é (não sei por qual motivo, realmente) por causa desse blog - ou, mais precisamente, do template dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vai acabar o ano com uma carinha básica, preto no branco, mas é só porque foram dias e dias que devem ter formado meses à procura de um template razoável. Quando você pesquisa demais essas coisas, e não tem tanta desenvoltura para criar um sozinha, aliás, desenvoltura nenhuma, fica difícil achar algo novo. Então eu fico sem lugar para escrever, porque assim que entro na página bate aquela insatisfação por não estar bonito e confortável para eu pôr meus textos. Que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso não é nada importante, mas é só pra dizer que o blog tá acabando o ano com uma cara mais básica, e não é culpa minha. Também não sei se vou continuar com ele, talvez eu faça outro, talvez eu começe o ano totalmente diferente de tudo que eu já imaginei. Fazendo tudo que eu sempre quis, mas nunca corri atrás, só ficava na imaginação. As coisas precisam tomar um rumo e eu é que preciso dar o primeiro passo e ir escrevendo adiante. Se não, bem, tudo pode ficar pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não vou terminar o post com nostalgias, talvez eu poste de novo, mas acho difícil nessa correria de festas e fim de ano surgir alguma coisa. É só uma vontade louca e insana de escrever que eu estou. Só não sei exatamente o quê - e talvez essa seja uma das minhas maiores dúvidas do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, então acabem o ano com um vídeo da música mais viciante de todos os tempos. Acho que nunca fiquei tanto tempo com uma musica na cabeça, e ainda não enjoei (!). No mais, até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4cHX-znop8Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4cHX-znop8Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4879681446328671464?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4879681446328671464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4879681446328671464&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4879681446328671464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4879681446328671464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/12/sobre-como-as-coisas-estao.html' title='Sobre como as coisas estão'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6523076736698036368</id><published>2009-12-02T23:05:00.041-03:00</published><updated>2009-12-23T23:20:01.592-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele'/><title type='text'>Amanhã vai ser outro dia</title><content type='html'>Abriu a porta sem bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que está fazendo?&lt;br /&gt;- O que você acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava sentado em frente ao piano, dedilhando as teclas sem produzir som. Um copo de whisky boiava no mogno, fazendo uma roda de água. Ao ver, pensou em reclamar. Mas, depois daquela tarde, uma briguinha por uma bobagem daquelas agravaria ainda mais a situação. Encostou-se na estante ao lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque isso tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pianista encarou-o com um olhar óbvio. O outro abaixou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Achei que fosse legal. Pensei que você fosse gostar. Também não sabia que a reação deles seria daquele jeito. - mexeu nos dedos das mãos. - Eu jurava que ia ser diferente.&lt;br /&gt;- É. Reparei. Você ficou todo vermelho. Todo mesmo, até o dedo dos pés. - fez uma pausa. Tocou uma nota no piano, baixinho. - Combinou com seu cabelo - disse quase sussurrante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu um sorriso forçado. Um fiapo de lua minguante minguava do céu, entrando pela janela, deixando rastro no chão da sala. Olhou ao redor. Quase nada mais no quarto - só o piano, a roda de água no mogno, o copo de whisky, alguns caixotes perto da porta, e a estante que outrora estava cheia de livros. Agora, vazia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não faz diferença. - começou o ruivo, olhando o rastro da lua - Me senti mal, com raiva, e ao mesmo tempo envergonhado. Era só a porcaria de uma reunião! As pessoas lá me surpreenderam. Eu achava que exatamente por eles já terem problemas com o mundo, aceitariam as coisas na boa. Mas foi uma merda. Juro como nunca fiquei tão frustrado em toda minha vida. Até o velho zelador nos olhou feio quando estávamos saindo. Imagino o que devem ter falado. Minha orelha já devia ter pegado fogo.&lt;br /&gt;- Se fosse assim, estaríamos todo queimado. Aliás, você já está ficando quase todo vermelho de novo. Tsc. Deixa isso pra lá. Vem cá, vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bateu de leve no banco do piano, afastando-se. Ele sentou-se pesadamente, emburrado. Cruzou os braços. Um leve rubor e o lábio formou um biquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nhé. Seu bobo. Todo mundo é assim, você é que se faz de inocente e acha que as pessoas vão finalmente nos encarar como "parte da sociedade". São todos uns medievais, que não conseguem evoluir no tempo, ficam estancados e tem esse tipo de reação toda vez que algo "diferente" do cotidiano deles aparece. O pior é eles nos atacarem, como se a gente tivesse feito alguma coisa contra. Isso é o que mais me deixa puto - aumentou a voz, sem querer - É como se fôssemos as hienas novas da área, e eles as onças, prestes a nos devorar. O que eles querem é acabar com a nossa espécie! Mas todo mundo sabe que a gente só faz aumentar cada vez mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora quem está ficando vermelho é você - interrompeu o ruivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. Os dois soltaram um suspiro cansado. O vazio da casa se alastrava ao redor deles, e qualquer barulho a mais fazia eco. A última fala do pianista ainda&amp;nbsp; vibrava, imperceptível, e como se usasse de desculpa para mandar embora aquela frequência, o garoto de cabelos acobreados tocou o pequeno início de uma das músicas que eles adoravam. Sorriram um para o outro - boas lembranças tomaram conta de suas mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse lugar vai deixar saudade. &lt;br /&gt;- Em alguns aspectos, sim. Mas eu já estou cansado dessa suspeita toda. Parece que todo mundo sabe que moramos juntos, e que trocamos saliva e alguns outros fluidos nas horas vagas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro sorriu. Tinha um sorriso maravilhoso, os lábios grandes e pequenos buraquinhos nas bochechas. O ruivo apertou um desses buraquinhos, sorrindo também. Apesar de tudo, ainda estavam felizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mundo é gay - disse o ruivo.&lt;br /&gt;- Não. Ainda não. Mas vai virar - ressaltou o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijou-o levemente e, com a ponta dos dedos, de leve enrolou um fio do cobre cacheado que avolumava na cabeça do outro. Olhou-o nos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos parar de se preocupar com isso? Já estou cansado. - bocejou longamente, esticando os braços para trás. -&amp;nbsp; Que tal irmos para cama agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruivo soltou um suspiro e assentiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é tão tranquilo. - disse ele.&lt;br /&gt;- E você é muito irritadinho. - replicou o outro.&lt;br /&gt;- Faço jus ao meu cabelo. - e soltou um sorriso abafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantaram, fecharam o piano e caminharam em direção ao quarto. Lá, a cama branca, sem lençol, só com dois travesseiros, deixava tudo mais vazio. Um último quadro pendurado na parede, alguns livros velhos e folhas de desenho espalhadas no chão. Nada mais. Deitaram na cama. O ruivo encostou-se no peito do seu melhor amigo, parceiro sexual e, num futuro mais próximo do que eles esperavam, marido. O outro passou o braço sobre os ombros dele e ajeitou a samba-canção de seda. Encaixaram-se, um nos braços do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As pessoas que se fodam. Deixa elas pensarem o que quiserem de nós. O que importa é que estamos aqui, e quanto tempo falta para irmos embora? Dois dias? É. Esse lugar não pertence a nós. Aliás, nós não pertencemos a esse país. - e dando um beijo na testa do ruivo, completou: - Eu te amo. É isso que importa. Vamos dormir, que amanhã vai ser outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagaram o abajur, deram um beijo estalado e finalmente, caíram no sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6523076736698036368?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6523076736698036368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6523076736698036368&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6523076736698036368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6523076736698036368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/12/abriu-porta-sem-bater.html' title='Amanhã vai ser outro dia'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-3807386491345524686</id><published>2009-11-25T15:22:00.000-03:00</published><updated>2009-11-25T15:22:41.519-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><title type='text'>E aí a velha chama vai reacender...</title><content type='html'>Eu ia postar esse texto só quando o livro do 3° ano fosse publicado, e foi o que aconteceu ontem. É diferente do que já foi escrito por aqui, mas não deixa de ser eu, meu texto, portanto sempre tem algo pessoal. E como estou sem inspiração pra nada novo, falar de si é sempre mais fácil do que dos outros.&lt;br /&gt;Lembrando que eu não vou ganhar dinheiro com esse livo, é só uma publicação que acontece todo ano no Marista, que os alunos do 3° ano fazem um texto representando sua passada pela escola. Bem, espero que tenha ficado bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito pouco falar sobre o Pio X em apenas duas páginas. O tanto que este colégio me proporcionou daria um livro inteiro, digno de páginas incontáveis, e ainda assim faltaria alguma coisa. Posso não ser uma daquelas alunas que viveram décadas nesta escola, mas com certeza tenho histórias para contar aos meus netinhos dos três anos de ensino médio que passei aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de ter entrado no Pio X já com amizade garantida – uma amiga minha de tempos passados também estudava lá e estava na mesma sala que eu. Assim, seguindo o tom extrovertido e vivaz dela, ficou mais fácil conhecer o resto das pessoas. Em pouco tempo, eu já tinha intervalos animadíssimos, regado a música, trufas e muita, muita risada. Era o começo das grandes amizades construídas até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meses foram passando e cada dia parecia ser uma experiência nova, um brilho a mais nos olhos de cada um. O 1°D ficou conhecido, no começo por sua quietude, depois por seus excessos. Fomos do oito ao oitenta, e assim ficamos tão unidos, que fomos capazes de vencer concursos culturais e peças de História. Tudo com esforço e muito estresse. Mas que valeu as recompensas finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo no primeiro ano me dizia que aquilo não era por acaso. Não fora por acaso que eu entrara naquela escola, e mudara completamente meu círculo social, minha rotina, até mesmo meu comportamento e muitas das minhas opiniões. Não fora por acaso que tanta gente especial cruzou meu caminho, e ajudou a construir a minha história pelo Marista. Tinha que ser destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, eu que achava que essa chama acesa de magia do primeiro ano ia durar para sempre, no segundo mudou totalmente. Mas, de novo o destino me pegou e me fez conhecer a outra metade da laranja – ou melhor, da sala. É incrível como o lugar na sala faz diferença, e como pessoas totalmente diferentes convivem no mesmo espaço. O meu segundo ano resumiu-se a um altão magrelo com idéias de mudar o mundo e uma pequena saltitante feita de porcelana e carisma. Acho que já me acostumei tanto a tê-los por perto que não consigo enxergar meu futuro sem os dois. E sem mais alguns, que vieram com o terceiro ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste ano que chega a época do “ahh, que saudade”. É o ano, também, que tudo passa mais rápido do que você consegue contar, e se você não aproveitar tudo a tempo, acaba perdendo momentos inesquecíveis. Quando menos espera, já chega o fim do ano e o que você menos quer é deixar tudo aquilo para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não esperava que o terceiro ano me proporcionasse tantas surpresas. Ao me aproximar de pessoas tão diferentes, me vi tendo de enfrentar obstáculos quase intransponíveis para encontrar ouro. Mas valeu à pena: hoje não sei o que seria de mim se não fosse os dois garotos mais engraçados da escola, a porcelana saltitante, um garoto que traz nas costas um futuro brilhante, e a garota mais complexa e inesperada (talvez) do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não excluo, assim, as amizades de longa data que construí no primeiro ano. Essas, do contrário, ficam cada dia mais forte – e eu sei que com muitos eu vou poder contar, em qualquer situação que estiver. Acho que agora posso ter certeza de que, sim, eu tenho amigos de verdade. E mesmo que o tempo nos afaste, o que é um mal inevitável, a qualquer hora que nos reencontrarmos, seja em alguma cafeteria de Londres ou na praia de Tambaú, a chama nos olhos de cada um vai reacender. E eu vou ter certeza: aquilo só pode ser amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã vai ser um novo dia, e o futuro nos espera. Um futuro que só pode ser descrito como página em branco: você não sabe o que vai lhe acontecer quando colocar, definitivamente, os pés para fora da escola e não mais voltar para assistir uma aula. Pode até voltar para visitas, como muitos ex-alunos, mas não será a mesma coisa de vestir a farda de manhã e sair de casa perguntando-se de quem será a primeira aula.&amp;nbsp; O tempo é cruel, e ninguém sabe mesmo o que pode nos acontecer daqui para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos à deriva de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não sei se estou naquela fase nostálgica de “não querer sair da escola”. Do contrário, estou com o lápis na mão e as idéias na cabeça prontas para começar a escrever neste papel branco, só estou esperando a Grande Decisão Do Ano: o chamado Vestibular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontece, a gente vai aproveitando cada momento ao lado de quem ama, sempre contando com a velha esperança que eles não vão nos deixar nem tão cedo – e se vão, a gente também espera que eles reapareçam lá pela metade da Página Branca Chamada Futuro. E aí aquela velha chama nos olhos vai reacender... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Jéssica Maria Brasileiro de Figueiredo – 3° C&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-3807386491345524686?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/3807386491345524686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=3807386491345524686&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3807386491345524686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3807386491345524686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/11/e-ai-velha-chama-vai-reacender.html' title='E aí a velha chama vai reacender...'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1490855848545444176</id><published>2009-11-04T23:01:00.001-03:00</published><updated>2011-03-07T01:51:06.097-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Adultos</title><content type='html'>Quando eu era pequena achava que os adultos não tinham sentimentos. Eles não se apaixonavam, não namoravam, não riam nem tinham orgasmos. Aliás, quando primeiramente descobri o que era sexo, foi vendo os filmes na televisão, e sempre achei que só os homens tinham orgasmos. As mulheres só serviam de tipo "porto seguro", um lugar quentinho para colocar o órgão de reprodução masculina. Por isso que as mulheres engravidavam e os homens não - afinal, eram eles que colocavam o bebê lá dentro. Bem, enfim, eu achava que adultos não sentiam nada - só viviam para trabalhar, sustentar os filhos e dormir. E colocar bebês nas barrigas das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, como eu podia ser tão intensa, sentir tudo a minha volta, agir muito mais instintivamente e emocionalmente do que de modo racional, e ninguém mais ser assim? A minha mãe era tão fria, eu sempre voltava pra casa chorando por causa de um olhar, uma risada, um tapa, qualquer coisinha. E ela sempre ficava naquela seriedade toda. Não sentia nada. Então passei a ver que o "adulto" era algo muito acima da minha concepção, algo técnico, como matemática, frio, exato, apenas números escritos no papel que era o mundo. No final, aquilo só aumentava a minha intensidade, porque eu tentava me prender mas não conseguia. Então voltava pra casa chorando e mamãe só ficava lá, calada, fria, impassível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também não entendia porque eles sempre se controlavam. Eu sempre estava fervilhando, com os sentimentos à mostra, para todo mundo ver. Eu era transparente. Mas os adultos não. Eles sempre estava lá, escondidos, empacotados em suas roupas grandes demais, em seus paletós e caras sérias. Ninguém sorria. E eu voltava para casa derramando lágrimas enquanto lá fora os pais dos meus vizinhos os recolhiam, com caras impassíveis, cansadas ou apenas adultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que comecei a assistir mais filmes que diziam isso. Os adultos nada mais eram que impassíveis, apenas vivendo no mundo para fazer o dinheiro circular. Apenas trabalhando, saindo cedo e chegando tarde, sem dar o mínimo de atenção ao que lhes rodeava. Acho que por isso que nunca fui consumista, de entrar num shopping e comprar horrores só para me sentir melhor (conheço pessoas assim e nunca entendi como é que isso lhes faz tão bem). Eu não comprava para me sentir melhor porque eu achava que estaria sendo igual aos adultos que eu conhecia, ou pensava que conhecia, ou analisava - mesmo que não lembre de nada. Eu achava que estava sendo igualzinha a eles, somente gastando o dinheiro que consegui com o meu trabalho. Nada mais. Nenhum sentimento, nenhum apego, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei para entender que, no final das contas, as pessoas só estão fugindo de si mesmas e por isso fingem que são cultas e frias, para não ter de se apegarem a ninguém por saber que, a qualquer momento, aquela pessoa pode ir embora. Ou pode lhe trazer problemas piores. Então, se apegam as coisas, ao material, às compras, só porque supostamente demoram mais para acabar. Trabalham para ganhar. E vivem para gastar. Mal sabem que elas próprias tem fim, e até mesmo uma coisa comprada num shopping pode lhes trazer problemas ou acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, todos nós só precisamos de uma dose de amor, de intensidade, aquela mesma que eu destilava tanto nos meus choros quando era criança. E ainda destilo, vez por outra, com mais frequência do que eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente só precisa de amor. Ou um livro gostoso num fim de tarde chuvoso. Ou um filme de terror. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, é tudo sobre o amor. E estão todos correndo, se escondendo, fugindo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(e eu nunca vou entender o porquê) &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1490855848545444176?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1490855848545444176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1490855848545444176&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1490855848545444176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1490855848545444176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/11/adultos.html' title='Adultos'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6646781153889453054</id><published>2009-10-12T23:49:00.001-03:00</published><updated>2009-10-13T00:16:33.514-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='half-verídico half-fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><title type='text'>Floquinho de neve</title><content type='html'>Querida Sofia, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visualize: um floquinho de neve bem feito, daqueles que aparecem em filmes, está caindo neste momento na janela aqui da frente. Lá fora, as crianças brincam, fazendo bonecos de neve e atirando bolas de gelo fofinho uma nas outras. Eu não as ouço - as portas e janelas estão trancadas. E a neve cai sem parar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta talvez seja uma foto perfeita para você, aliás, para muitos escritores: sentar-se à frente de uma janela, lá fora com neve, você com tantos casacos que perdeu as contas, e se deixar levar pelas teclas barulhentas da máquina de escrever. A minha nem é tanto - comprei naquele brechó que fomos um dia. Lembra? Ela é vermelhinha e pequena. Uma beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei como explicar, acho que isso só pode ser maior que eu. Você sabe que nunca fui tão boa quanto você nas letras - o meu ramo é mesmo aquele chato e jurídico. Mas o problema é que meu coração bate tão alto que não consigo controlar meus dedos, e só vou falando do quanto queria que você estivesse aqui para cutir esse espetáculo gelado que está lá fora, enquanto o floquinho de neve cai lentamente pela janela. Seria tão bom se você estivesse aqui, amiga, e assim me ajudaria em mil dúvidas que tenho quando escrevo - principalmente assim, despretensiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, se você estivesse aqui, estaria agora batucando nessa máquina, prolongando seu próximo livro ou quem sabe escrevendo contos que me fazem mergulhar. Sinto tanta sede de te ler que fico procurando, em meio a essa neve toda de dezembro, algum livro que seja parecido com o seu. Que tenha o mesmo jeitinho miúdo e romântico de ser - e que, ainda sim, com um leve toque de sensualidade. Afinal, você sabe que sempre escreveu sobre o que você é, nada mais do que isso - mesmo que passasse horas conversando comigo sobre seus novos personagens. Eles nada mais eram do que personificações suas. E agora você me deixa sem eles, sem você, só comigo e toda minha formalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que estou sendo sentimental demais, você sabe, isso não é de mim. Mas, de que adianta tentar remediar uma coisa que já está? Afinal, a saudade é tamanha que não consigo controlar. E meus dedos apenas vagam por essas páginas em branco, procurando algum sentido, alguma frase, alguma palavra que traduza a minha saudade por você. Porque só esse floquinho de neve caindo aqui da janela, e os gritos e risadas e brincadeiras das crianças lá fora - agora posso ouvir já que abri a porta - e todo esse clima frio e branco me faz lembrar você e suas escrituras, seus livros, seus contos e personagens. É você que eu procuro e não adianta tentar te achar em qualquer outro lugar, tudo aqui é frio demais, lânguido demais, distante demais - ninguém tem esse seu jeitinho afetuoso e lindo de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece até que estou me declarando. Mas é que realmente sinto falta da sua amizade, do seu jeito cuidadoso e ao mesmo tempo tão destrambelhado. Tem lógica isso? Sinto falta até do seu jeito de arrumar as coisas, de se vestir, até de rir. Às vezes estou andando na rua e escuto sua risadinha abafada, às vezes vejo num espelho seu sorriso silencioso, mas tão verdadeiro. As ruas ficam até um pouco mais quentes quando lembro disso, quando lembro de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, me desculpa se estou sendo piegas demais. É que hoje alguma coisa aconteceu, não sei se foi esse floquinho caindo na janela, ou as crianças lá fora, ou só a saudade do seu calor no meio dessa neve tão gelada, mas estou mesmo com saudades, e acho que vou morrer se você não aparecer logo por aqui - e poder usufruir livremente dessa máquina vermelhinha de escrever, diante dessa neve que inunda tudo e parece não mais ter fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que já me alonguei demais. Por fim, o de sempre: Amo você e estou morrendo de saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Com carinho,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Luisa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;--&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;1- Me façam prometer de que não vou mais dizer que estou deixando o blog. Nunca consigo. Sempre que falo que tô dando um tempo, vem a saudade, aquela vontade louca de escrever... e aí, bem, é isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;2 - Eu achei a foto dessa máquina de escrever em algum lugar que não lembro onde, então assim que achar, postarei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6646781153889453054?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6646781153889453054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6646781153889453054&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6646781153889453054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6646781153889453054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/10/floquinho-de-neve.html' title='Floquinho de neve'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8274282226692432524</id><published>2009-09-29T21:55:00.010-03:00</published><updated>2010-02-03T22:38:04.301-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Brincos de Princesa</title><content type='html'>A brisa leve carregava os lírios brancos, os lilases, as camélias em pequenos redemoinhos, fazendo o cheiro doce subir ao ar. Alguns pólens se soltaram e dançaram alegremente pelo jardim, dando voltas e rodopios até chegarem próximo a um narizinho no canto do caminho. A garotinha soltou um espirro miúdo, quase imperceptível, e limpou com as costas da mão o nariz. Mas isso não tirou sua atenção do colorido novo à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as mãos pequeninas, ela tocava uma pétala branca da tão bonita e colorida flor nova que sua mãe tinha plantado no jardim, dentro de um vaso muito ornamentado. As folhas verdes caíam sobre a estrutura de cimento e os caules finos eram entortados para baixo, suspendendo assim as pétalas brancas, rosas e roxas formando pequenos botões. Era o brinco mais bonito que a garotinha já tinha visto, e só sabia que era um porque sua mãe lhe dissera o nome da flor. Não parecia nenhum dos dois, era quase uma espécie de milagre da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas mãozinhas rechonchudas seguraram a flor em forma de concha, direcionando-a para o sol poente de verão. As pétalas brancas e rosas disputavam lugar na base, as duas querendo sustentar a cúpula invertida de pétalas roxas no meio. Todas as cores resplandesciam nos raios de sol, quase ofuscando a vista da garotinha. Se ela olhasse um pouco mais adiante, a luz tomaria conta de seus olhos e sua visão viraria um mar de brancura. Mas ela focava sua atenção na beleza daquela flor, imaginando quem tivera a idéia esplêndida de criá-la daquele jeito, e daquelas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Liriana! - gritou uma voz familiar de dentro da casa. A garotinha não ouviu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher alta de cabelos longos saiu da casa e parou, antes de se aproximar. Observou a filha por um instante, vendo o quanto ela estava absorta na novidade do jardim. Sorriu, observando o encantamento da filha, e chamou mais uma vez, só que baixinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Liriana, meu amor, que está fazendo aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garotinha não respondeu. A mulher aproximou-se e dobrou as pernas, ficando na mesma altura da filha. Tocou de leve os cabelos dourados dela e, de súbito, a garotinha piscou e balançou rápido a cabeça, como se acordasse de um sonho.&lt;br /&gt;- Mamãe?&lt;br /&gt;- Liriana, estou lhe chamando há séculos.&lt;br /&gt;- Eu não ouvi! Desculpa! - afirmou a garotinha voltando à flor.&lt;br /&gt;- Pois estão estou chamando agora. Gostou da flor nova, não foi?&lt;br /&gt;- Sim, sim! Adorei! - respondeu ela, empolgada - É linda, perfeita, maravilhosa!&lt;br /&gt;- Humm... Que bom, então. Vou plantar mais dessas aqui. Agora vamos que estou terminando o bolo e preciso da sua ajuda.&lt;br /&gt;- Oba! Bolo de chocolate!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garotinha soltou delicadamente a mão da flor branca-rosa-roxa e entrelaçou os dedos com os da mãe, tão finos e bem pintados. Ajeitou o vestido e caminhou de volta para casa pelo jardim cheio de lírios e lilases e camélias e flores de vários tipos, além de um vaso ornamentado cheio dos mais lindos Brincos de Princesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog deu uma parada porque to totalmente sem criatividade pra escrever qualquer coisa. Então, não estranhem se ao vir aqui ainda estiver tudo na mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8274282226692432524?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8274282226692432524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8274282226692432524&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8274282226692432524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8274282226692432524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/09/brincos-de-princesa.html' title='Brincos de Princesa'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-2355792801707504293</id><published>2009-09-13T22:19:00.003-03:00</published><updated>2009-09-14T02:50:09.071-03:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>&amp;nbsp;São só teus olhos de cor indefinida que me acordam para um novo dia. Somente estas esmeraldas que carregas contigo são o presente que me dás pela manhã, quando o sol está nascendo. Bem sei eu que me darás outras jóias no decorrer do dia, mas é só esta que me faz levantar da cama. Ver o dia amanhecendo em teus olhos é uma dádiva que eu nunca vou conseguir me livrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, ao chegar em casa, é tu que me recepcionas com estes olhos cor de mel, açucarados. O dia está pela metade e deixam teu olhar curioso, brincalhão, tanto que não resisto e acabo desistindo dos meus afazeres para ir rir da nossa idiotice. Passo tanto tempo contigo que esqueço das horas e quando vejo, o dia já vai se pondo, e eu tenho que ir. Mas sempre são teus olhos que vão escurecendo, ao passo que o sol desce no mar, que vão me seguindo pela casa, se enroscando nos lugares indevidos, curioso, brincalhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entardecer eu paro, e te chamo para a varanda, nosso lugar das cinco horas. Contigo à minha frente, comparo as camadas de cores sem-nome do céu com as dos teus olhos. Tuas bolas de gude têm o azul claríssimo no fundo e o vermelho, o laranja, ao redor da pupila. Do mesmo jeito do sol, as cores vão perdendo seu tom, e quando a noite finalmente entra, teus olhos adquirem um azul escuro, quase acinzentado, tão diferente de todas as cores já vistas no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessa hora que voltamos para o quarto e eu fico, somente sentada na cama, a observar-te. És de uma beleza tão infinita, que não sei como descrevê-lo, não sei como te representar em meras e poucas descrições. És demais para somente linguagem - és feito de cores, verde-esmeralda, dourado e azul-acinzentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu me sinto boba por ficar tanto tempo perdida nos olhos que não são meus, e nem são humanos. Mas, tu sabes que não és somente um animal qualquer - teu miado doce e teu andar sensual já fazem parte dessa casa e de mim. E agora não sei o que seria das minhas cinco horas da tarde sem a cor exuberante dos teus pequeninos olhos felinos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-2355792801707504293?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/2355792801707504293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=2355792801707504293&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2355792801707504293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2355792801707504293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/09/cores.html' title='Cores'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8259073937853385515</id><published>2009-09-05T15:44:00.004-03:00</published><updated>2009-09-11T19:52:18.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>O pianista - Wladyslaw Szpilman</title><content type='html'>A segunda guerra mundial vem estampada, atualmente, em diversas formas de arte. A que mais prevalece e tem mais magnetismo é, com certeza, a literatura. Diversos livros que abordam o tema, quando lançados, chamam a atenção do leitor que está sempre procurando saber mais sobre um assunto tão pesado e forte. Ainda por cima quando as histórias são verídicas - como O Pianista, de Wladyslaw Szpilman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não muito conhecido devido a época em que foi escrito, o livro conta a história do pianista Wladyslaw Szpilman na Polônia de 1940. Época em que Hitler começava a se expandir, tentando atingir os países europeus com o regime fascista e sua ditadura. Era, então, a famosa época da Segunda Guerra Mundial, e do genocídio judaico por toda Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito na mesma época em que viveu, Wladyslaw conta a história do sofrimento seu, de sua família, e de toda nação polonesa durante o massacre dos judeus. A Polônia foi o primeiro país que deu início a guerra - e é assim que o livro começa: "Em 31 de agosto de 1939, todos em Varsóvia tinham certeza de que a guerra contra os alemães era inevitável". A partir daí, ocorre uma série de acontecimentos dramáticos com o personagem e sua família, dos quais o mais forte é o capítulo d'O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Umschlagplatz&lt;/span&gt; (trem que carregava os judeus refugiados para os campos de concentração - onde achavam que iam trabalhar, mas na verdade impiedosamente morriam queimados). O pianista, então, vê-se desolado e sem perspectiva qualquer de ainda sobreviver. Porém, como se por força do destino, em todas as chances que ele tem de ser pego, consegue escapar. Mais tarde, prefere se esconder nas casas de amigos - ele era popular na sua região pelos concertos que fazia e por tocar na Rádio Polonesa (principal rádio até hoje) - e ali ficar até que a guerra finalmente acabasse. No fim, depois de um encontro surpreendente e em situações desumanas, contudo em paz, ele consegue sair ileso do maior massacre já visto na História da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o mês inteiro de agosto procurando algo para ler, e numa tarde perdida encontrei esse livro. Nem me toquei que era o mesmo do filme - e fui lendo compulsivamente. A história é muito pesada, ainda mais por ser totalmente verídica, mas muito bem escrita. O distanciamento com que Szpilman narra os acontecimentos é tão melancólico que foi capaz de me deixar para baixo. Mas a realidade ali escrita se faz reconhecer como a ditadura de Hitler foi injusta e cruel. A brutalidade do exército alemão sobrepõe qualquer resquício de conhecimento Histórico - e no decorrer das páginas envolve mais o sofrimento do personagem e todos que o rodeiam do que a visão política do acontecimento. Se o morticínio, contado pelos livros de História, já é terrível, imagine então uma história verídica, tirada diretamente da época?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe nota nem adjetivos para esse livro. Um "muito bom" é muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Se você prefere livros com historinhas de finais felizes e não gosta de ver gente morrendo e sofrendo, eu asseguro que não leia. Mas se é um curioso da História, ao menos assista o filme. No mínimo, eu garanto umas lágrimas, então leve uma caixinha de papel. E muita pipoca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8259073937853385515?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8259073937853385515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8259073937853385515&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8259073937853385515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8259073937853385515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/09/o-pianista-wladyslaw-szpilman.html' title='O pianista - Wladyslaw Szpilman'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6943491091501743499</id><published>2009-08-13T22:12:00.007-03:00</published><updated>2010-01-18T01:53:08.056-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Sétimo Andar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;São Paulo, 13 de setembro de 2001.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sabe, Carol, ontem eu senti uma falta repentina de você. De nós. Não que eu pudesse te ligar ou ir ao teu apê (não é assim que chamam agora?). Bem, quem sabe eu não pudesse mesmo. Quem garante que iria te encontrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo assim, senti saudades suas. Veio a lembrança daquelas madrugadas que passamos juntos; foram tantas que eu já perdi as contas. Era tão bom quando saíamos no meio da noite, só a andar em meio a turbulenta cidade de Central do Brasil. Por falar nisso, este ainda é o seu filme preferido? Dia desse eu assisti e lembrei de nossas aventuras pela madrugada. Eu me divertia tanto com seu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite você não quis sair. Bateu na minha porta com uma tosse dos diabos, e eu te fiz entrar com a promessa de que fecharia as vidraças da varanda. “É a poluição” você disse. “São Paulo anda um caos” concordei e te fiz um chá de habu. Eu nunca soube do gosto desse chá, era receita da minha avó oriental. Você não conheceu minha avó. Ela já morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa noite não dormimos. Ficamos no sofá por muito tempo, entre tosses, risos e conversas. Eu passeava meus dedos nos teus cachos sobre a minha perna. Você era só tosse, cachos e meias. Tinha vindo com aquele All Star preto que eu adorava, e talvez cheirasse a chulé por estar molhado. Percebi que chovia. Eu sempre abria as portas da varanda quando chovia, mas não abri aquela noite. Você estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, amanheceu. Eu te fiz adormecer no meu colo, mas você nunca foi muito de dormir. Logo nos primeiros raios de sol que adentrava a sala, você acordou e me beijou na testa. Foi doce. Eu fui à cozinha te preparar um café forte, enquanto você lavava o rosto. A chaleira apitou quando você voltou do banheiro e ficamos na bancada, tomando café com torradas francesas. Percebi que a luz ainda estava acesa e refletia no líquido escuro dento da xícara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do café, eu te deixei na porta do elevador e te desejei boa sorte e melhoras. Voltei a varanda e não foi preciso que eu te chamasse; você voltou o olhar para o meu sétimo andar e acenou. No entanto, ao invés de acenar de volta, peguei a câmera polaróide e tirei a foto que agora está num porta-retrato na parede em cima da TV. Foi a foto mais bonita que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse dia, nada mais aconteceu. Eu esperei que você me ligasse, como sempre fazia, marcando aonde iríamos próxima noite. Você não ligou. Daí, nas ultimas instancias, eu tentei te ligar, mas só dava caixa postal, até que por fim deu número inexistente. Decidi te procurar pelos lugares onde você costumava ficar.  Apartamento, vendido. Aquele bar, falido. Algumas boates, vazias. Então, procurei no meu ultimo caso, aquele lugar que eu tentei te levar um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava cinza, assim como estão todos os dias. Não havia nada para fazer. Fazia tempo que eu não saía com ninguém. Um homem precisa dessas coisas, mais do que a mulher. Eu te chamei. “Se você for eu vou...”. Quando o táxi chegou, eu disse o destino e você corou. Nunca tinha visto você tensa daquele jeito. Chegamos. Entramos. Subimos. Eu juro que não te queria fazer mal algum. Juro e posso jurar até hoje. Cinco minutos, fomos embora. Você não quis ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus sabe, o que eu mais quis foi te proteger. De qualquer mal, de todos os perigos da cidade grande. Porém, fui eu que demorei a entender que o maior perigo era você. E a principal vítima era eu. De tanto tentar te proteger, acabei sem proteção. Daí, você sumiu e tudo ficou meio fosco, meio sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria te achar de qualquer maneira. Fiz um anúncio com a foto de você olhando para mim, alto aqui do sétimo andar, essa mesma que ainda está na parede em cima da TV, e pus um aviso de “Procura-se” embaixo. Ninguém viu o anúncio. Não havia recompensa. Mas eu colei em quase todo lugar, postes, lojas, vitrines, carros. Ninguém via. Parecia que os papéis se evaporavam como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz isso por muito tempo. Ainda tinha esperanças que você me ligasse ou aparecesse na rua. Passei várias noites na varanda, com o telefone na mão, olhando o transito interminável de São Paulo. E foi numa dessas noites que notei que você não voltaria mais. Então, me afastei da varanda, fechei as vidraças e apaguei a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos que te viram por aqui, a eles eu fui perguntar do seu paradeiro. Nenhum sabia. Mas disseram que, dos tempos que passou por aqui, mal você não fez. Aliviei-me. Precisava da certeza que não estava correndo atrás de alguém que não existia, ou que era louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me pergunto se algum dia eu vou retornar a te ver. Quiçá (agora dei até para falar gírias de velhos) numa esquina qualquer da Avenida Paulista. E se nossos olhares se cruzarem, será que você vai fugir? Como você reagiria se, por um acaso, retornasse a minha rua e, automaticamente, ao cruzar o asfalto, olhasse para o meu sétimo andar? Será que eu ainda estaria lá? Será que você iria se lembrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você for, eu vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;(inspirado na música Sétimo Andar de Los Hermanos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UP:&lt;br /&gt;Deu a louca no blog (tô dizendo que ele me odeia, qualquer dia eu mudo) e postou o mesmo texto um zilhão de vezes. Agora já ajeitei, ainda bem --'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6943491091501743499?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6943491091501743499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6943491091501743499&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6943491091501743499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6943491091501743499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/08/setimo-andar_9245.html' title='Sétimo Andar'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8355275393211920960</id><published>2009-08-04T22:09:00.001-03:00</published><updated>2009-08-04T22:12:24.637-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Apartamento Vazio</title><content type='html'>Cara Larissa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este lugar está fedendo a mofo. Todos os móveis foram doados ou vendidos ou leiloados, mas o pó, a poeira, ainda repousa grossa sobre a bancada da cozinha e envolta do seu armário embutido. Ou eu diria nosso armário? Não sei mais, Larissa, não sei de mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa aconteceu desde aquele tempo. Eu ainda não sei por que me deu a louca de parar aqui hoje. O porteiro mudou, a nossa vizinha, aquela velhinha de óculos fundos de garrafa, lembra? Ela também mudou. O prédio está todo estranho, nem parece que vivemos aqui por tanto tempo. Tempo suficiente para deixar mofo no chão da sala vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já sabe, mas não posso deixar de dizer: estamos vendendo o apartamento. É engraçado como, ao dizer, essas palavras fazem toda a diferença. Provavelmente vem algum corretor que não conhece nem um pouco da história dessa sala, ou de nosso banheiro, ou mesmo de nossa cozinha. E prefiro nem lembrar do nosso quarto. O novo porteiro disse que casas nessa região estão faturando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho quando alguém vem comprar um apartamento seu. Nenhuma dessas pessoas sabe o que realmente aconteceu entre aquelas paredes, e os antigos móveis que aqui ainda restavam. Agora não há mais nada. Somente um grande vazio e o seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse que ia te tirar daqui com ele (o apartamento) assim, do jeito que está agora. Mas as coisas se antecederam, fora do esperado. Ao menos do meu esperado. Aquela tarde dolorosa que te vi fechar a porta atrás de si, o saber doído de que você não mais iria voltar. O ar ficou pesado, eu mal conseguia respirar enquanto você falava aquelas coisas na minha frente. Escrevendo esta carta, estou sentado no mesmo banco que estava aquele dia. Eu não conseguia respirar. Ainda não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho certeza que não é porque a janela está fechada, porque a porta está aberta. Na verdade, não sei se suportaria ver essa porta se fechar novamente. Estou imaginando a batalha que será para eu sair daqui. Não por tudo que está aqui dentro. Isso eu aprendi que não adianta "não querer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero lembrar, não quero falar, mas é impossível. Ainda te vejo com aquele olhar decidido, encarando meu olhar incrédulo. Lembro-me de suas palavras finais: "tudo bem, está tudo bem, você pediu por isso". Eu nunca entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, você foi embora, e esqueceu do presente que deixou aqui. Lembra? Você disse que o deixaria aqui toda vez que saía para trabalhar, para que eu me lembrasse que você estaria sempre aqui, nunca iria embora. Era minha garantia. E agora? Onde está? Eu acho que você esqueceu onde deixou seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes fico me perguntando se você ainda se lembra de tudo. Em algum lugar da sua memória há de ter um lugar meu, um lugar nosso, um quarto quadrado e branco com uma cama igualmente branca no meio. Dói quando você pensa em mim, assim como ainda dói para mim? É normal você ainda estar chateada com algo que nem lembro mais o que foi? Tanta bobagem, tanta besteira... Fica cada vez mais difícil quando você não sabe o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eu espero que, ao ler essa carta, você ainda corra. Corra desesperadamente. Porque eu não estarei mais aqui. Nesse apartamento ficou uma história triste demais para dar continuidade. Vou montar um apartamento novo com paredes brancas, e ficarei lá, esperando que você venha escolher a cor, escolher os móveis. Quem sabe, dessa vez, não ponhamos a cama na sala? "A cama dá para a porta da frente. Entre e se aconchegue". E onde ficam as histórias? Embaixo do lençol sempre me pareceu um ótimo lugar. Esse apartamento poderia ter uma porta de vidro. Assim, nunca estaria realmente fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós chegamos juntos. Mas você saiu sozinha. Eu sei que isso soa clichê, mas pode ter certeza que eu vou estar aqui sempre que você precisar. Sempre que você cair. Só não me tira do espaço reservado que tem na sua memória. Lá é meu lugar, lá é nosso apartamento branco com seu coração no meio. E assim, quando você me ver algum dia de novo, poderá olhar nos meus olhos e ver que ainda podemos ser amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, deixo essa carta. E, junto a ela, o meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Carlos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto feito por mim e pelo &lt;a href="http://orgasmoliterario.blogspot.com/"&gt;Sauro.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inspirado na música&lt;a href="http://letras.terra.com.br/yellowcard/82505/"&gt; Empty Apartment - Yellowcard&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8355275393211920960?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8355275393211920960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8355275393211920960&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8355275393211920960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8355275393211920960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/08/apartamento-vazio.html' title='Apartamento Vazio'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-3868795827504550072</id><published>2009-08-01T18:14:00.003-03:00</published><updated>2009-08-01T18:26:13.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='selo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Selo: Que livro marcou sua vida?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SnSy0x1IkTI/AAAAAAAAARU/g2Opzh2o1Jk/s1600-h/selo+1+brilho+JLM.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 169px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SnSy0x1IkTI/AAAAAAAAARU/g2Opzh2o1Jk/s320/selo+1+brilho+JLM.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365109675904241970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Toda vez que me perguntam o que eu mais leio, eu nunca sei responder. Sempre li e leio de tudo, assim como música, contanto que seja boa, estou lendo/ouvindo. Mas alguns livros, é claro, assim como todo mundo, marcaram minha vida. Um deles foi O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder.&lt;br /&gt;Li esse livro com doze anos, a idade exata que começam as perguntas sobre A vida, O universo e Tudo mais. De onde eu vim, pra onde eu vou, o que estou fazendo aqui, afinal, minha vida é mesmo regida por um ser maior que se eu fizer algo errado ele vai me mandar pro inferno? E como é o inferno? Bem, não vou estender muito, mas basicamente era o que eu sempre me perguntava. Então, eu não digo que esse é o livro da minha vida, com certeza ainda vou ler outros que serão muito melhores que esse, mas com certeza esse marcou alguma parte da minha vida e abriu meus olhos pra um bucado de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o selo foi mandado pelo meu &lt;a href="http://www.jefferson.blog.br/"&gt;querido amigo goiano "uai"&lt;/a&gt;. Obrigada, você é demais e receber qualquer coisa sua é uma honra. Agora, repassando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://thefourthdrink.livejournal.com/"&gt;Bells&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;&lt;a href="http://orgasmoliterario.blogspot.com/"&gt;Sauro&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;&lt;a href="http://literaturavil.blogspot.com/"&gt;Leon&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-3868795827504550072?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/3868795827504550072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=3868795827504550072&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3868795827504550072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3868795827504550072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/08/selo-que-livro-marcou-sua-vida.html' title='Selo: Que livro marcou sua vida?'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SnSy0x1IkTI/AAAAAAAAARU/g2Opzh2o1Jk/s72-c/selo+1+brilho+JLM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4404167192164197206</id><published>2009-07-28T03:11:00.006-03:00</published><updated>2009-07-28T03:32:38.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><title type='text'>Todo mundo está correndo em círculos</title><content type='html'>Você só passa a ser uma coisa, realmente, quando a carapuça, a capa, a roupa completa cai em você. E não desgruda mais. Você só passa a ser realmente alguma coisa, qualquer que seja, político, desenhista, escritor, músico, professor, quando a pele não é mais pele, e sim o que você faz. Aquilo que te reveste, que te encobre. Você só passa a ser o que você &lt;span style="font-style: italic;"&gt;faz&lt;/span&gt; quando você &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vira&lt;/span&gt; o que você faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta fingir uma coisa que você não gosta. Não adianta querer ser algo que não dá pra ser. Ou você se enquadra, ou anda perdido no mundo, como uma sombra que não dá sombra pra nada. Shadow. Fumaça. Acaba caindo na mediocridade do mundo, assistindo TV até tarde e sem conseguir pensar em mais nada além do que você vai comer no café da manhã ou quem vai comer no fim da noite. Não adianta. Você precisa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "ser" é, talvez, um dos mais difíceis desafios da vida. Da humanidade, até. Ninguém mais é. As pessoas apenas vagam por aí, achando que são alguma coisa, fingindo descaradamente (algumas nem tanto) que sabem ou que amam ou que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;são&lt;/span&gt; alguma coisa. De verdade, mesmo, nada acontece. É tudo um grande vazio branco e circular. Todo mundo está correndo em círculos, sempre, e para chegar a lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se você quer ser alguma coisa, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seja&lt;/span&gt;. Mas só se isso realmente for o que você &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quer &lt;/span&gt;ser.&lt;br /&gt;Seja, não esteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque, quando você não faz nada, é como se não existisse" - &lt;a href="http://10paezinhos.blog.uol.com.br/"&gt;Fábio Moon &amp;amp; Gabriel Bá em Crítica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://10paezinhos.blog.uol.com.br/"&gt; &lt;/a&gt;"O importante não é estar aqui ou ali, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E ser é uma ciência delicada, feita de pequenas-grandes observações do cotidiano, dentro e fora da gente.&lt;br /&gt;Se não executarmos essas observações, não chegamos a ser: apenas estamos, e desaparecemos."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4404167192164197206?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4404167192164197206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4404167192164197206&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4404167192164197206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4404167192164197206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/07/todo-mundo-esta-correndo-em-circulos.html' title='Todo mundo está correndo em círculos'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1114158274330177793</id><published>2009-07-16T21:50:00.002-03:00</published><updated>2009-07-16T21:52:11.284-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='da série eu quero/queria'/><title type='text'>Último beijo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/Sl_LAQ6lNAI/AAAAAAAAARM/pl1dn1oQ_yE/s1600-h/criativo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 312px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/Sl_LAQ6lNAI/AAAAAAAAARM/pl1dn1oQ_yE/s320/criativo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359225286995293186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não importa com quantos caras você sai numa noite, quantos você beija, quantos você transa. Não importa a festa, não importa a bebedeira, não importa a falta de cuidado. Não importa quem te liga no outro dia, dias depois ou nunca mais. Não importa os rostos sem expressão, os sarros sem sentimento, as risadas sem graça. Não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que realmente vale a pena, no final de tudo, é quem estará ao seu lado no fim da madrugada, segurando sua mão em cima de um telhado qualquer ou até na beirada de uma praia; o que realmente importa é em quem você vai dar o último beijo da noite, ou da madrugada, ou o primeiro do amanhecer. É esse último beijo que fazem as coisas realmente valerem a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1114158274330177793?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1114158274330177793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1114158274330177793&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1114158274330177793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1114158274330177793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/07/ultimo-beijo.html' title='Último beijo'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/Sl_LAQ6lNAI/AAAAAAAAARM/pl1dn1oQ_yE/s72-c/criativo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-901709358932353859</id><published>2009-07-15T20:07:00.001-03:00</published><updated>2009-07-15T20:10:11.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><title type='text'>Meme</title><content type='html'>Apelido que mais gosta: Jéss&lt;br /&gt;Melhor qualidade: Posso falar sobre qualquer coisa em uma roda de amigos, principalmente se tiver acompanhada de algo alcoolico&lt;br /&gt;Cor preferida: Vermelho e branco&lt;br /&gt;Um xingamento que o(a) irritaria: Burra [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responda, mande para 6 pessoas e avise-as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as primeiras 6 que comentarem nesse post. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-901709358932353859?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/901709358932353859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=901709358932353859&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/901709358932353859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/901709358932353859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/07/meme.html' title='Meme'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-308546647344300493</id><published>2009-07-13T18:51:00.003-03:00</published><updated>2009-07-13T20:17:22.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>O beijo das sombras - Richelle Mead</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/Slu7DR0sbHI/AAAAAAAAARE/GjyS48x27ic/s1600-h/beijo-das-sombras-capa-185x300.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 185px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/Slu7DR0sbHI/AAAAAAAAARE/GjyS48x27ic/s320/beijo-das-sombras-capa-185x300.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358081846685756530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem achava que somente Anne Rice e Bram Stoker eram os únicos a escreverem sobre seres que chupam sangue e tem problemas com o sol, se enganou ao ver o sucesso explosivo causado pela saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Misturando romance e ataques vampirescos, o livro abriu caminhos favoráveis para que outros autores também desengavetassem suas histórias sobre vampiros, e além disso, fizessem surgir outros personagens. Assim, então, aconteceu com Richelle Mead e o livro O beijo das sombras (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vampire Academy&lt;/span&gt;, no original).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido e lançado aqui no Brasil ainda este ano, este é o primeiro livra da saga de mais quatro:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Frostbite&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Shadow Kiss&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Spirit Bound e &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Blood Promise&lt;/i&gt;&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;este último ainda para ser lançado lá fora. Com a tradução que parece mais ser o terceiro livro da saga, O beijo das sombras não é mais um sucesso "meloso" de livros vampirescos. Do contrário, tem muito mais ação e os romances que se formam no decorrer da história são realmente interessantes, diferentes dos livros que começam logo com uma historinha de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade Moroi (vampiros "do bem") está se extinguindo por causa de ataques dos Strigoi (vampiros que se corromperam e precisam de sangue Moroi para sua imortalidade). Lissa é princesa da família real dos Moroi, e Rose é sua guardiã. O dever de Rose é proteger Lissa dos Strigoi, mas ela acaba exagerando e tenta proteger a amiga de qualquer desaforo ou ataque até mesmo das pessoas que convivem com eles. Com o temperamento forte e língua afiada, Rose narra o livro de uma forma ativa e às vezes até rude com algumas pessoas - mas tudo tem sua razão: ela detesta a futilidade da realeza, por isso tenta proteger sua melhor amiga e dar à ela um equilíbrio mental e físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheio de ação e com um final surpreendente, o livro se mostrou um pouco entediante no início até a metade, mas a partir capítulo 15 não se consegue mais desgrudar da história. E eu até acho que se o livro inteiro ficasse nesse pique, chamaria muito mais atenção. Mas é uma literatura infanto-juvenil que recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns problemas que encontrei:&lt;br /&gt;A história começa pelo meio, quando as duas já fugiram da escola e agora estão sendo resgatadas de volta. E mesmo que a narradora tente explicar, no decorrer das páginas, o porquê das duas fugirem, algo fica solto, como se já tivesse sido dito em outro volume. Como o acidente que as duas sofreram. Para o primeiro volume, esse acidente devia constar lá (a cena completa, e não só alguns fragmentos), já que foi tão decisivo para a família de Lissa e para a guaridã dela, Rose.&lt;br /&gt;Este também é o primeiro livro que fala de um ataque de vampiros e NÃO acontece um. Senti muita falta disso, quando estava chegando no fim até pensei "agora os Strigoi vão atacar", mas nada aconteceu. O que me faz suspeitar que esse seja realmente o primeiro volume da saga, e não o terceiro, de acordo com a tradução.  Bem, quem souber alguma informação, por favor me avise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações sobre o livro, acesse o &lt;a href="http://www.obeijodassombras.com.br/"&gt;site&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Livro enviado para mim para fazer resenha.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-308546647344300493?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/308546647344300493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=308546647344300493&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/308546647344300493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/308546647344300493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/07/o-beijo-das-sombras-richelle-mead.html' title='O beijo das sombras - Richelle Mead'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/Slu7DR0sbHI/AAAAAAAAARE/GjyS48x27ic/s72-c/beijo-das-sombras-capa-185x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4412479522809465233</id><published>2009-07-09T21:36:00.002-03:00</published><updated>2009-07-10T14:02:52.351-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>A outra</title><content type='html'>Caro Daniel,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo-te esta carta só para não deixar a casa sem nenhum documento, sem nenhuma razão qual você ficasse ciente. Talvez você me culpe por estar saindo assim, com tanto menosprezo, mas eu sei o que estou fazendo. Não precisa acreditar em mim de qualquer maneira, mas não se incomode de saber do meu paradeiro. Afinal de contas,  seria bastante desagradável vê-lo correr atrás de mim; apesar de eu saber que não o faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, escrevo não só para avisar de que estou indo embora, para sempre, mas também exprimo aqui os meus motivos. Estes cujo você também deve estar ciente. Não somos mais crianças e sabemos muito bem tudo o que fazemos. Porém, é uma pena que não podemos medir as conseqüências. Eu sempre soube, Daniel. Desde aquela noite que você saiu tarde e voltou somente na tardezinha do outro dia. Eu sabia, assim como sabe o marinheiro que uma tempestade está a caminho. Porém, havia algo dentro de mim que não me permitia acreditar. Até hoje eu não sei o que ainda me prendia ali, naquela casa. Talvez eu estivesse esperando os comentários das pessoas, ou que a intuição virasse certeza. Então, assim eles vieram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram aos poucos. Começou com uma desconfiança da vizinha, um olhar torto do homem das verduras. Eles eram sempre os primeiros a saberem de qualquer coisa que acontecia naquela vila. Não se lembra, quando chegamos aí, eles foram os primeiros a nos cumprimentar, e a espalharem para todas as casinhas ao lado que haviam ocupado a casa antes vazia. Assim como eles foram os primeiros a nos cumprimentar, foram os primeiros a nos desconfiar. Não demorou muito para que as outras pessoas também soubessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo, achavam (e essa idéia também passou pela minha cabeça) que era culpa minha. Que eu não conseguia dar conta do meu próprio marido. Diziam que era minha culpa que cada vez mais aumentavam suas saídas, suas noites fora e chegadas ao fim da tarde. Mas como podia, se sempre que você chegava em casa, dizia-me que estava no trabalho, no jogo. E eu sempre te esperava com o café pronto. O café que você costumava dizer que era o melhor da vila inteira. Eu não entendia, no entanto, como meu café ficou tão amargo de repente, se eu nem mesmo troquei o pó ou mudei a quantidade de água. Não era culpa minha, então, concluí. Não era o café. Era você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava pensar nas noites que você estava fora, quais eram nossas roupas quando saíamos juntos. Algumas delas eu ainda tinha. Minha saudade era tanta que eu chegava a vesti-las e ficar horas me olhando no espelho ao lado da janela entreaberta. A vizinha me assistia com um olhar tristonho, e logo depois a vila inteira estava me olhando do mesmo jeito. Eu me sentia ínfima e impotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a raiva foi me atingindo. Ao invés de saudade, passei a sentir ódio. Cansava de imaginar você com ela, para onde você a levava ou o que fazia com ela. Quando passei a ver as marcas, fiquei a imaginar o que ela fazia com você, o quanto vocês se divertiam. Percebi, então, que a senhora do seu amor agora era ela, e não mais eu. Aí, foi a gota d’água quando, ao invés de duas ou três noites, você ficou uma semana fora. Eu contei no calendário. Para mim, havia chegado o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu esqueci todos nossos encontros e desencontros, das roupas, dos presentes, dos beijos. Toda saudade que eu tinha simplesmente se dissipou. O ódio também foi embora, junto com o ciúme. Só ficou a ferida, a cicatriz de uma vida que tinha tudo para dar certo, mas você passou do ponto e agora eu não sei mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vou embora. Deixe que os vizinhos lhe digam notícias minhas. Não se preocupe, não se importe comigo. Eu vou em busca da minha paz. Vou dançar com outro par, para variar o amor. Vê se vario de você. Agora, vou-me, que não demorará para essa dor sangrar até secar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado primeiramente na música A Outra de Los Hermanos e talvez alguns resquícios de Um Par também deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4412479522809465233?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4412479522809465233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4412479522809465233&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4412479522809465233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4412479522809465233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/07/outra.html' title='A outra'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1869972705127817294</id><published>2009-07-01T20:23:00.004-03:00</published><updated>2009-07-01T21:12:11.103-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>A garota da biblioteca (por falta de título melhor)</title><content type='html'>Ela sempre estava lá quando eu aparecia. Era uma coisa de louco, aquela menina. Tinha cabelos pretos longos, um rosto meio redondo, olhos grandes e castanhos, e - o que mais me deixava louco - um piercing na língua. Ela vivia colocando a bolinha para fora, por isso eu sabia. Ninguém dizia que aquela garota, tão gata, tão bem feitinha pudesse passar tanto tempo numa biblioteca cheia de mofo como aquela. Mas passava. E eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me dei bem com as garotas. Também não chega a tanto de nunca ter beijado, mas ainda sou virgem. E isso, na minha idade - atualmente com dezessete anos - chega a ser um problema meio sério. Principalmente estudando num colégio particular e puta caro, e ainda mais tendo amigos que já fizeram tudo (e mais um pouco). Bem, é difícil, mas eu não podia simplesmente chegar em qualquer garota e perguntar. Elas iam me dá um tapa na cara (digo isso por experiência constrangedora, porém própria). Então, ficava na minha, imaginando quando seria a minha hora e com quem seria a  garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela parecia perfeita. Sempre estava ali, seu cabelo solto balançando para lá e para cá. Seu andar era uma coisa de louco, muito charmoso, eu sempre me empolgava quando ela passava caminhando ao mudar de seção. Parecia que ela dançava no ar, e seu cabelão acompanhando, como se ela tivesse um ritmo próprio. Eu era fascinado por aquela menina, e nem sabia o seu nome! Coisa de louco, digo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, a coragem parece que me atiçou, e eu fui à biblioteca destinado a falar com ela. Aquele era o dia, eu iria lá e chegaria nela e perguntaria... O quê? O que se pergunta a uma mulher bonita como aquela? Eu não fazia idéia do que ia falar. Mas tinha que me aproximar, de qualquer jeito. Meus amigos já sabiam da dita cuja, e ficavam o tempo todo me pressionando. Se eu não a chamasse logo para sair, ou ao menos descobrisse seu nome, seria taxado de covarde com toda certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, cheguei, sentei e fiquei no mesmo lugar de sempre. Peguei um livro qualquer e fingi que estava estudando, mas de vez em quando olhava para a porta, procurava entre as pessoas do lado de fora, onde estava aqueles olhos castanhos e cabelos pretos? Quando eu estava quase desistindo, olhei mais uma vez, então ela entrou, com aquele gingado, aquele andar. O vento batia no rosto e levava seu cabelo para trás, dando ainda mais encanto a minha fantasia surreal. Caralho, como ela era gata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu esperei que ela ficasse confortável na biblioteca, finalmente demorando-se no departamento que escolhera. Era sempre assim: ela chegava e ficava horas escolhendo um livro. Geralmente levava para casa, nunca lia ali. Talvez não gostasse do tanto de gente que tinha por lá - era sempre todo mundo estudando, espirrando e a mulher pedindo silêncio. Então, quando ela parou (finalmente!) e ficou a escolher um livro, eu me aproximei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela segurava um livro de um escritor americano.&lt;br /&gt;- Dizem que Hemingway foi um dos melhores escritores americanos que já existiram.&lt;br /&gt;- Sério? - Ela olhou para mim - Não conheço ele.&lt;br /&gt;- Pois é. Esse aqui, - apontei o livro que ela segurava - Por Quem Os Sinos Dobram, não é? É aquele tipo de romance que nenhum americano deveria deixar de ler. Sabe esses clássicos formadores de opinião?&lt;br /&gt;- Sei, sei bem.&lt;br /&gt;- Pois é.&lt;br /&gt;- Como você sabe disso tudo?&lt;br /&gt;- Er... Eu leio bastante.&lt;br /&gt;- Sério? Não tem cara. Eu nunca te vi por aqui. Você é novato?&lt;br /&gt;- Entrei ano passado. Mas estou sempre aqui, sempre sentado ali - apontei para o lugar onde eu sentava sempre.&lt;br /&gt;- Ahn. - ela ascentiu com a cabeça e voltou a escolha dos livros. Tentei não perder o assunto:&lt;br /&gt;- O que você gosta de ler?&lt;br /&gt;- Hum, não sei. Qualquer história que se mostre interessante é bem vinda.&lt;br /&gt;- Sei. Olha, eu tenho uns livros em casa de ficção e fantasia. Você gosta, do tipo, As Crônicas de Nárnia e coisa do tipo?&lt;br /&gt;- Ah, sim. Gosto sim, já li todas as Crônicas de Nárnia.&lt;br /&gt;- É, eu tenho uns parecidos. Se você quiser, a gente pode ir dá uma olhada lá.&lt;br /&gt;- Hum... Tudo bem, então. Deixa eu só pegar a minha bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, eu juro que na hora não deu pra acreditar. Ela tinha aceitado ir a minha casa! Ver meus livros! Gostava de Nárnia! Nunca conheci garota nenhuma que gostasse de Nárnia! Geralmente as meninas que os meus amigos se relacionavam mal gostavam de ler, e se gostavam era aqueles livretos idiotas com histórias de mulherzinha. Mas ela, ela gostava de fantasia! Eu sabia, eu tinha o livro certo para ela. E agora ela ia comigo! Para minha casa! Quase enlouqueci, juro por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, caminhamos para minha casa - não era tão longe assim do colégio. Ao chegar lá, ainda era cedo, e eu a convidei para ficar até o almoço. "Tudo bem", ela disse, e percebi um pouco de timidez ali. Ficamos no meu quarto e juro, amigos, eu não tentei nada. A gente ficou só discutindo sobre livros, literatura, e descobri que ela era muito parecida comigo - gostava de livros de fantasia e filmes de terror. Cara, esse tipo de garota não se encontra fácil, sério. Ah, se vocês querem saber, o máximo de contato que tivemos foi quando perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já se perguntou porquê gosta tanto de ler? Assim, quero dizer, para muitos, ler é uma perda de tempo. Então, tem que ter um porquê de nós gostarmos tanto de perder tanto tempo nas páginas de um livro, não é?&lt;br /&gt;- Sim, e já pensei sobre isso. - respondeu ela naquela voz doce - Eu leio porque não tenho ninguém, porque sobrei no mundo, não tenho namorado e mal tenho amigos. (Depois fui descobrir que a família dela se mudava muito) Então, já que não posso me apegar a ninguém, me apego aos personagens dos livros, porque estes eu posso levar para qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa resposta, concorda? Eu digo a vocês que fiquei talvez uns dez minutus pensando nisso. Cara, como ela era fantástica. É, parecia que eu estava realmente apaixonado. Os caras não iam gostar disso, eles sempre dizem que homem não se apaixona, só pega por pegar, porque era assim que as mulheres gostavam. Eu não concordo, aquela sensação de estar perto dela era ímpar, sem igual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1869972705127817294?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1869972705127817294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1869972705127817294&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1869972705127817294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1869972705127817294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/07/garota-da-biblioteca-por-falta-de.html' title='A garota da biblioteca (por falta de título melhor)'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4519725176881113104</id><published>2009-06-27T19:53:00.005-03:00</published><updated>2009-06-29T20:19:11.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Garoto Linha Dura - Stanislaw Ponte Prenta</title><content type='html'>Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta (nome fictício que o próprio criou) foi um escritor, jornalista, cronista, e todos os mais istas possíveis entre os anos 60-70. Carioca da gema, ninguém nunca descreveu tão bem o Rio de Janeiro e o próprio comportamento carioca como ele. Suas obras são caracterizadas pelas piadas e sátiras criticando sempre a ditadura e o moralismo social da época, que atacava todos os costumes dos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu, entre todas as crônicas e piadas, quatro livros de destaque: Tia Zulmira e Eu (1961), sua obra principal, que ele mais usa de piadas e críticas mordazes; Primo Altamirano e Elas (1962), Rosamundo e Outros (1963) e, por último, Garoto Linha Dura (1964).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é uma reunião de contos e crônicas, todas no estilo característico de Stanislaw, que não perde nenhuma oportunidade para fazer piada com qualquer coisa - até a um filme na TV!. Livro que, na introdução, o próprio autor diz que, depois de Zulmira, Altamiro e Rosamundo, ficou sem personagens, mas de repente, apareceu um garotinho que "se deixou influenciar pelo mais recende método de democratização posto em prática no Brasil" - O Garoto Linha Dura. Apesar disso, o livro não são crônicas somente desse garoto - mas crônicas gerais, que falam sobre qualquer situação que o autor tenha passado, sabido ou criado, inclusive algumas com os personagens de Tia Zulmira e Rosamundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é realmente engraçado, são crônicas curtinhas, de no máximo três páginas, com ilustrações interessantes de Jaguar. Algumas eu bolei de rir e me surpreendi, porque de primeira não esperava nada de um escritor tão característico do Rio de Janeiro. Uma boa dica para uma leitura leve, descontraida, e, quem sabe, repassar as histórias para amigos, vizinhos, primos, avôs, etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações, acesse o &lt;a href="http://www.garotolinhadura.com.br/livro.asp"&gt;site do livro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Livro enviado para mim&lt;a href="http://www.agenciafrog.com.br/"&gt;&lt;/a&gt; para fazer a resenha. Obrigada, foi uma ótima leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4519725176881113104?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4519725176881113104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4519725176881113104&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4519725176881113104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4519725176881113104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/06/garoto-linha-dura-stanislaw-ponte.html' title='Garoto Linha Dura - Stanislaw Ponte Prenta'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8456479762601492800</id><published>2009-06-25T13:10:00.003-03:00</published><updated>2009-06-25T13:24:20.643-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Porque sempre consciente?</title><content type='html'>Porque sempre consciente? Nunca se deixando levar, sempre medindo, ponderando, calculando cada passo, cada minuto, cada milímetro. Para que analisar e tentar explicar como tudo tem-que-acontecer? Se no final todo mundo sabe como acaba. Se no final é sempre a mesma coisa. Então, porque ser assim, sempre frio e calculista, como uma calculadora? Porque não se deixar levar, nem que seja uma única vez na vida, por simples coisas, como, sei lá, sentimentos. Algo tão bobo, um olhar, uma brisa de inverno, uma chuva de verão,  um livro emocionante. Porque tem que ser sempre assim, simétrico e ardiloso? Porque não um pouco louco, vezemquando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é curta demais para calcular-se o tempo dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8456479762601492800?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8456479762601492800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8456479762601492800&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8456479762601492800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8456479762601492800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/06/porque-sempre-consciente.html' title='Porque sempre consciente?'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8708236899187144289</id><published>2009-06-19T19:15:00.009-03:00</published><updated>2009-06-20T01:12:23.720-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Misto-Quente - Charles Bukowski</title><content type='html'>Imagine-se ser alemão vivendo nos Estados Unidos de 1929? Imagine então ser filho de um pai autoritário e bruto, uma mãe passiva e ignorante, amigos que são mais detestáveis do que qualquer solidão, muitas brigas e muitas espinhas, completamente virgem e ter apenas a certeza que não servirá de nada no país em meio a Grande Depressão. Talvez este fosse um cenário horrível, mas não para Henry Chinaski, protagonista do livro Misto-Quente, de Charles Bukowski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pensa que o livro é totalmente autobiográfico, se engana. O autor mistura ficção com realidade numa narrativa impressionante e simples, fazendo com que as páginas voem sem perceber. No entanto, não é leitura para qualquer um. Os que não estão acostumados com o estilo de Bukowski, se assustam com tamanha sinceridade que a história é contada. O personagem se depara com questões da vida, pessoais e impessoais, de um peso gigantesco, mas que não deixam de ser engraçadas. Bukowski  captura as duras verdades, que todos deveriam ouvir algum dia, e mistura com masturbações nas aulas de inglês e jogos de beisebol. Tudo de uma forma cômica, porém dura e real.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;"Ele era um sujeitomuito sério, mas ele podia me levar ao riso porque encontrar uma verdade pela primeira vez pode ser uma experiência muito divertida. Quando a verdade de outra pessoa fecha com a sua, e parece que aquilo foi escrito só para você, é maravilhoso"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Passado entre os anos da crise de 29 e o começo da soberania nazista, o protagonista e  narrador mistura seu cotidiano de criança com os fatos ocorridos naquela época. Além de tudo, se mete em brigas e mais brigas, apanha do pai, vê sua mãe chorando, aguentando tudo passivamente, e mal se alimenta, mal tem dinheiro para comprar qualquer coisa. Na adolescência, tem uma crise gigantesca de espinhas, algo muito forte e exagerado, que é necessário que ele vá ao hospital receber um tratamento. Enquanto toda sua vida é desfiada, ele mal chega perto de uma mulher, só as observa de longe, e masturba-se, todos os dias, por muito tempo, para quem ele quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as odiosas pessoas que lhe seguem na saída da escola e ficar sozinho em casa, Henry Chinaski vai crescendo, amadurecendo, procurando ficar sozinho, mas nunca sem conseguir. As espinhas vão melhorando e, então, num dia cheio de aranhas, ele sai de casa. E assim segue sua vida, pairando entre bares e pousadas acabadas, até que ele "sai caminhando".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;"Que tempos penosos foram aqueles anos - ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótima leitura, mas não para todo mundo. Para quem gosta da sinceridade característica de Bukowski, eu recomendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8708236899187144289?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8708236899187144289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8708236899187144289&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8708236899187144289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8708236899187144289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/06/misto-quente-charles-bukowski.html' title='Misto-Quente - Charles Bukowski'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-3479612805633791619</id><published>2009-06-15T21:57:00.005-03:00</published><updated>2009-06-15T22:52:10.227-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Anjos da guarda</title><content type='html'>- O que você acha que eles estão fazendo agora? - perguntou ela, levantando as sombrancelhas brancas&lt;br /&gt;- Não sei, mas estou curioso. Que tal chegar mais próximo?&lt;br /&gt;Levantaram e desceram as escadas ao lado. Sentaram novamente. O lugar era azul e o dia estava claro.&lt;br /&gt;- Agora posso ver. Olhe, aquela garotinha. Ela era minha vizinha. Nós brincávamos de pega-pega e ela sempre caía no chão e ficava chorando e rindo ao mesmo tempo. O que ela está fazendo? Aquilo na frente da casa dela é um caminhão? Porque ela carrega todas aquelas caixas?&lt;br /&gt;- Eu acho que ela vai se mudar, querido - disse a mulher de voz paciente ao lado dele. - Acho que ela está indo embora.&lt;br /&gt;- Mas eu nem terminei de brincar com ela. Aliás, eu nem lembro muito. Só lembro que estávamos na rua correndo, e eu estava muito perto de pegar ela, daí veio alguma coisa muito brilhante atrás de mim então não lembro de mais nada.&lt;br /&gt;O garotinho moreno parou de falar, a velha também não falou nada, os dois ficaram olhando a garotinha ir e vir segurando vários caixotes. A mãe dela falava com um dos caras do caminhão e fumava. Parecia estressada.&lt;br /&gt;- Eu acho que ela não está gostando de alguma coisa ali - disse a velha e apontou para a mãe, que agora discutia fervorosamente com o homem do caminhão&lt;br /&gt;- Ah, é a mãe dela. Ela sempre é assim, nervosa, qualquer coisinha fica gritando e discutindo com todo mundo. Um dia depois da aula eu passei na casa dela para saber se Mirelle estava lá, Mirelle é o nome da minha vizinha, daí a mãe dela atendeu a porta de camisola, com um copo na mão e um cigarro na outra. Não estava bem, falou, não, gritou algo muito confuso e bateu a porta na minha cara.&lt;br /&gt;- Nem todo mundo tem paciência com crianças, meu bem.&lt;br /&gt;- Mas ela não tem com ninguém.&lt;br /&gt;A mãe continuava a discutir com o cara do caminhão, a menina ainda ia e vinha com várias caixas. No resto da rua mais nada acontecia.  Na verdade, todos pareciam envoltos por uma onda de tensão e medo. Os vizinhos, as casas, os postes, os carros, as árvores, os pássaros, o céu azul claro e até as nuvens que eles estavam sentados sentia uma espécie de medo da reação ou da mulher ou do motorista do caminhão. Eles mesmos sentiam um pouco daquilo. Até que, dando uma tragada muito forte no cigarro, a mulher parou de falar e foi ajudar a filha.&lt;br /&gt;- Uma pessoa dessas nem merecia uma filha. Coitada da criança. - disse a velha, e de repente suas sombrancelhas brancas como as nuvens ao redor deles se fecharam e ela entrou num profundo mar de lembranças.&lt;br /&gt;O garoto percebeu.&lt;br /&gt;- Alguma lembrança, vovó?&lt;br /&gt;- Sim... Talvez... É que lembrei da última vez que vi minha netinha. Ela estava tão linda num vestido rosa cheio de florzinhas que eu bordei. Era seu aniversário de quatro anos e ela veio me dar um abraço e um beijo apertado - esticou a palavra apertado e envergou ainda mais os ombros, como se ainda pudesse sentir. - Parecia que ia durar para sempre. Depois, ainda a vi saindo saltitante do quarto, indo brincar, e imaginei ela correndo pelo gramado da casa, rindo e brincando com seus amiguinhos. Imaginei ela no balanço, para lá e para cá, pegando cada vez mais impulso até quase virar. Imaginei ela subindo nas árvores e catando as frutas, depois descendo, com o vestido novo todo sujo, e tomando refrigerante. Depois, foi só escuridão. Mas eu sabia que um sorriso havia permanecido no meu rosto.&lt;br /&gt;- Quem sabe essa menina não é a mesma que brincava comigo, vovó? - perguntou o garoto, olhando para a velha. Ela tinha olhos castanho-escuros e cabelos brancos como as sombrancelhas.&lt;br /&gt;A velha não respondeu. Não sabia. O moreno continuou:&lt;br /&gt;- Podemos ver tudo daqui, vovó. Tudo o que quisemos. Quem sabe não podemos ver uma situação antes dessa situação acontecer? Quem sabe não podemos controlar essas pessoas, e fazer de tudo para que elas não caiam, não se machuquem, nem sejam atropeladas nem durmam para sempre?&lt;br /&gt;- Não podemos fazer isso, querido. O tempo já é controlado por um cara forte e barbudo, que bate num cajado toda vez que você tenta contrariá-lo.&lt;br /&gt;- Mas podemos proteger essas pessoas. Elas serão nosso amuleto da sorte. Assim, nossa obrigação é protegê-los, guardá-los em um lugar muito especial para que nada de ruim aconteça a eles.&lt;br /&gt;- Tudo bem, meu bem. Podemos pensar assim, que protegemos essas pessoas de todo e qualquer mal, mas um dia eles vão ter que passar por coisas essenciais a vida deles, e nem sempre essas coisas serão boas. Há males que vem para o bem. Então, você pode protegê-los, mas não pode controlá-los.&lt;br /&gt;O garoto fitou o caminhão fechar as portas de ferro atrás, e o homem que a mãe estava discutindo saiu dirigindo. A mãe estava ao lado da filha e fumava de novo. Acabou, jogou no lixo e puxou a menina para dentro pelo braço.&lt;br /&gt;- Eu vou te proteger, Mirelle. Você vai ver. Nada de ruim vai te acontecer, a não ser as essenciais, como vovó disse. Eu vou te proteger de qualquer mal. Eu vou ser teu anjo da guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, deixando uma lágrimar rolar pelas bochechas cor de chocolate, recebeu o abraço apertado que a velha de sombrancelhas feitas de nuvens tinha para oferecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-3479612805633791619?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/3479612805633791619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=3479612805633791619&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3479612805633791619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3479612805633791619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/06/anjos-da-guarda.html' title='Anjos da guarda'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1369437231962813048</id><published>2009-06-13T11:39:00.002-03:00</published><updated>2009-06-13T11:41:46.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Melhores coisas</title><content type='html'>As três melhores coisas do mundo (para mim, é claro) e que eu sei que não vou me safar tão cedo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Café&lt;br /&gt;2 - Leitura&lt;br /&gt;3 - Escrita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais a quarta, que seria música, mas eu não toco nada, fico só no modo apreciativo, então não conta muito. E às vezes o silêncio é melhor que qualquer música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1369437231962813048?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1369437231962813048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1369437231962813048&amp;isPopup=true' title='51 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1369437231962813048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1369437231962813048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/06/melhores-coisas.html' title='Melhores coisas'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>51</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8926631791168678024</id><published>2009-06-06T21:45:00.001-03:00</published><updated>2009-06-06T21:47:18.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Voltei</title><content type='html'>Então, voltei. Mas o blog tá essa coisa tão morgada que nem sei mais se vou ou volto, se fico ou deixo, se esqueço ou lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim, to aqui, online no MSN, Gmail, orkut e Twitter :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That's all folks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8926631791168678024?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8926631791168678024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8926631791168678024&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8926631791168678024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8926631791168678024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/06/voltei.html' title='Voltei'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-877458477204108858</id><published>2009-06-03T09:48:00.001-03:00</published><updated>2009-06-03T09:49:47.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Paradeiro</title><content type='html'>Pra quem quer saber meu paradeiro, por onde tenho andado e tudo mais, o problema é que eu tou sem pc, a placa mãe deu ziguizira, tilti, sei lá, fodeu com tudo lá, dai eu não sei quando vou ter um pc proprio de novo. não posso avisar pelo orkut pq o pc que tenho uso - o da biblioteca da escola - não entra no orkut. então, para não ficarem desavisados, é isso, to sem pc previamente por tempo indeterminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beijos, até qualquer dia desses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-877458477204108858?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/877458477204108858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=877458477204108858&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/877458477204108858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/877458477204108858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/06/paradeiro.html' title='Paradeiro'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8866657739934217081</id><published>2009-05-22T20:04:00.001-03:00</published><updated>2009-05-22T20:07:34.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Por acaso?</title><content type='html'>O lugar era escondido atrás de um salão de beleza. Passaram pelo salão encostando e batendo em muitas pessoas, até chegarem a um corredor escuro e fedorento. Viram algumas pessoas sentadas à uma mesa, uns sentados nas cadeiras, outros deitados no chão - e exalavam um odor que contribuia com o clima abafado. Qualquer um que visse, definitivamente, não gostaria da "beleza" do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram de encontro com uma porta pixada e cheia de adesivos aleatórios, a qual ele deu duas batidinhas de leve, esperando que alguém viesse. Ninguém apareceu. Tentou abrir a porta pela maçaneta, trancada. Bateu com mais força. Alguém veio atendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim? O que você quer? - o cara da porta não demonstrava nenhuma reação.&lt;br /&gt;- Vim comprar uns CDs. O Olie está? - ele perguntou.&lt;br /&gt;- Não. O Gordo saiu. Deve tá lá fora, fumando ou comendo. Quem é você? - o garoto, que tinha porte de dezoito anos, mas cara de vinte e cinco, franziu as sombrancelhas.&lt;br /&gt;- Ninguém importante. Vou procurar o Gordo. Valeu. - ele respondeu e saiu em seguida, pegando na mão dela e puxando-a para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, passaram pelo corredor fedorento - fazendo-a tampar o nariz. Atravessaram o engarrafamento de gente do salão de beleza e comprimiram os olhos com a força da claridade do lado de fora. Ele logo avistou o seu amigo, encostado no muro que dividia o salão da lojinha de bijouterias ao lado. Puxou-a pela mão que, displicentemente, segurava e aproximaram-se do Gordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gordo era realmente gordo. Ele era obeso de uma forma mórbida. Mas, incrivelmente, conseguia fazer tudo sozinho, e muito bem. Tinha até namorada. Era o dono da loja qual os dois visitaram e, por ser o dono, ficava lá dentro só o tempo necessário - havia gente que trabalhasse para ele. E o que era melhor, o pagamento não era feito em dinheiro. Gordo era o cara mais desenrolado que já se pôde existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gordo! Cara! Quanto tempo! - ele o saudou com tapinhas nas costas.&lt;br /&gt;- Will! Ô, rapaz, você por aqui! - a recepção do Gordo foi instantânea - Há quanto tempo digo eu! Finalmente resolveu aparecer, não é?&lt;br /&gt;- Pois é, cara. Andei meio sumido mesmo. Sabe como é...&lt;br /&gt;- Sei, sei. E aí, não vai me apresentar a gatinha?&lt;br /&gt;- Ah - pôs a mão na testa por um segundo, desvencilhando-se da mão dela, que segurava sem nem perceber - Claro, claro. Essa é a...&lt;br /&gt;- A... - continuou o Gordo.&lt;br /&gt;- Amanda. - ela completou.&lt;br /&gt;- Caralho, não acredito que tu não sabe o nome da guria?! Prazer, meu nome é Olie, mas todo mundo me chama Gordo. - pôs uma mão pesada em seu ombro e deu-lhe um beijo na bochecha.&lt;br /&gt;- É, deu pra perceber - ela comentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois soltaram uma risadinha abafada. Continuaram os papos enquanto ela prestava atenção neles. Abaixou a cabeça, pensativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Will..Willame. Então esse era seu nome. Só não entendi porquê ele não me disse antes. Acho que esqueceu. E esse gordo..." - e começou seus devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will olhava-a, de soslaio, nos intervalos em que o Gordo parava de falar e tragava um cigarro. Ficou com a impressão de que ela não havia gostado do lugar, pelo modo introspectivo como ela olhava para o chão, como se desejasse sair dali. Tirou-a dos devaneios com um convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Topa um  sorvete? - sussurou, apoiando as palavras em seu ombro.&lt;br /&gt;Ela levantou a cabeça e, com um aceno, aceitou. Ele desviou o olhar de seus cachos para o gordo e terminou sua conversa com o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, depois tu me arranja esses cds, beleza? Tô indo, gordo. Falou!&lt;br /&gt;- Beleza, cara. Falou, té mais. - e trocaram abraços amigáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois sairam juntos, lado a lado. Atravessaram a rua e deram de cara com a tal sorveteria.&lt;br /&gt;Entraram e pediram seus sorvetes. A sorveteria era bem humilde, mas limpa. Coisa simples, nada demais. O sorvete dele era de cupuaçu, o dela de morango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que lugarzinho você foi me colocar pra dentro, hein? - resmungou ela, com cara de poucos amigos. Amanda não via a hora de sair daquele lugar, e isto estava completamente explícito no seu rosto.&lt;br /&gt;- Me desculpa. Esse é o melhor lugar onde se vende cds, apesar da aparência. Tem tudo que eu gosto, e ainda mais esse figura que é o Gordo. Você devia ter prestado atenção à nossa conversa, o cara é muito engraçado. Aliás, sem querer dar uma de curioso, mas já dando, o que você pensava ali?&lt;br /&gt;- Hum... - um turbilhão de respostas veio à sua mente. Ela poderia ter respondido que estava pensando nele, pensando nas suas coxas grossas, comparando-as com as cheias de celulite do Gordo; poderia ter respondido que estava pensando em seu nome, e porquê ele não a disse antes; poderia ter respondido que, apesar do susto que levou, gostou quando ele pegou em sua mão. Poderia ter respondido tudo isso, mas só respondeu: - Nada demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua resposta foi a chave para o silêncio que se prosseguiu. Só o burburinho das pessoas conversando, quase sussurando, e o barulho do ar condicionado era ouvido por eles. Havia um tipo de vazio estranho entre eles, um silêncio sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhares se encontraram de novo - e sua garganta deu um nó avassalador. Ficou impressionada como seu olhar era penetrável, e como ela era vulnerável - e nem sabia que era tanto assim. Sempre se escondeu em sua casca. E agora estava ali, completamente absorta, perdida no mar verde que eram os olhos de Will.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ajeitou-se na cadeira e aproximou-se. Pousou as mãos em cima das dela e, olhando-a, soltou em um sussurro quase imperceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá, eu não peguei na sua mão por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso eu escrevi com intuito de fazer um conto maior do que esse espaço do blog, só que acabei estancando e quando fui ver agora, até que ficou legal. E nem precisa mesmo ler os outros para entender direitinho. Então, fica asssim, era pra ser uma continuação e não é mais :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8866657739934217081?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8866657739934217081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8866657739934217081&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8866657739934217081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8866657739934217081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/05/por-acaso.html' title='Por acaso?'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-65142096187326259</id><published>2009-05-17T22:54:00.002-03:00</published><updated>2009-05-17T22:57:02.702-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Daniela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>No começo, tudo era flor</title><content type='html'>Acontecia que meu pai, antes de tudo, até que era gente boa. Gente boa no sentido de ser um cara legal, atencioso e se preocupar realmente com a família. Isso no início. Como tudo no começo são flores, assim era nossa relação aqui em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de saber de todas as idiotices que meu pai aprontava – mesmo sem fonte confiável nenhuma, eu desconfiava e tinha aquela pontada de certeza que toda mulher tem – eu ainda sentia muita falta dele. Quando eu era criança, até que ele passava mais tempo em casa. Não sei se era porque eu era a caçula da família, ou se era porque ele ainda conseguia agüentar o casamento. Mas, independente do motivo, nós aproveitávamos muito mais nossos dias juntos. Eu, ele e minha mãe. Meu irmão nem tanto, até porque ele já era velho nessa época, então sempre ficava de fora. Mas nós sempre nos demos muito bem, pelo menos comigo sempre foi bom. Só quando eu comecei a crescer, a ficar mais adolescente e menos dependente, foi que ele começou com essa de chegar em casa tarde do “trabalho”, de faltar os encontros com a minha mãe e (principalmente) de se afastar de mim. Às vezes eu me culpava por ele ter se afastado da nossa família, e isso doía ainda mais. Demorei muito para compreender que eu não tinha nada a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, eu não gostava dele. Não aceitava, de jeito nenhum, que ele não passasse mais tempo comigo por excesso de trabalho. Porque, afinal, essa era a desculpa que ele sempre dava. Eu nunca acreditava, na verdade. Dava muito bem para ele voltar para casa cedo e ficar comigo, e com todo mundo lá de casa. Mas ele não parecia querer, ou gostar desse assunto. Sempre estava fugindo. E eu me sentia como uma velha chata que tinha um filho rebelde, insistindo em tentar colocá-lo dentro de casa, mesmo que indiretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, com o tempo, passei a sentir algo que nunca esperei. Algo floresceu na minha alma e no meu coração como um sol num dia de tempestade. Algo que nunca esperei que pudesse acontecer. Eu simplesmente me vi amando o cretino do meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com tudo, ele sempre foi um exemplo raro de vida para mim. Era como meu espelho. Ou alguém que eu me espelhava para viver. Com exceção das coisas ruins que ele fazia, eu adorava o amor de pessoa que era meu pai. Porque sim, ele sabia ser carinhoso e atencioso. Mas não por muito tempo, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, passei a sonhar com ele. Muitas e muitas vezes me perdia em pensamentos antes de dormir, o vendo chegando e me dando abraços apertados e trazendo presentes. Imaginava como tinha sido o dia dele, como era o seu escritório. Como ele falava, quais eram os seus gestos e como ele ficava mexendo no queixo quando estava preocupado com algo. Tentava recuperar sua voz tão ressonante nos meus sonhos, procurava ouvir um “boa noite” dele no meu quarto. E sonhava como seria se ele fosse o pai que eu imaginava ser, como seria bom se tudo o que nós tínhamos antes de repente voltasse. Como seria se ele não fizesse aquelas coisas ruins, se fossemos uma família que pelo menos se desse bem. Eu me perdia em quimeras e perguntas, exigindo um mundo de paz somente na minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas vezes eu sonhava de verdade com esse dia chegando. Nos sonhos, eu acordava de manhã e encontrava o meu pai tomando café. Sem pressa. E me juntava a ele na mesa, impressionantemente cedo demais para o meu irmão e a minha mãe não estarem lá. Assim, eu e ele tomávamos café da manhã, e eu sentia seu cheiro de roupa lavada, do perfume que ele usava se misturar ao cheiro forte do café. Éramos somente nós, juntos, uma única vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-65142096187326259?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/65142096187326259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=65142096187326259&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/65142096187326259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/65142096187326259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/05/no-comeco-tudo-era-flor.html' title='No começo, tudo era flor'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-3949122990367579436</id><published>2009-05-03T21:16:00.008-03:00</published><updated>2009-10-27T22:45:21.082-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Meias coloridas e sorriso de Alice</title><content type='html'>Meu amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu acordei com muito sono e não pude escrever. Estava tão cansada que passei o dia inteiro praticamente dormindo, coisa que eu adoro, você sabe. Mas hoje eu não deixei passar e tirei um tempinho do meu dia (segundas-feiras são sempre cheias) para lhe escrever isso que há tempos venho querendo fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias eu vi de novo aquelas crianças brincando na rua. De novo elas estavam soltando pipa. Eu parei de trabalhar um pouco e fiquei na varanda só observando os papagaios cortarem o céu, vermelhos, azuis, rosas e amarelos. Eram tão lindos e eu só lembrei de nós dois, quando vimos eles do mesmo jeito. Você se lembra, meu amor? Eu me senti tão bem aquele dia. Nós só ficamos observando as pipas passearem pelo céu, e caírem devagar, mas logo alçarem vôo novamente, os garotos da rua controlando. Tão inocente e ingênuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde vou sair, hoje o céu tem lua com o sorriso do gato de Alice. Ele me deixa mais tranquila, não é aquele borbulhão de emoções que a lua cheia me trás. Mas não se preocupe, meu bem, não vou a lugares esquisitos ou perigosos. Caminharei pela rua só, de bicicleta, com aquele All-Star surrado que era seu, e agora é meu, ou será nosso? Também vou usar meu cachecol colorido, esse que você ama, mas só por enquanto. Você sabe que o meu preferido é o marrom, mas estou guardando para usar quando chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nisso, eu já comprei as passagens. Minha mala está quase pronta, leve, sem pesar. Vou tranquila como passarinho, porque sei que quando chegar aí vou ter aquele beijo carinhoso seu de recepção. Por mim, passarinha minha eternidade aí, do teu lado. Mas você sabe que eu não posso. Mas, quando eu estiver saindo, quero te dar um abraço bom, como despedida de quem sabe que volta um dia, em breve. Você sabe que eu volto. Eu sempre volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sempre teve a curiosidade de saber como eu estou vestida quando lhe escrevo as cartas. Pois agora estou de short e uma blusa amarela clara, e, advinhe só: com aquelas meias coloridas que você tanto ama me ver vestida. Pois estou com elas até os joelhos, e sem nada nos pés, a não ser a sandália para transitar em casa. Mas, meu bem, acho que agora não vou mais poder ficar assim (como eu queria!) porque mamãe está chamando e os garotos lá foram gritam e brincam, como se jogassem futebol com as pipas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou ter que ir mesmo,  meu bem. Minha mãe chama e não escuto mais os garotos da rua (talvez suas mães também estivessem chamando). Diga a tia Cátia que a adoro e mande um abraço a todos da sua casa. E não esqueça, nunca, que eu amo você mais do que tudo nessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Abraços e beijos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Beatriz.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;--&lt;br /&gt;Carta inspirada na música Noite Clara de Ludov:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999;"&gt;Noite Clara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-size: 78%;"&gt;Mauro Motoki/Habacuque Lima &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Vem cá me dar um abraço bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Como a despedida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;De quem sabe que volta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Um dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Pipa no ar de papel crepom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Grito de torcida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Minha alma está solta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Saudades no coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Roupas de frio no verão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;A lua crescente sorri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Ainda é noite clara aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Lá vou usar meu cachecol marrom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Meias coloridas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;E no peito essa nossa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Poesia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Você está ao alcance do som&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;É hora da partida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Minha mala está pronta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Saudades no coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt; Roupas de frio no verão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt; A rua inteira sorri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Ainda é noite clara aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Levo a mala leve, sem pesar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Sei que vou voltar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-style: italic;"&gt;Em breve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-3949122990367579436?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/3949122990367579436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=3949122990367579436&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3949122990367579436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3949122990367579436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/05/meu-amor-ontem-eu-acordei-com-muito.html' title='Meias coloridas e sorriso de Alice'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8132608172134961693</id><published>2009-04-29T22:02:00.007-03:00</published><updated>2009-04-29T23:05:04.715-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trechos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>A máquina - O amor é o combustível</title><content type='html'>"Lá donde Antonio vem é longe que só a gota. Longe que só a gota no tempo, que é muito mais longe que só a gota do que longe que só a gota no espaço. Porque, vir de longe no espaço é lonjura besta, que qualquer bicho falado derrota. Agora vir de longe, no tempo, é lonjura cabulosa. Lonjura, que prá ficar desimpossível, demora. Lá no tempo de Antonio, o mundo já tinha virado uma doidice. Mas prá se entender direitinho a história da doidice desse tempo, há de se começar do começo, bilhões de anos atrás, quando o mundo foi criado. Tudo era uma seca só, num tinha terra, num tinha céu, num tinha bicho, num tinha gente, num tinha nada. Era só o breu. Aí, Deus foi ficando meio enjoado e decidiu criar o mundo. E pensou assim: 'Vê que besteira minha, por que é que há de ficar tudo sem nada, se eu posso inventar o que eu quiser?' E saiu inventando! Primeiro Deus inventou o tempo, que era prá ter tempo de inventar o resto. Em seguida inventou o céu, que era pra ter onde morar. E como o céu tem que ficar em cima de alguma coisa, Deus inventou a Terra prá botar por debaixo. E aí Deus pensou: 'A Terra vai ficar assim, só com o céu em cima e sem ficar com nada por baixo não é?' E aí ele pegou o inferno e botou debaixo da Terra. No começo, a terra só servia prá isso: prá ficar embaixo do céu  e em cima do inferno. Foi então que Deus disse: 'Oxente, já que tem a Terra, eu tenho que botar gente pra morar lá' E foi assim que ele criou a vida! E no que ele criou a vida já criou a morte junto pois tudo que é vivo morre. 'Danosse!' Deus pensou na hora. 'Se todo ser vivo tem nariz, boca, orelha e olho, tem que ter uma serventia pra isso tudo!' Os olhos e o nariz já tinha as dele: os olhos eram prá olharem pro céu, e o nariz prá pessoa  respirar  enquanto viva, prá parar de respirar, prá poder morrer em paz. Mas carecia arranjar uma utilidade prá boca e prás orelha. E não foi por isso que Deus fez o verbo? Verbo era como Deus chamava as palavra. E Deus haja inventar palavra. 'Montanha, rio, riacho, elefante, jumento, capim, abacate, saputi, laranja cravo.' Mas, como prá cada palavra tinha que ter uma coisa, Deus teve que inventar um monte de coisa, pra ficar uma coisa pra cada palavra. Abacate, saputi, laranja-cravo, capim, elefante, jumento, montanha, rio, riacho. E os homem acharam pouco, e se botaram a inventar mais coisa ainda! Ihh... prego, parafuso, munguzá, picolé... Desde o começo do mundo até o tempo de Antonio, muita palavra se inventou, muita coisa aconteceu, muito tempo teve que passar até chegar o dia do tempo dele. Mas o tempo de Antonio, assim conhecido desse jeito, o tempo de Antonio, como foi chamado esse tempo, o tempo de Antonio começou no dia em que Antonio veio ao mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Um trecho do filme A Máquina - O amor é o combustível (2006 - 9&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;5min).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O filme conta a história de Antonio (Gustavo Falcão), que nasceu ab&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ençoado pelo tempo e supostamente tem o poder de manuseá-lo. Ele mora numa cidade chamada Nordestina, interior de Pernambuco, e é apaixonado por uma menina chamada Carina (Mariana Ximenes). Carina tem o desejo louco de sair de N&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ordestina e conhecer o mundo. Antonio, apaixonado, desafia a men&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ina e sai para ver como é o "mundo". Vai pra São Paulo e reencontra o irmã, que o leva a um programa de TV, no qual Antonio desafia o mundo inteiro a ir no futuro "pra verificar o prazo de validade desse mundo que eu vou dar de presente a Carina". E assim se sucede. Antonio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;constrói uma máquina "munida de 700 lâminas giratórias" que, caso ele não cupra o prometido, ela vai "talhar o meu peito e desgraçar ele todinho, e esgarçar mais um pouquinho, até ficar aparecendo tudo que tem lá dentro". Antonio volta para Nordestina e acontece um baile de máscaras (com uma velhinha cantando muito simpática). Daí acontece mais um bocado de coisa e o final é o mais surpreendente de todos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Um dos melhores filmes brasileiros (claro, os filmes brasileiros que resgatam histórias daqui (leia-se Paraíba) são os melhores,  mas esse bateu todos, à exceção de O auto da compadecida, que é clássico) que eu já vi na vida. Vale a pena. Recomendadíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistam e vejam com o verdadeiro "paraibano" fala ;D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8132608172134961693?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8132608172134961693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8132608172134961693&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8132608172134961693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8132608172134961693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/04/maquina-o-amor-e-o-combustivel.html' title='A máquina - O amor é o combustível'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-2556132283401685571</id><published>2009-04-22T21:45:00.005-03:00</published><updated>2009-04-22T22:03:04.132-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>A dama de vermelho</title><content type='html'>Ela me acordou no meio da noite, de um sono tranqüilo. Pegou-me pela mão e me puxou para fora da cama quentinha e quarto escuro. Levava-me a algum lugar que eu não sabia onde, mas não tive medo nem vontade de perguntar. Só a acompanhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos, ela parou e virou-se. Deslizou o capuz para trás e fez o casaco vermelho cair no chão, deixando que seus cabelos cacheados e avermelhados aparecessem por cima dos ombros cor de neve. Não se importou em sorrir ao ver minha expressão de total admiração. Ela era a garota mais linda que eu já vira em toda minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela livrou-se da minha mão e caminhou até uma vitrola que se encontrava no canto da parede. Colocou um disco e uma melodia doce inundou o cômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou a mim. Usava um vestido vermelho lindíssimo, plissado e aveludado. Tinha mangas cheias e deixava a minha parte preferida do seu corpo à mostra: seu busto salpicado de pintas amarronzadas. Parecia uma princesa. Levou-me para o centro do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a dança. De vez em quando as pessoas costumam conversar durante uma dança, mas isso acontece geralmente quando não se conhece bem a pessoa. Porém, intimidade era o que não nos faltava, além de ser nossa palavra preferida – sabíamos tudo uma da outra – e, para isso, não precisávamos nos encher de perguntas óbvias. Decifrávamo-nos somente com o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançamos durante muito tempo, a música repetia incansavelmente. Eu apenas admirava seu novo vestido vermelho, reparando em como ele combinava com seu cabelo ruivo e suas infinitas sardas. A pele dela estava ainda mais branca, e eu desconfiava que o brilho que ela transmitia era culpa da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu dei o último passo, ela parou. De novo, encaminhou-se para ao vritrola e retirou o disco. Depois, voltou-se para mim e me fitou de um jeito que cheguei a sentir frio na barriga. Ela me dizia tudo com nada de palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa ir. Daqui a pouco eles acordarão – disse ela num tom de voz baixo, mas que não deixou de fora seu sotaque irlandês fortíssimo.&lt;br /&gt;- Eu... – tentei dizer, mas àquela altura ela já me carregava pelo mesmo caminho que me trouxera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao quarto, ao chegarmos a beira da cama, eu deitei e ela me encobriu com as cobertas. No entanto, eu tive a chance de dizer, antes que ela fosse embora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada pela dança. Faremos isso mais vezes? – ainda deu tempo de perguntar.&lt;br /&gt;- Sim. – ela respondeu e dentro de mim eu sabia que podia confiar nela. Então, se foi, como o vento que entrava pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, eu lembro de ter sonhado com ela. No sonho, ela estava ainda mais brilhante. E mais linda. No sonho, eu disse que a amava. Assim, com todas as letras: “Eu te amo, Anna”. Ela me retribuiu com um olhar profundo e, ao mesmo tempo, reconfortante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também me lembro de ter acordado tarde demais e tê0la procurado pela casa inteira. Mas eu sabia que era em vão. Sabia que ela voltaria na mesma hora, e me levaria ao mesmo lugar. Mas não esperei. Deixei apenas que ela tomasse conta de mim, assim como tomava todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito para uma amiga minha um pouco antes de ir dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-2556132283401685571?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/2556132283401685571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=2556132283401685571&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2556132283401685571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2556132283401685571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/04/dama-de-vermelho.html' title='A dama de vermelho'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6674339583989658205</id><published>2009-03-31T19:43:00.012-03:00</published><updated>2009-04-15T21:08:00.107-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele'/><title type='text'>"Vão me matar"</title><content type='html'>Sempre tive essa sensação. "Vão me matar" dizia minha consciência, latente. Antes, isso não era tão frequente. Eu não ligava muito, tentava ignorar ao máximo sua voz... Da minha consciência, quero dizer. Mas, sabe como é, o tempo vai passando, as pessoas vão ficando velhas... E assim foi comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu antes d'eu dormir. Era um dia normal de segunda, eu tinha voltado do trabalho (sou contador, interessante não?) e estava me preparando para ir dormir. Cansado, já tinha jantado qualquer coisa e estava assistindo TV. Quando ela me atacou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;fraquinha&lt;/span&gt;, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;vozinha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;baixinha&lt;/span&gt;. Eu quase não ouvia. Depois, foi aumentando. Ao longo que eu ouvia as notícias no jornal, ela ia falando mais rápido, mais eloquente. Tinha mais força, falava mais alto. "Vão m-a-t-a-r &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;vo&lt;/span&gt;-cê". Às vezes pronunciava bem devagar, dando ênfase, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;exatamente&lt;/span&gt; para que eu a desse ouvidos. Tentei não dar. Jurei pela minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mãe&lt;/span&gt; morta e enterrada - que já estava, então jurei por mim mesmo morto e enterrado - que não ia escutá-la de jeito nenhum. Disse várias vezes que aquilo era a maior besteira que eu já tinha ouvido. Cheguei a falar na frente do espelho, tentando reafirmar que aquilo não tinha nenhum senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiantava. Ela continuava lá, dando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sussurros&lt;/span&gt; gritados, como se tivesse se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;esgoelando&lt;/span&gt;. Ou alguém a enforcando. Suspeitei que fosse morrer sufocado. Então, para adiantar o processo, peguei uma corda e amarrei no lustre da sala. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Fiz&lt;/span&gt; o nó, coloquei uma cadeira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;embaixo&lt;/span&gt; e subi. Derrubei a cadeira, mas nada aconteceu. Fiquei lá, pendurado, respirando. Tentei de novo, nada. Tentei três vezes. Nada. Então, desisti. E fui dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cama, o silêncio da casa - eu morava sozinho - era avassalador. E a voz na minha cabeça tinha aumentado de volume. Agora não era mais sufocada, sussurrada, escondida. Era totalmente imperativa. Comecei a suar. O que diabos estava acontecendo comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não aguentava mais, meu pijama estava completamente ensopado, eu já tinha me revirado em todas as posições do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Kama&lt;/span&gt; Sutra na cama, terminei por me levantar. Tirei a roupa ensopada, joguei num canto e me tranquei no banheiro. Achei que um banho fosse aliviar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo diminuiu. A consciência continuava vociferando na minha mente, estranhamente preponderante. Me senti um funcionário desfalcado, que vive recebendo esporro do chefe - nada de distante do que eu realmente era, um capacho. Tirei a conclusão de que a voz sabia mais sobre mim do que eu mesmo. Terminei o banho e coloquei uma roupa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do apartamento. Era madrugada, não tinha ninguém nos corredores, nem no elevador, e o porteiro estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;cochilando&lt;/span&gt; na sua cabine. Não o acordei. Saí às secretas pela porta de vidro e encarei a rua. Estava escura e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;soturna&lt;/span&gt;, alguns mendigos dormiam por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendia que parte do meu corpo me coordenava para sair de casa àquela hora. Me sentia dividido: uma metade de mim queria estar na cama, dormindo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;tranquilamente&lt;/span&gt;, sonhando com números e mulheres &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;gostosas&lt;/span&gt;. Enquanto outra que parecia ter um domínio maior sobre mim, me levava para onde queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei várias ruas e cheguei a uma praça. Alguns táxis estavam parados. Cheguei a cogitar que a minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;consciência&lt;/span&gt; estivesse me levando para algum deles, mas vi que não quando parei longe deles e sentei num banco. Senti minhas pernas começarem a doer. A insônia, naturalmente, me deixava cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria tanto um cigarro. A carteira de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Marlboro&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Red&lt;/span&gt; tinha acabado, e eu não sabia quando teria dinheiro para comprar outra. Olhava a rua escura, muitas lojas e bancos fechados. Tudo era só iluminado pelos postes. Quando me virei, vi que tinha uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;lojinha&lt;/span&gt; aberta. Ainda pensando nos cigarros, levantei e caminhei na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;direção&lt;/span&gt; dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tentar atravessar a rua, me pegaram de surpresa. Só aí que eu percebi que a voz tinha parado de falar no meu ouvido. Ou era eu que não a estava mais escutando? Tentei não pensar naquilo. Os homens agarraram meus dois braços com força e sussurraram no meu ouvido:&lt;br /&gt;- Venha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;conosco&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Não hesitei em me virar e ir com eles. Andava de cabeça baixa, gotas de suor gelado brotavam na minha testa. Estava visivelmente nervoso, acho que até tremia. Tentei entender a situação de forma racional. Mas não consegui. Estava suado, com medo e com uma certeza dentro de mim terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles me levaram para uma ponte e pararam o carro. O que estava do meu lado saiu primeiro, eu saí depois, então o motorista veio e, com uma arma na mão, apontou na minha testa. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Disse&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;- Acho que você já devia saber disso.&lt;br /&gt;- Sim. - eu disse, jamais por mim mesmo. Não deu tempo de falar mais nada. A arma silenciosa disparou dentro da minha cabeça. Em poucos segundos, eu já tinha perdido a consciência, e não sei bem o que aconteceu, mas boatos contam que me jogaram no rio. Depois, foram embora como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que sempre soube. A voz na minha cabeça era só um aviso prévio. Como se quisesse me alertar do que eu já sabia há tempos. Não foi a toa que, na hora, ela parou de falar. Ela ficou só me assistindo do meu apartamento, sorrindo, com aqueles dentes e olhos brilhantes. Ela sabia, eu sabia, todos sabiam. Mas, não pense que sou criminoso ou tenho algum envolvimento com tráfico. Apenas conto números, sonho com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;gostosas&lt;/span&gt; e moro sozinho. Depois disso, acho que meu apartamento ficará para alguém mais interessante que eu. E a voz, essa que trás a certeza prévia, ficara lá. Sempre à espreita, esperando pelo próximo que cruzar aquela porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vai esperar para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexo de um dia de "agonia" que eu tive, e não tinha nada a ver com acerto de contas, Malboro Red ou vozes na cabeça. Já morte, eu não sei... hahaha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Selinho que recebi da &lt;a href="http://blogdafer-nanda.blogspot.com/"&gt;Fe&lt;/a&gt;... Obrigaaaaaaada, queriiida! Lindo, adorei =DD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SdvmyhORHeI/AAAAAAAAAPg/AiK4cP0ApvU/s1600-h/SELINHOOO.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 152px; height: 176px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SdvmyhORHeI/AAAAAAAAAPg/AiK4cP0ApvU/s320/SELINHOOO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322101140254432738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1 – Colocar o logo no seu blog.&lt;br /&gt;2 – Escolher dez blogs que demonstram grande atitude ou pelos quais você tem grande gratidão.&lt;br /&gt;3- Certificar-se de que publicou os links de seus nomeados no seu post.&lt;br /&gt;4 – Informá-los de que receberam esse prêmio, comentando em seus blog’s.&lt;br /&gt;5 – Partilhar o carinho, publicando o link deste post e da pessoa de quem você recebeu esse prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho idéia para quem enviar, e no momento estou com sono demais, então &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vai para os 10 primeiros que comentarem e que ainda não tiverem o selo ok?&lt;/span&gt; beijo =D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6674339583989658205?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6674339583989658205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6674339583989658205&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6674339583989658205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6674339583989658205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/03/vao-me-matar.html' title='&quot;Vão me matar&quot;'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SdvmyhORHeI/AAAAAAAAAPg/AiK4cP0ApvU/s72-c/SELINHOOO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5771491711906429405</id><published>2009-03-28T18:29:00.009-03:00</published><updated>2009-03-28T19:00:08.082-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><title type='text'>E porque não o amor?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-style: italic;"&gt;"Segundo alguns psicanalistas, quando se apaixona, você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada por você mesmo. E a projeção que fazemos é de um ser absolutamente perfeito. Mas depois de um período, a projeção acaba, e você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem está se relacionando. Invariavelmente, algumas virtudes do parceiro e da parceira vão embora junto com a projeção. Outras ficam. E se o que ficou de cada um for suficiente pros dois, a relação perdura. Caso contrário... Ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção. O amor é inexplicável, mas tem umas coisas que você pode entender."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;(Propaganda Serenata de Amor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Uma vez na vida todo mundo se apaixona. Nem que seja pelo cachorro, pelo gato, ou pelo que for. O que mais acontece é entre pessoas, é claro. Mas apaixona. O homem é o mamífero que mais vive no mundo. Impossivel que, dentro desse tanto de tempo que passamos aqui, uma paixão avassaladora ou um amor sem fim não possa acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é muito banalizado hoje em dia, e interessante que todo mundo sabe disso, e o que faz? Banaliza-o ainda mais. Dizem "eu te amo" como se dissessem bom dia. Abraçam e beijam como se o mundo fosse acabar ali, mas não demora cinco minutos e o amor acaba. O amor efêmero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falo de prazer sexual, tesão, ou coisa parecida. Há pessoas que beijam e abraçam as outras só por toque, corpo, língua, sexo. Quero ressaltar as outras que, em uma semana estão com um, e parece que nunca mais vai encontrar alguém parecido. E, quando dá um mês, já acabou, está solteira de novo, na gandaia. Mais uma semana, morrendo de amores por outro. Será que esse amor todo é verdadeiro? Todo mundo tem mesmo assim tanto amor para dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sim, eu quero um pouco também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns com tanto, outros com tão pouco. Muitos nem sequer sabem o que é amar. Nunca sequer provaram do licor de um apaixonado, nunca beijaram aquela boca tão desejada. Outros trocam de paladar todo dia. Como uma degustação de vinhos, no qual somente os que sabem é que podem provar. E porque não todo mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da vez que eu assisti Perfume, um filme completamente filosófico e francês (tinha que ser), fiquei com essa na cabeça. (Talvez não tenha nada a ver com a filosofia real do filme, mas ficou) Imagina se todo mundo tivesse um amor infinito, que nunca acabasse, e que não tivesse cor, cheiro ou aparência? Todo mundo amando todo mundo, da melhor forma possível. Todos na mesma sintonia, fazendo o que há de melhor no mundo: amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente acabaria como o final do filme - no final todo mundo "se come" ou é morto por eles mesmos, restando só o carinha do perfume, que também morre -, ou seja, todo mundo morto do próprio veneno. Seria o prazer efêmero, aquela vontade de saciar o desejo insaciável sobrepujando aquele amor eterno que, para mim, mesmo que digam que não, todo mundo acredita. E quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que ninguém consegue viver sem amor, amor puro, da forma mais sutil ou a mais intensa. E porque não eu? E porque não você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invente o seu amor, pode ser por qualquer coisa, até por objetos ou vícios. Eu amo tomar café. Meu tio provavelmente deve amar fumar (eu acho que ele detona uma carteira de cigarro por dia fácil). Minha amiga ama seu namorado. Mas será que esse amor é eterno? Ninguém pode descobrir. Não dá pra saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reeinvente seu amor todos os dias. Crie um prazer novo, descobra um segredo, ache uma pista e desvende um enigma. Não seja cético o bastante para dizer que amor não existe, que a vida nada mais é que prazeres passageiros. Porque não acreditar numa coisa que é boa? Se fosse ruim, como o diabo, aí sim dava para pensar um pouco. Mas faz bem. Então, porque não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo para você ser você mesmo, que disso o mundo já está entupido demais. Mas porque deixar de acreditar? Porque desistir fácil assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é fácil. É só se deixar ser pego por ele. E, quando você for, não vai querer mais soltá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Eu dou pra escrever auto-ajuda? hehehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, bora salvar o mundo? Veja &lt;a href="http://www.wwf.org.br/informacoes/horadoplaneta/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5771491711906429405?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5771491711906429405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5771491711906429405&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5771491711906429405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5771491711906429405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/03/e-porque-nao-o-amor.html' title='E porque não o amor?'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5267955117782510799</id><published>2009-03-21T17:33:00.006-03:00</published><updated>2009-03-21T18:13:08.924-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='da série eu quero/queria'/><title type='text'>Quase completamente lunar</title><content type='html'>Eu não sei, na verdade, mas é que as vezes me bate uma vontade louca de falar de mim. E não é sempre que isso acontece, também não é sempre que eu quero, e muito menos não é sempre que tem alguem querendo me ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só que as vezes eu sou tão confusa. Eu sinto que a lua me guia, totalmente, mas eu não poderia ser um pouquinho menos subjetiva? Poxa, as vezes faz mal ser assim tão "de repente, estou assim, mais tarde, estou daquele jeito". Era para eu ser guiada pelo sol. Aí eu não teria tantas alterações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tudo bem, eu sei que o universo tem influência total sobre nós - mesmo que tenha gente que não acredite nisso - mas eu acredito e fico me perguntando: será que é por isso que eu sou assim, tão complexa e complexada? Não me diga que isso é balela de horróscopo porque não é. Basta olhar para o céu a noite, deitada ou até mesmo em pé, com a cabeça virada totalmente para trás e sentir aquele azulão (ou preto, depende da hora) caindo sobre você. Só com isso você sabe que aquela imensidão de energia tem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alguma coisa a ver &lt;/span&gt;com você. Com a sua energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me faço cética dizendo que não acredito em energias, mas é estudando física - e nem precisa muito - e fazendo alguns mantras que vejo que não, eu não posso ser tão radical assim. O humano é um corpo termoquímico. Trocamos energias o tempo inteiro, elas são reutilizadas, revitalizadas e, assim, jogadas fora com uma "tonalidade" totalmente diferente. É bom saber que existe algo que nos guia, que não estamos aqui por acaso, mas porque não acreditar que, quando morre, voce não vira nada mais que energia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo que a lua me rege porque eu sei, dentro de mim, o caldeirão que é, as águas em constante mutação. Às vezes me sinto como o mar, que não pára nunca, e às vezes me sinto como uma lagoa, sempre ali, paradinha. Pena achar que isso talvez fosse bom, porque, sabe, na minha adolescência terrível e tumultuada não é. Nem sempre as pessoas vão me aguentar assim, tortuosa e turbulenta como eu estou vezenquando. Eu preciso aprender isso, de uma vez por todas. Será que se eu encucar isso na minha cuca vou ter controle sobre minhas marés?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a única que tem marés controladas pelos astros dentro de si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eu me considero estranha e gosto de falar, agindo como a Intense, me deixa falar, me deixa, me deixa. Quando eu peço pra ficar sozinha, ninguém entende, então todo mundo fica "o que foi, o que foi?" Eu digo, é melhor me deixar quieta, eu sei com quem me meto, vou falar com alguém mais consistente e calmo, para ver se me reestabeleço. A troca de energias com outras pessoas, essa comunicação estranha e calma, e criativa, e risonha, e tudo, me faz tão bem. Você me faz tão bem. É, meu amigo, você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando não dá? Então eu prefiro ficar na minha, para ver se eu mesma me controlo, mas as forças de cima são de peso muito maior, e eu quase não tenho como combatê-las. Então, finjo uma falsidade estranha, sem conseguir, porque de jeito nenhum consigo ser falsa, nem com o pior dos professores - que todo mundo acha ótimo só porque deu uma conversadinha aqui e outra ali - eu não consigo. Sou eu assim e fim de papo, mesmo assim, cheia de inconstâncias (neologismo?) e marés auto-incontroláveis(neologismo 2?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando peço um espaço e ninguém dá, eu tento explicar, que eu tou daquele jeito por causa da lua, mas ninguém nunca acredita, por que será? "É a lua que me deixa assim". E é mesmo, de verdade, mas daí ninguém engole esse motivo, e acabam criando problemas, eu falo e faço coisas que não queria, que não devia, e morro, morro, morro por dentro. Mas no final vai ficando tudo bem, porque a lua vai mudando de estágio também, e eu vou melhorando, a cada dia, a cada período lunar, seja nova, minguante ou cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, já parou para pensar que, quando a lua está naquele estágio mais lindo, mais cheiona, quase cobrindo o céu inteiro, a cidade ao seu redor, o mundo, as pessoas não parece estar um pouco mais fora de ordem? Eu as vejo com mais urgência, mais pressa de tudo, como se aquele estágio fosse o que liberasse os demônios e todo mundo se mostra um pouco na lua cheia. É, talvez seja por isso que ela libera o lobisomem do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o céu está sem lua, o que acontece? E eu, como fico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;( Se você não entendeu nada, me desculpe, essa não era a intenção. Mas o post é dedicado à &lt;a href="http://www.xtudodorafa.blogspot.com/"&gt;ele&lt;/a&gt; ;D )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um selinho que ganhei só para não deixar passar o post "feio" ;P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/ScVXek_PH1I/AAAAAAAAAPY/IvgNXWJwpg4/s1600-h/selo_mulheres_bem_resolvidas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/ScVXek_PH1I/AAAAAAAAAPY/IvgNXWJwpg4/s320/selo_mulheres_bem_resolvidas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315751118017339218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sim, somos mulheres bem resolvidas, e eu sou, ou tento ser, vezenquando, ehehe :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi da &lt;a href="http://blogdafer-nanda.blogspot.com/"&gt;Fer&lt;/a&gt;, obrigada querida #D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repassando para as bem resolvidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://voandoescondida.blogspot.com/"&gt;Sonhos Secretos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://excessodaintense.blogspot.com/"&gt;Excesso Intenso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://botandopra-fora.blogspot.com/"&gt;Botando pra fora&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vidaaescrita.blogspot.com/"&gt;Além das palavras&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://essencianoar.blogspot.com/"&gt;Essência no ar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://semverso.blogspot.com/"&gt;Sem Verso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fissilflor.blogspot.com/"&gt;Físsil Flor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa postar se não receber, mas mando como forma de carinho :}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kisses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5267955117782510799?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5267955117782510799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5267955117782510799&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5267955117782510799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5267955117782510799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/03/quase-completamente-lunar.html' title='Quase completamente lunar'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/ScVXek_PH1I/AAAAAAAAAPY/IvgNXWJwpg4/s72-c/selo_mulheres_bem_resolvidas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-7991979606621022215</id><published>2009-03-13T22:08:00.006-03:00</published><updated>2009-03-15T00:04:08.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mini-conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>E ainda sorria. (mini-conto)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SbsEDtg-f8I/AAAAAAAAAPQ/vu-X_TV8Keg/s1600-h/I_can_see_you_by_poprage.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 386px; height: 386px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SbsEDtg-f8I/AAAAAAAAAPQ/vu-X_TV8Keg/s320/I_can_see_you_by_poprage.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312844647217659842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando acordou, ela ainda o fitava com seus olhos escuros, vazios e brilhantes, como se pudesse dizer: "Eu sei, eu consigo ver você". E ainda sorria.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-7991979606621022215?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/7991979606621022215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=7991979606621022215&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7991979606621022215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7991979606621022215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/03/e-sorria-mini-conto.html' title='E ainda sorria. (mini-conto)'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SbsEDtg-f8I/AAAAAAAAAPQ/vu-X_TV8Keg/s72-c/I_can_see_you_by_poprage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5992870262088759460</id><published>2009-03-07T19:20:00.003-03:00</published><updated>2009-03-31T22:59:50.375-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><title type='text'>Leis do tempo</title><content type='html'>Dia desses eu voltava das compras e estava na calçada, esperando para atravessar a rua. Um ônibus vinha lá longe, e o sinal estava no verde. Do outro lado, eu vi uma mulher negra segurando a mão do que parecia ser seu filho. Na outra mão ela carregava uma sacola. Não sei bem o que me chamou atenção naqueles dois, mas só sei que fiquei olhando para ela como se esperasse que algo estava prestes a acontecer. A rua começava a encher de carros. O ônibus se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal foi perdendo o verde. A mulher pareceu ter perdido a paciência e, de repente, decidiu atravessar, quando viu um carro a uma distância segura. Mas ela não viu quando o ônibus, que há pouco estava longe, naquele instante estava perto, perigosamente mais perto dela e do seu filho negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo depois foi rápido demais, e eu senti um aperto no peito e um friozinho na barriga. O ônibus acelerava. A poucos metros dele, uma mulher atravessava a rua com um pouco de dificuldade. Foi quando percebi que ela, além de negra, era coxa. Isso que estava, sutilmente, atrasando-a. O motorista viu a mulher, a mulher viu o motorista e, de repente, só deu tempo de ouvir uma buzina muito alta e muito forte, seguida de uma freada brusca, daquelas que deixam marcas no asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fechei os olhos e levei a mão à boca. Assustei-me previamente, tentando imaginar, com meus olhos fechados, a cena de horror que me aguardava. Mas, quando vi, apenas a mulher, a mesma mulher que eu fitava, aquela que atravessava a rua na mesma hora que o ônibus passava desvairado, estava ao meu lado, sã e salva. Ela pôs a mão no meu ombro e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa, minha filha?&lt;br /&gt;Eu estava pálida. Tirei a mão da boca e abri os olhos lentamente. Encarei a mulher. Tinha os olhos de um preto brilhante.&lt;br /&gt;- Não, tudo bem. - Eu tentei despistar, mas realmente me sentia mal.&lt;br /&gt;- Tem certeza?&lt;br /&gt;Eu olhei para o filho dela. Ele me encarava com um olhar curioso.&lt;br /&gt;- Tudo bem, obrigada - e soltei um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher deu as costas e seguiu com o filho para o supermercado. Eu me recuperei da queda de pressão e decidi voltar para casa a pé, e pela mesma calçada que estava, sem ter que atravessar tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava, comecei a divagar sobre tudo o que via, e o que tinha visto. O que tinha feito aquela mulher perder tanto tempo para atravessar a rua? Quando eu bati o olho nela, a rua estava livre, e no entanto ela só se decidiu atravessar quando o ônibus já estava tão próximo. O que me fez sentir que algo estava para acontecer, exatamente naquela mulher que, por acaso, eu fiquei a observar no lugar de ter ido logo atravessar a rua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E se o ônibus tivesse batido? E se eu tivesse atravessado? O que eu perderia se tivesse morrido naquele exato instante? Muita coisa, talvez. Coisas de suma importância, como minha mãe. E o que aquela mulher teria perdido? Talvez o filho, que, por ser mais novo, e não coxo, tivesse corrido com mais rapidez. Ou será que seria o filho que teria perdido a mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é algo mágico e, ao mesmo tempo, frio. Ele te esmaga, e te faz ficar com pressa; ilude, achando que você pode controlá-lo. Não pode. O tempo é a única coisa independente nessa nossa  sociedade, nesse nosso mundo, nessa nossa galáxia. No entanto, o tempo tem forma. E a forma dele forma você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo me controlou, me fez ficar parada e não atravessar a rua. O tempo fez aquela mulher negra atravessar naquele exato momento e, se não fosse por ele, ela estaria caída na pista naquela hora. E eu seria a testemunha. Se não fosse as rígidas leis do tempo, ninguém teria controle, e tudo ou nada aconteceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não existem quem não seja subjugado. Quando eu acordo atrasada, é ele me controlando, me dando ponta-pés nas costas, gritando no meu ouvido. Quando eu deito para dormir, é ele contando histórias e cantando canções de ninar nos meus ouvidos, paciente e vagarosamente, para eu cair num sono profundo e cheio de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo controla até mesmo nossos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu imaginei que o tempo fosse um homem velho, barbudo e de fala vagarosa, que tivesse todo o tempo do mundo. Ele estaria sentado em sua cadeira de balanço somente observando tudo ao seu redor, e controlando, com aqueles olhos perversos. Alguém muito jovem, mas com muitas rugas, falaria com ele numa rapidez incrível. Seria seu irmão, a pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De qualquer forma, o tempo "velho" controlaria o "novo", dizendo-lhe que não tinha como fugir. Que ele passaria os segundos, os minutos, as horas do jeito que ele bem entendesse. Mas a Pressa insistiria em adiantá-lo, porque ele era muito novo e não tinha todo tempo do mundo, assim como o velho, que parecia ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim somos nós. Por mais apressado que você esteja, você não vai mudar o tempo. Por mais que eu quisesse que o tempo parasse naquele instante, para que a mulher não tivesse nem corrido o perigo de ser atropelada, ele não iria parar. Por mais que você tente, ou eu tente, não dá. É impossível controlar o que é incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é mágico porque te proporciona tanto coisas boas, como coisas ruins. Não é bom passar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;um tempo  &lt;/span&gt;com os amigos? Ou ver quem você ama, nem que seja por apenas trinta minutos? Quantos segundos cabem em trinta minutos? E quantos cabem numa vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Assim, não é por sua causa que o tempo vai mudar. Infelizmente, eu, você, todos nós temos que seguir essas regras invisíveis e inexplicáveis do tempo. É uma coisa que não dá para fugir. O tempo esmaga. Mas, ao mesmo tempo, te leva as nuvens! Não adianta ir contra a corrente se nem mesmo há uma corrente. Você é controlado. Eu também sou. Mas isso não parece ser algo ruim, já que tudo está nos eixos. Pelo menos para o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que te faz perder tanto tempo? Quantas chances de ter tempo você ainda terá?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Don't waste your time or time will waste you&lt;/span&gt;" (Não gaste o seu tempo ou o tempo vai gastar você) [Muse - Knights Of Cydonia]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5992870262088759460?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5992870262088759460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5992870262088759460&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5992870262088759460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5992870262088759460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/03/leis-do-tempo.html' title='Leis do tempo'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-7168498594618963833</id><published>2009-03-02T22:02:00.002-03:00</published><updated>2009-03-02T22:23:31.927-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='da série eu quero/queria'/><title type='text'>Eu queria tempo (desabafo)</title><content type='html'>eu queria mais um dia na semana, e que esse dia fosse feriado, só para se colocar tudo em dia.&lt;br /&gt;eu queria tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria ser mais feliz, sorrir mais, chorar menos, me irritar menos, principalmente.&lt;br /&gt;eu queria uma sorte, de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria não ter falhas, queria não criticar nem receber críticas.&lt;br /&gt;eu queria não ser tão cítrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria dar tudo de mim, mas nunca coisa só, e que isso não me preocupasse tanto.&lt;br /&gt;eu queria tirar o verbo "precisar" do meu dicionário e trocar pelo "quero".&lt;br /&gt;eu queria ter meu próprio vocabulário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria me inspirar numa comunidade, saber tudo o que se passa por ali, mas eu pertenço a tantas e a nenhuma.&lt;br /&gt;eu queria ser mais eu, não copiar ninguém só porque é legal.&lt;br /&gt;eu queria poder sentir as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria não ter tanto medo, um medo que trava.&lt;br /&gt;eu queria não remoer tantas coisas do passado.&lt;br /&gt;eu queria sentir menos saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu queria ser mais livre, não me cobrar tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu queria acreditar que eu posso falhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu queria me convencer de que meus erros podem ser corrigidos sem chororô.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria viajar para longe.&lt;br /&gt;eu queria ir embora, mas sem deixar todo mundo aqui, só por um tempo, para que sentissem minha falta. será que sentiriam?&lt;br /&gt;eu queria ter mais tempo para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria ser mais organizada, saber dividir minhas horas, e não me importar se houvesse um imprevisto.&lt;br /&gt;eu queria saber me progamar sem ter que passar duas horas pensando.&lt;br /&gt;eu queria ser menos indecisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria silenciar quando fosse necessário, porque ouvir é uma virtude.&lt;br /&gt;eu queria falar coisas interessantes.&lt;br /&gt;eu queria chorar menos, sofrer menos, e amar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria ter mais vontade, mais gosto, e menos estresse.&lt;br /&gt;eu queria não precisar fazer tanta coisa.&lt;br /&gt;eu queria me dedicar mais, mas sem sofrer tanto.&lt;br /&gt;eu queria menos obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria amar de verdade, sem brigas, sem confusões e, principalmente, sem mágoas.&lt;br /&gt;eu queria achar um lugar que só eu gostasse de ficar.&lt;br /&gt;eu queria fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria voar.&lt;br /&gt;eu queria que às vezes o tempo parasse, mas que pudesse voar.&lt;br /&gt;eu queria que ele não fosse tão traiçoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; eu queria mais um dia na semana, e que esse dia fosse feriado, só para se colocar tudo em dia.&lt;br /&gt; eu queria tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-7168498594618963833?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/7168498594618963833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=7168498594618963833&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7168498594618963833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7168498594618963833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/03/eu-queria-tempo-desabafo.html' title='Eu queria tempo (desabafo)'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-2706581061347527574</id><published>2009-02-24T20:46:00.003-03:00</published><updated>2009-02-25T10:51:56.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Desgraça dos outros</title><content type='html'>O pior é saber que existem pessoas que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se divertem &lt;/span&gt;com a sua desgraça. Com o seu choro. Com o seu desespero. Com qualquer movimento seu que vá de contragosto com o natural. Então, que saída há? Fazer tudo  o que os outros querem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se divertem mesmo. De rir horrores. Rir por dentro. Pessoas são assim, e não mudarão, nem muito menos se sensibilizarão. Todo mundo rir da desgraça dos outros. Mas há aquela diferença entre rir, porque é ridículo, ou rir porque chega a ser tão trágico que é engraçado, e tem aqueles que riem por puro e simples &lt;span style="font-style: italic;"&gt;prazer. &lt;/span&gt;É como um divertimento, sabe? Uma coisa inexplicável. Como assistir a uma peça de teatro de humor e rir porque o palhacinho caiu no chão. Rir por simplesmente achar engraçado, achar bom, achar prazeroso. Difere-se do "rir para não chorar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há prazer nas desgraças dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é mais curioso é saber que pessoas assim estão tão próximas de nós que é impossível não notar. Sabe aquele ar de deboche, aquele olhar de quem realmente está se divertindo, enquanto você está puta de raiva, ou desesperado porque algo de muito ruim aconteceu, ou bateu aquela dor de cotovelo? E riem disso, sem mais escrúpulos, soltam aquela gargalhada gostosa, como uma criancinha que acha tudo engraçado, novo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;funny&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que você faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais fácil é virar as costas e tentar esquecer. É claro, ninguém quer causar briga. Ninguém quer armar aquele barraco. Ou querem, mas se o fazem, são logo taxados de ridículos, de sem papas na língua, e é muito difícil gostar de uma pessoa assim. As pessoas tentam ser educadas, sem serem, e isso é tão engraçado, como se fosse uma falsidade generalizada. Todo mundo quer ser o que não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, você vira as costas. Solta um muxoxo, olha torto, como se pudesse transmitir palavras pelo olhar. E vê que o outro te encara com aquela cara espertalhona, quase como um vilão de filme infantil, "É agora que eu te pego, pirralho". Você não pode fazer nada, só quer tentar pôr para fora todo o seu ódio pelo olhar, como se isso funcionasse. Seu próprio olhar é doce, por mais que você tente mostrar o tanto de ódio, nojo, asco, raiva, pudor, safadeza, vontade-de-socar-até-a-morte etc. Mas de que adianta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos não dizem nada para quem não presta atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, você vira as costas. E tenta esquecer, para não causar barraco, mas aquilo não sai da cabeça de um num piscar de olhos. Para bons observadores, um risinho de escárnio desses não se esquece assim, facilmente, como se fosse fumaça que o vento leva. Quem dera fosse, deus meu! Assim todos estariam bem mais tranquilos, se não houvesse a tal da rancorosidade, quero dizer. E nem se sabe se essa palavra realmente existe, mas soa tão forte, assim como é o sentimento: ser rancoroso. Porque remoer? Você não é vaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é o mais fácil, ou, quem sabe até, o mais "ético" (o que é ética?)  a se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para armar um barraco, mesmo que seja na sua casa, porque você é ignorante demais, e a pessoa que te encara com aquele olhar que te ridiculariza ainda mais, que acha bom que você sinta aquilo, que acha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bom&lt;/span&gt; que seu ódio seja representado por palavras, gritos, batidas, quebrando tudo; elas acham engraçado, se cagam de rir, tem dores de barriga e lágrimas nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sorrisos com lágrimas na desgraça dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que você pode fazer? Virar as costas, fechar a porta, soltar um palavrão, e remoer, e esconder, e guardar aquilo para si, e dobrar mil vezes até que aquilo pare no fundo do seu poço, naquele canto mais escuro da sua mente, no inconsciente de Freud, junto a todos os outros olhares, todas as outras palavras jogadas, tudo o que incomoda, todo aquele ser que se diverte com seu ódio, com seu desprazer, jogar ele todo dentro do poço e fechar, tentando esquecer a luzinha que de vez em quando brota dali de dentro, e dando as costas, de novo, porque é mais educado, ou mais ético, vai saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para fechar um poço cheio de rumores e mágoas tão facilmente. Já para abrí-lo é dois segundos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-2706581061347527574?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/2706581061347527574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=2706581061347527574&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2706581061347527574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2706581061347527574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/02/palhacos-da-vida-real.html' title='Desgraça dos outros'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-3559214670258855079</id><published>2009-02-16T18:10:00.005-03:00</published><updated>2009-02-16T22:37:14.431-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Histórias são espelhos</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;É um truque com espelhos. Trata-se de um clichê, não há dúvida, mas&lt;br /&gt;não deixa de ser verdade. Os mágicos empregam espelhos, via de regra&lt;br /&gt;posicionados em ângulos de quarenta e cinco graus desde que os ingleses&lt;br /&gt;vitorianos começaram a produzir superfícies nítidas e confiáveis em quantidade,&lt;br /&gt;há mais de cem anos. John Nevil Maskelyne deu início à técnica, em 1862, com&lt;br /&gt;um guarda-roupas que, graças a um espelho posicionado com astúcia, ocultava&lt;br /&gt;mais do que revelava.&lt;br /&gt;   Espelhos são coisas maravilhosas. Parecem dizer a verdade, refletir toda&lt;br /&gt;a nossa vida; mas posicione um deles da maneira correta e sua superfície mentirá&lt;br /&gt;de modo tão convincente que você acreditará que algo desapareceu no ar, que&lt;br /&gt;uma caixa cheia de pombos, bandeirolas e aranhas está realmente vazia; que&lt;br /&gt;pessoas escondidas nos bastidores, ou no fosso, são fantasmas flutuando sobre o&lt;br /&gt;palco. Deixado no ângulo correto, um espelho torna-se uma janela mágica; capaz&lt;br /&gt;de lhe mostrar qualquer coisa que possa imaginar e, talvez, algumas que não&lt;br /&gt;possa.&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(A fumaça borra os contornos das coisas.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   Histórias são, de um modo ou de outro, espelhos. Nós as usamos para&lt;br /&gt;explicar como funciona ou não o mundo. Tal qual espelhos, elas nos preparam&lt;br /&gt;para os dias que virão. Afastam nossa atenção das coisas que se ocultam nas&lt;br /&gt;trevas.&lt;br /&gt;   A fantasia — e toda ficção é fantasia de uma espécie ou de outra — é um&lt;br /&gt;espelho. Um espelho distorcido, não há dúvida, do tipo que oculta, posicionado a&lt;br /&gt;quarenta e cinco graus da realidade, mas ainda assim um espelho que podemos&lt;br /&gt;empregar para nos revelar coisas que, de outra forma, poderíamos não ver.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 255);"&gt;(Contos de fadas, como G. K. Chesterton disse certa feita, são mais do que a &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 255);"&gt;verdade; não porque nos contam que dragões existem, mas porque nos dizem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;que dragões podem ser&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt; vencidos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera fosse meu. É que ontem, as três da madrugada, eu baixei o livro Fumaças e Espelhos do Neil Gaiman e, bem, só de início, é impossível não se apaixonar. Uma dica pra quem quer ler algo 'diferente' esse mês :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi um selinho lindo do Blog do maluco. Adoreiiiiiiiiii, obrigaaaaaada \o/ *-*&lt;br /&gt;Adoro receber selos, sabe né? :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SZoUfd5Gb7I/AAAAAAAAAPA/BUEAsuDHMx8/s1600-h/seloparablog.png"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SZoUfd5Gb7I/AAAAAAAAAPA/BUEAsuDHMx8/s320/seloparablog.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303574042014805938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Bem, eu deveria repassar pra algumas pessoas, acho, mas como estou com muito sono, então faço isso depois certo? Ok beijos que quarta começam minhas provas e eu acho que já chorei o tanto de lágrimas pra se fazer um mar, como Alice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-3559214670258855079?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/3559214670258855079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=3559214670258855079&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3559214670258855079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3559214670258855079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/02/historias-sao-espelhos.html' title='Histórias são espelhos'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SZoUfd5Gb7I/AAAAAAAAAPA/BUEAsuDHMx8/s72-c/seloparablog.png' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4687990583340728240</id><published>2009-02-09T22:14:00.003-03:00</published><updated>2009-02-09T23:01:06.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Rotina</title><content type='html'>Acorda, sono, despertador, sonho, pálpebras pesadas, dormir de novo, não, não vai, tem que acordar, levanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anda, chão frio, olha a hora, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seis horas da manhã,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;tá tarde, tem que ir logo, vai no banheiro, espelho, cara amassada, cabelo bagunçado, olheiras. lava o rosto, água, às vezes branca, às vezes não, ai essa Cagepa*. gargareja, tira o gosto ruim, pega remédio, vai na cozinha, água gelada, engole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tira a roupa, vai tomar banho, amarra o cabelo, entra no chuveiro. água gelada, arrepia da cabeça aos pés, que não tem pêlo, acostuma, passa sabonete, deixa a agua cair nos ombros. relaxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dois saindo do chuveiro, se enxuga, veste a calça e o sutiã. perfume, desodorante, pente no cabelo, vai comer. melancia, pão, queijo, café. às vezes sucrilhos, às vezes não. nunca biscoito, não enche. termina, olha a hora, quinze para as sete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"eu demoro demais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais perfume, mais desodorante, veste a blusa. checa a bolsa, vê quais aulas tem hoje. humanas, cinco, exatas, duas, leva caderno de humanas. amanhã exatas. "tenho que me acostumar a levar os dois". bolsa pesada, coluna curvada. mp3 no pescoço, solta cabelo, brinco, falta alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sai de casa. sol, calor, ninguém na rua. sobe as cinco ruas, os transeuntes - adoro essa palavra - às vezes te olham, às vezes não. uns com olhos famintos, outros apenas te veêm. chega na parada cantando baixinho, e balançando a cabeça. "acho que o segurança deve desconfiar que eu sou louca". foda-se, sou mesmo, e quem não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;atravessa a Epitácio**, espera, às vezes muito, às vezes não, pega ônibus. hora mais feliz do dia: ouvir música no ônibus. quinze minutos, escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bom dia, como essa parte da escola é cheia de criança, sobe as escadas, cansada, joelho e pernas doem, às vezes sim, às vezes não. pessoas desconhecidas no andar de cima, vai para a sala, joga a bolsa na primeira carteira, que é azul e dá dor na coluna, vai lá pra fora. a outra melhor hora do dia: ficar na balaustrada do colégio pensando: como esse colégio vai fazer falta... como essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fase &lt;/span&gt;vai fazer falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nostalgia, toque, marisa monte, vilarejo, viaja. professor, aula, matemática, arg, mas sabe resolver algumas, outras não, e sente vergonha. insegurança bate, às vezes vai embora logo, às vezes não. caixa de som quebrada, ruídos, é o toque, próxima aula. tédio, aula de história. ninguém merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sono, tédio, barriga começa a dar uma dor. intervalo, às vezes fome, às vezes sem fome, mas come assim mesmo, depois é pior. foda-se, vai almoçar jajá. mais quatro aulas, a última sempre a mais cansativa. conversas, as que salvam a nossa vida de cada dia. não queria perder isso por nada, mas sabe que vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma hora da tarde&lt;/span&gt;, liga pra mãe, "tem almoço? não. então vou almoçar aqui. certo, te vejo em casa, beijo." almoço, quatro e cinquenta com um copo de suco e uma sobremesinha grátis. come, descansa, dois minutos. levanta, paga, sai, atravessa a rua e pega o primeiro ônibus que passa. dá pra ouvir música, Muse, Starlight, música linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desce do ônibus, anda as cinco ruas de volta cantando, bolsa pesada, coluna curvada, pescoço tenso. energia toda concentrada nos ombros, chakra do coração, como faz pra regular?. chega em casa, pega a toalia, esbaforida, tira a roupa, vai tomar banho. refresca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bebe água, respira. cinco, dez minutos. senta. vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estudar, três provas pesadas no final do ano, afinal, porque esse vestibular tem que ser dividido? vou me foder, não vou, tem que estudar, hoje é segunda, é pss 3. física, duas partículas que se repelem, ou se atraem? os opostos se atraem. na física, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;três e quarenta, levanta, guarda os cadernos, troca de roupa, cultura inglesa. caminho, às vezes ouve música, às vezes não. "cadê o gatinho que sempre passava por aqui? deve ter mudado de horário". pessoas, conversas, a terceira melhor hora do dia: aula na cultura. pena que só tem duas vezes na semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;volta da aula sorridente, caminha leve, aula de teatro jajá. chega em casa, come, estou gorda, foda-se, vai para aula. pega onibus, ouve música, colégio, crianças, escuro, teatro. gente legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aulas boas, em geral, oficinas experimentais e que funcionam. "espero que continue assim", acaba a aula, volta de carona, chega em casa em Caminho das Índias. "quando começar o bbb me chama", toma banho, camisola, vai ler Orgulho e Preconceito. deu sono, vai pro computador. escrever, conversar com sono é foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vai dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acorda, sono, despertador, sonho, pálpebras pesadas, dormir de novo, não, não vai, tem que acordar, levanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tem a inspiração, vai a rotina mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, eu me afasto, mas não consigo, to sempre visitando aqui, mesmo que sem tempo. Tempo, o que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda vamos dizer passaremos a noite na net, vagabundando. férias tão aí, haha, é em julho ainda. Maristãaaaao!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansaço antes do tempo?!&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;*Cagepa: é o lugar onde cuida da água e do esgoto aqui, às vezes funciona bem, às vezes não.&lt;br /&gt;**Epitácio Pessoa: principal da cidade de João Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4687990583340728240?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4687990583340728240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4687990583340728240&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4687990583340728240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4687990583340728240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/02/rotina.html' title='Rotina'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-495435667625054571</id><published>2009-01-29T16:56:00.006-03:00</published><updated>2009-01-29T17:04:43.113-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='selo'/><title type='text'>Selo famoso esse, hein?</title><content type='html'>E eu achava que ia ficar de fora... (doce on) hahhaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acho que todo mundo já sabe então lá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” Que vc acabou de ganhar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SYIKSr9SPkI/AAAAAAAAAOw/eu085huDsec/s1600-h/selomaneiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 131px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SYIKSr9SPkI/AAAAAAAAAOw/eu085huDsec/s320/selomaneiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296807427894820418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Poste o link do blog que te indicou.(muito importante!!!)&lt;br /&gt;Tudinho?&lt;br /&gt;http://blogdomaluco.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://nandaaamaral.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://monocor.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://brunaboo.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://toscoporsertosco.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Indique 10 blogs de sua preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou repassar pra acabar com essa parada logo:&lt;br /&gt;http://toscoporsertosco.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://blogdomaluco.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://nandaaamaral.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://monocor.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://brunaboo.blogspot.com/&lt;br /&gt;e pra mais alguns só pra completar:&lt;br /&gt;http://lardalara.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://layzcostta.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://miishoji.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://laemcasa.wordpress.com/&lt;br /&gt;http://decodedjamie.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Avise seus indicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passem ae!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Publique as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&amp;amp;B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarooo que vou mandar hhahaa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pq não tem nada interessante mesmo ;D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-495435667625054571?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/495435667625054571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=495435667625054571&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/495435667625054571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/495435667625054571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/01/selo-famoso-esse-hein.html' title='Selo famoso esse, hein?'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SYIKSr9SPkI/AAAAAAAAAOw/eu085huDsec/s72-c/selomaneiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-888168112910346065</id><published>2009-01-23T07:22:00.006-03:00</published><updated>2009-01-25T18:27:54.163-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Livros e laranjas-cravo</title><content type='html'>- Então, o que você vai querer?&lt;br /&gt;- Sabe, eu estava pensando. Quais são as principais coisas que um ser humano deve fazer?&lt;br /&gt;O homem, meio hesitante, pensou um pouco. Não parecia entender, mas respondeu assim mesmo:&lt;br /&gt;- Talvez plantar uma árvore.&lt;br /&gt;- E porque? - perguntou a menina.&lt;br /&gt;- Talvez para ter um mundo melhor.&lt;br /&gt;- Essa cidade é lotada de árvore e eu não vejo melhora nenhuma nesse mundo - rebateu ela, olhando para a fileira de livros acima de sua cabeça.&lt;br /&gt;Seguiu-se um silêncio. O homem parecia meditar. Aproximou alguns milímetros seu rosto do pescoço dela, imperceptível. O cheiro dela era doce como laranja-cravo.&lt;br /&gt;- Qual será a segunda? - Ela quebrou o gelo. O homem afastou-se abruptamente, parecendo ter levado um susto. Ela não percebeu, ainda fitava os livros na estante acima.&lt;br /&gt;- Dizem que é ter filhos.&lt;br /&gt;- Mas filhos só trazem mais desgraças. Veja, quanto mais filhos você tem, mais dinheiro você precisa. Logo, precisa trabalhar mais. Logo, não terá tempo de cuidar de seus filhos. E aí eles irão por caminhos errados e você vai ficar se culpando pelo resto da vida por ter feito sexo naquela noite, sendo que a camisinha ficava só no armário do banheiro ao lado.&lt;br /&gt;- Isso é uma visão muito fria sua - rebateu ele, fitando aquele cabelo ruivo e ondulado, tentando não se entorpecer.&lt;br /&gt;- E qual a sua visão acalorada? - perguntou ela, virando o rosto abruptamente para fitá-lo. Ele desviou os olhos, tímido.&lt;br /&gt;- Não sei. Talvez um filho seja a sua maior realização por estar passando seu gene para frente. É como se fosse uma forma indireta de dizer que você ainda está nesse mundo. De uma forma ou de outra, parece ser bem interessante ter filhos. As mulheres ficam mais doces e dizem que os corações dos homens amolecem.&lt;br /&gt;- Só nos primeiros seis meses. Depois vai ficando cada vez pior.&lt;br /&gt;- Você não é fácil, hein? - comentou ele, soltando um sorrisinho de brincadeira. Ela não percebeu. Voltou o olhar para a estante à sua frente.&lt;br /&gt;- Uma vez me disseram que para um homem ser feliz precisa escrever um livro.&lt;br /&gt;Silêncio. O homem outra vez parecia meditar. As palavras entravam devagar na sua mente. Profundas. Ondulantes, como os cabelos ruivos dela. Alguns segundos depois, ele respondeu, com um fio de voz:&lt;br /&gt;- Eu acho que essa daí é verdade.&lt;br /&gt;- Porque? Você já escreveu um livro? - Ela pareceu empolgar-se. - Sente-se realizado?&lt;br /&gt;- Não. Mas já tentei escrever e não deu muito certo. Me perdi nas idéias e depois, por falta de tempo, ou por mais alguns motivos que não lembro, acabei esquecendo e perdi o caderno.&lt;br /&gt;- Então você não se sente realizado?&lt;br /&gt;O homem abaixou a cabeça, pensativo. Aquela menina sempre o deixava com o pensamento longe. Mesmo sendo mais nova que ele, ela sempre tinha aquele ar de esperteza. E isso o deixava tão pensativo, às vezes cheio de lembranças. E foi exatamente naquela hora que ele se lembrou de quando começou a escrever, quando a idéia ainda parecia-lhe fresca na mente. A ansiedade de terminar tudo logo o consumia, aquele desejo ardente de contar sua história. E, com o passar dos dias, a angústia da falta de tempo foi aumentando, a cabeça cheia de tudo, menos de idéias novas para o seu livro. Sentiu-se vazio. Encarava aquela folha de papel branca, com as linhas azuis escuras. Irritado, ele jogou o caderno no lixo e foi dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se sente realizado? - repetiu ela, acordando-o do sonho num susto.&lt;br /&gt;- Não sei ao certo. Sempre fui rodeado de livros. Por toda minha vida sempre gostei de ler, escrever, pesquisar, observar, tudo que envolvesse leitura e escrita. Mas quando fui tentar, não deu muito certo.&lt;br /&gt;- Aposto que faltou inspiração.&lt;br /&gt;O homem hesitou. Respirou profundamente, tentando não dar margem as suas lembranças.&lt;br /&gt;- Talvez. É. Acho que sim.&lt;br /&gt;Agora ela estava abaixada, olhando os livros da última prateleira. Ele fitava suas costas nuas curvadas, a coluna tão reta aparecendo por debaixo da pele branca. Algumas sardas se espalhavam pelo corpo. Ele tentou não pensar em como seria ela totalmente nua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se levantou. Passou a mão pelos livros a sua frente, procurando algo sem muito interesse. Parecia despreocupada, apesar das olheiras entregarem que ela passou a noite em claro. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde?&lt;/span&gt; - perguntou-se o homem. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em boates? Em bares? Lendo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele seguia seus movimentos, complacente, esperando algo mais. Estava prestes a fazer a pergunta de todos os dias quando ela falou:&lt;br /&gt;- Onde você procura inspiração?&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Para terminar o  seu livro. Ou para tê-lo começado. De onde veio? E para onde foi?&lt;br /&gt;- Não sei. Já li que os grandes escritores conseguem tirar seus melhores personagens do meio em que eles vivem. Do mundo mesmo, sabe? Mas, de repente, tudo para mim pareceu tão sem sentido.&lt;br /&gt;Outro silêncio. Agora quem parecia pensar era ela. Fitava o livro que havia tirado da estante, sem abrí-lo. Só olhava a capa.&lt;br /&gt;- Eu posso te dar uma dica? - perguntou ela.&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;- Veja só: eu venho aqui todo santo dia, procuro um livro interessante, mas nunca tenho dinheiro para comprar nada. Venho, olho essas prateleiras tanto que já sei de cor onde fica cada livro. E nunca acho nada interessante. Quando acho, não tenho dinheiro. Isso não parece pertinente para você?&lt;br /&gt;- Sim. Parece. - Ele franziu o cenho, ainda meio que sem entender.&lt;br /&gt;- Então o que você está esperando para ir escrever sobre essa personagem que eu acabei de criar?&lt;br /&gt;Foi como se o mundo ao seu redor clareasse. De repente, aquele aparente vendedor comum de uma livraria pequena no centro da cidade estava totalmente aliciado por uma nova idéia. Aquela garota, que antes ele nem chegava a dar atenção, lhe pareceu mais interessante do que ele havia sequer imaginado. Os gestos dela, por mínimos que fossem, pareciam cada um contar uma história. Solitários. E juntos. Tudo ao mesmo tempo. Ela era uma mistura de vários livros, de várias histórias jamais contadas. Histórias novas e antigas. Modernas e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oldschool&lt;/span&gt;. Tudo nela era uma história diferente, e ele queria contar uma, ou todas aquelas histórias. Todas. Era isso. Ele queria contar sobre ela. Em seu livro.&lt;br /&gt;Ela seria o seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como por piloto automático, ele refez a pergunta de todos os dias, mas não pareceu ouvir quando ela respondeu:&lt;br /&gt;- Vou querer o seu livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-888168112910346065?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/888168112910346065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=888168112910346065&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/888168112910346065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/888168112910346065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/01/livros-e-laranjas-cravo.html' title='Livros e laranjas-cravo'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-418682250042987543</id><published>2009-01-21T03:38:00.010-03:00</published><updated>2009-01-21T23:23:39.656-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Coraline</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não é um conto, então se estiver sem paciência para ler qualquer besteira, nem precisa descer a barrinha de rolagem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Contém spoilers(não é assim que dizem?)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contos de fadas são a pura verdade: não porque nos contam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que os dragões existem, mas porque nos contam que eles podem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser vencidos.&lt;/span&gt;"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Sempre que um livro começa com algo que me atrai, algo que me prende a atenção ou me faz brotar um sorrisinho no rosto, eu vou até o fim. Geralmente, é dessa forma que eu escolho os livros que ninguém me indica. Entretanto, a maioria dos livros que leio, ou já vi resenhado em algum lugar - geralmente em blogs - ou são as pessoas que me falam. Mesmo que o palpite dos outros não conte muito, são poucos os casos que me arrependo (até porque tenho poucos amigos que tenham afinco por leitura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, quando se lê um livro no qual exista um filme, a primeira coisa que vem a mente é: o livro é melhor que o filme. Eu não sei de fato, mas todos os livros que li e que depois vi o filme, eu consegui apreciá-los de uma forma singular. Tanto o livro quanto o filme eram bons, na minha opinião.  Outra coisa que possa parecer ruim é o escritor ou o roteirista. Muitas vezes você se engana, achando que só porque o escritor/roteirista é consagrado é que é bom, realmente. Não, não é. Assim como na leitura, como nos filmes, e como em qualquer outra coisa, gosto é que nem nariz, cada um tem o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, não é porque eu acho um escritor/roteirista bom que você ache o mesmo. Todo mundo sabe disso. Bem, então o que acontece é que, depois que li Sandman na siciliano (não iria comprar porque custa 60 pilas, e eu realmente nunca na minha vida darei 60 reais num livro de quadrinhos), e procurar um pouco mais sobre o Neil Gaiman na internet, vi que ele fazia fama por tudo quanto é lado. Quadrinho de adultos, eu li uma vez. Como eu me sinto a pessoa mais infantil do mundo, fui ler e acabei gostando, de verdade.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SXfRVR-I8nI/AAAAAAAAAOI/rw3H24U1Gyg/s1600-h/Coraline450x600.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 286px; height: 394px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SXfRVR-I8nI/AAAAAAAAAOI/rw3H24U1Gyg/s320/Coraline450x600.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293930050528801394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que aconteceu foi que um amigo meu - o &lt;a href="http://folhascaindo.blogspot.com/"&gt;JR&lt;/a&gt; - me mostrou um trailer de um filme que vai lançar no cinema ainda esse ano. E, ainda por cima (e foi o que mais me atraiu), em animação. Claro, só podia ser animação. Porque, afinal de contas, de quem seria a obra do filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do "quadrinista para adultos", o senhor Neil Gaiman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei me interessando mais pelo filme - o trailer, no caso - do que pensava. Daí, quando vi que o filme era baseado (inspirado, não sei) numa obra do Gaiman, aproveitei e baixei a obra. E, por mais que pensem ser impossível, não é. Li o livro inteiro em PDF., no caso, em e-book. E não me arrependi, de jeito nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que tem essa mania de ficar comparando o livro com o filme. O que é uma coisa impossível, já que um filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nunca&lt;/span&gt; vai ser igual a um livro. E, mais uma vez, eu espero que o filme seja diferente, sim. No próprio livro há muita coisa inútil, algumas ações da personagem que realmente são desncessárias, mas eu acredito que seja para mostrar o tédio mortal que a menina sentia em casa. Nesse aspecto, o filme é bem mais trabalhado, bem melhor. Mas tiro as minhas conclusões pelo trailer, então eu mesma me julgo precipitada. Ainda mais que eu não sou realmente ninguém para julgar nem dizer nada, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro era para ser infantil, mas tenho que adimitir que tem algumas coisas que assustam qualquer adulto. E essa é a parte mais interessante - o jeito livre que o autor tem de dar as cenas mais grotescas uma escrita leve e de fácil compreensão, talvez por isso que o livro seja considerado infantil - o que não deixa de ser característica do Gaiman. E, também, algumas coisas acontecem no trailer que não tem no livro, e vice-versa. Como era de se esperar em qualquer obra. O que conta é a essência do livro, o foco principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu nada tenho a reclamar do livro. É muito interessante e é difícil não ficar preso, só se você tiver muita dificuldade para ler no computador. Eu não tenho, nem me importo e não durmo mesmo (acabei esse livro às 03h46 da manhã aqui, que no resto do Brasil eram 04h46), aproveitei o tempo e acabei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Mini-sinopse:&lt;br /&gt;Coraline é uma menina muito esperta. Ela se diz exploradora do lugar onde para onde há pouco se mudara - uma casa grande com três casas juntas. A da menina é a do meio. No andar de baixo estão duas senhoras que pertenciam completamente ao teatro quando mais novas, e ficam relembrando isso o tempo inteiro. No andar de cima há um velho que só se sabe o nome dele no último capítulo e que treina ratos para que cantem em uma banda - ou façam um show, o que dá na mesma. A menina, uma hora, fica entendiada e pergunta ao pai o que fazer. O pai manda que ela conte todas as portas e janelas da casa,  e é aí que a história começa. A menina de repente acha uma porta que, atrás dela, aparentemente não tem nada. Só uma parede de tijolos. Mas, um dia, ela descobre um outro mundo atrás dessa porta. E o que tem por lá só sabe quem vai ler o livro ou vai assistir ao filme.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é porque é novo que eu gostei. Eu gostei primeiro porque é animação, e eu adoro desenhos, coisas feitas de massinha de modelar que formam filmes incríveis, e fantasiosas. Ainda mais com lições enormes por trás - por mais infantis que sejam. Segundo porque a obra é inspirada no escritor que eu considero consagrado, mas muito merecido. E terceiro que o filme é do diretor de um dos outros filmes de fantasia que eu adoro (The Nightmare Before Christimas - O estranho mundo de Jack).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como eu sei que pouca gente vai ler sequer isso aqui, ao menos vejam o filme. Não é só porque é desenho que é porcaria, que é besteira. Pode ser muito mais do que você pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, dentro de cada filme ou livro desse, haja uma porta com uma aparente parede de tijolos atrás. Mas você só precisa de um pouco mais de atenção para descobrir um mundo novo atrás disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser ver o trailer, clique &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=LO3n67BQvh0"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Quem quiser baixar o livro, é só procurar no espins né, pelamordedeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-418682250042987543?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/418682250042987543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=418682250042987543&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/418682250042987543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/418682250042987543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/01/coraline.html' title='Coraline'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SXfRVR-I8nI/AAAAAAAAAOI/rw3H24U1Gyg/s72-c/Coraline450x600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-7065373387455751075</id><published>2009-01-12T01:15:00.006-03:00</published><updated>2009-01-12T01:40:11.986-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Falar de mim</title><content type='html'>Eu poderia passar horas e horas aqui relatando um conto que está na minha cabeça. Poderia controlar todos os meus afazeres amanhã, poderia ir dormir já que tenho que acordar às nove, e nem sei se vou mesmo. Poderia sair de casa e ir beber, ou fazer qualquer outra coisa. Poderia ligar para minha melhor amiga e acordá-la para falar de garotos, ou de qualquer outra coisa só para tirá-la do sono. Eu poderia ser eu hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu quero sentir a chuva cair nos meus ombros, molhar minha pele e arrepiar todos os meus pêlos do corpo. Hoje eu quero sair sem dizer nada a ninguém, quero sentir a noite me abraçar, imensa. Quero olhar para o céu e contar a estrelas, mesmo se for dia. Se o amanhecer estiver aí, eu quero cegar com a luz do sol. O Rei do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu quero sentir essas palavras desgovernadas passearem pela minha cabeça, saírem nos meus cabelos, correrem pelos meus ombros, braços, antebraços e caminhar até os meus dedos e pular no trampolim da ponta dos meus dedos. Sem a intenção qualquer de sentido, hoje eu quero apenas sentir. Sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia já se foi, a noite pegou no sono fácil e a madrugada está mais fosca do que ontem. Ontem ela estava acesa, acesíssima. Com ondulações. Mas acesa e borbulhante, como um caldeirão de uma bruxa. A bruxa que coordena esse universo. Across the Universe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu vi um livro dos beatles e continuo viciada, parece carma. E eu, lá na siciliano, lendo sozinha no meu mundo, senti de novo todas as musicas que me tocam o coração. Além da letra, impossível de não ficar grudada no jukebox da cabeça, também li a história de cada música, como Lucy in the Sky with Diamonds não foi uma intenção de ser algo alusivo ao LSD, que os caras usavam sem precisar de mensagens secretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também não sei ser secreta, não tanto assim. Não preciso de mensagens subliminares para demonstrar uma coisa, mas gosto de metáforas entendíveis - coisas viajosas que nem sequer o autor intende é dose. Uma vez me disseram que eu era bem direta e rápida no gatilho, e que isso era bom pra mim. Às vezez concordo, às vezes não. Queria um dia ser um pouco menos explícita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia escrever sobre tudo, hoje. Mas só queria falar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra não dizer que não fiz nada nesse post, a lista do Top 5 que o &lt;a href="http://www.jefferson.blog.br/"&gt;Jeff&lt;/a&gt; pediu dos livros lidos em 2008:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Crepúsculo - da série A Mediadora (Meg Cabot)&lt;br /&gt;- O estranho caso do cachorro morto (Mark Haddon)&lt;br /&gt;- Crepúsculo (Stephen Meyer)&lt;br /&gt;- Laranja Mecânica (Anthony Burguess)&lt;br /&gt;- A mulher da casa ao lado (Barbara Delinsky)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem eclética eu, né? O meu total de livros lidos em 2008 - depois de muita força no cocuruto - foram 9. Esses foram os melhores, e destaque para o primeiro, que foi toda a série (são 6 volumes) lidos no celular. Rá, eu sou ninja e consigo(!) ler tranquilamente no cel =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xeros&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-7065373387455751075?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/7065373387455751075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=7065373387455751075&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7065373387455751075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/7065373387455751075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/01/falar-de-mim.html' title='Falar de mim'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1398854732404037867</id><published>2009-01-08T03:47:00.005-03:00</published><updated>2009-01-09T00:34:42.572-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Eu não fui embora, hahaha</title><content type='html'>Ninguém nunca soube. Nem mesmo seus pais, os principais participantes de suas vidas. Ninguém jamais suspeitou. Quando, uma noite, a coisa chegou ao limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu preciso contar a eles, Débs - disse ela, ansiosa. - Não dá mais para agüentar.&lt;br /&gt;- Não pode. Não podemos. Imagina o que eles iriam pensar? Você não faz idéia de como seria a reação do meu pai.&lt;br /&gt;- Nem sei a do meu - replicou Ângela - Só sei que as coisas precisam mudar. Não sei se consigo mais viver às escondidas. Não sei se consigo mais me censurar do teu olhar na frente dos outros.&lt;br /&gt;- Precisam mudar, e vão mudar - disse Débora, com uma intuição tão certa quanto o verde de seus olhos - Mas não será por nós duas. Muito menos agora.&lt;br /&gt;- E porque não? - indagou Ângela, completamente incompreensiva.&lt;br /&gt;- Porque somos crianças, Angel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Estranho como não consigo deixar assim, sem mais nem menos, um blog. Acho que isso já faz parte de mim, da minha rotina assim que ligo o pc. Mas não quer dizer que eu vá voltar a escrever fervorosamente, do mesmo jeito de antes. Talvez seja a minha vontade de não querer deixar esse cantinho às aranhas e traças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, esse foi o máximo que consegui escrever aqui para o blog, e que tal eu contar com a ajuda de vocês para continuar essa história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu os desafio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi um meme (adooooro) do &lt;a href="http://blogdomaluco.blogspot.com/"&gt;Vinícula&lt;/a&gt; e responderei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 6 regras do meme são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Linkar a pessoa que te indicou.&lt;br /&gt;2 - Escrever as regras do meme em seu blog.&lt;br /&gt;3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.&lt;br /&gt;4 - Indicar mais de 6 pessoas e colocar os links de acordo.&lt;br /&gt;5 - Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.&lt;br /&gt;6 - Deixar os indicados saberem quando você publicar seu post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 coisas aleatórias sobre mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou indecisa pra caralho (e isso não é nenhuma novidade).&lt;br /&gt;- Basta um sorriso sincero e um abraço apertado para me acordar de um suposto mal humor matinal.&lt;br /&gt;- Não consigo evitar algumas coisas (um bocado, aliás).&lt;br /&gt;- Sou mal humorada pra caralho quando tou com sono (e sem bebida) e depois de acordar.&lt;br /&gt;- Acho que encontrei uma banda para chamar de Preferida.&lt;br /&gt;- Eu não sei desenhar, e sou frustrada por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz, não sei se tenho as 6 pessoas pra indicar, mas vamo lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra &lt;a href="http://ciciando.blogspot.com/"&gt;SW&lt;/a&gt;, que adora um meme&lt;br /&gt;- Pra &lt;a href="http://botandopra-fora.blogspot.com/"&gt;Kari&lt;/a&gt;, que eu descobri quem era seu namorado antes mesmo das evidências&lt;br /&gt;- Pra &lt;a href="http://brunaboo.blogspot.com/"&gt;Bruna&lt;/a&gt;, que eu não sei se responde isso, mas mando assim mesmo&lt;br /&gt;- Pra &lt;a href="http://layzcostta.blogspot.com/"&gt;Layz&lt;/a&gt;, que não se esqueceu de mim (como eu temia)&lt;br /&gt;- Pro &lt;a href="http://monocor.blogspot.com/"&gt;Jao,&lt;/a&gt; só pq ele é meu amigo&lt;br /&gt;- Pra &lt;a href="http://meparecevital.blogspot.com/"&gt;Melina&lt;/a&gt;, que eu não sei se vai responder ou sequer ver isso aqui, também não tenho como avisar :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Incrível como eu me sinto inspirada só em ler um blog. Agorinha (03h30 da matina) acabei de achar um blog muito supimpa, e já &lt;a href="http://literaturavil.blogspot.com/"&gt;linkei&lt;/a&gt;. Adoro achar coisas avulsas e que me deixam assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xeros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1398854732404037867?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1398854732404037867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1398854732404037867&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1398854732404037867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1398854732404037867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/01/eu-no-fui-embora-hahaha.html' title='Eu não fui embora, hahaha'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6937658724891231758</id><published>2009-01-03T14:08:00.004-03:00</published><updated>2009-01-09T00:34:03.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Eu mudei</title><content type='html'>Eu mudei. Realmente, agora, depois que me disseram isso, eu reconheço. Mudei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como, muito menos por qual razão isso aconteceu. Só sei que mudei, acho que estou mais sozinha e talvez esteja gostando disso... Uma coisa completamente diferente da minha raça, mas é. É o que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa foi a saída que eu achei para superar meu ex. Quem me conhece bem sabe que eu odeio rompimento de relações, seja esta amizade ou namoro. Ou qualquer outra coisa. Sempre fui dependente demais das pessoas, nunca me achei capaz de "comandar um exército". E parece que agora eu estou tentando achar esse caminho... E dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu mudei. E acho que vou me sair um pouco daqui. O blog já não é mais o mesmo, mesmo que eu tente me forçar a escrever um conto interessante. Ou qualquer coisa interessante. As pessoas estão percebendo - e eu percebi que elas perceberam - que eu estou diferente. Minha escrita está diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez amanhã mesmo eu poste outra coisa, algo que eu queira ver como é que fica no papel. Mas, acho que não. Não vou "fingir contra o direito de ser natural", como um grande amigo meu me disse uma vez. Então, forçar pra quê? Não vai mudar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é despedida, apesar do cheiro de despedida. É só que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Sou adolescente em transição, é difícil demais entender e explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, que 2009 recomeçe a cada dia. Pra mim e pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xeros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6937658724891231758?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6937658724891231758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6937658724891231758&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6937658724891231758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6937658724891231758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/01/eu-mudei.html' title='Eu mudei'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4916651334650508445</id><published>2009-01-01T23:26:00.006-03:00</published><updated>2009-01-01T23:50:42.382-03:00</updated><title type='text'>Revei On</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SV17ikK5W_I/AAAAAAAAANU/yzfXuKdYxAo/s1600-h/lindoooooooooooooooooooooooooooooo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SV17ikK5W_I/AAAAAAAAANU/yzfXuKdYxAo/s320/lindoooooooooooooooooooooooooooooo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286517371357977586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;[adoro essas fotos, sempre fico subindo a bolinha do mouse loucamente achando que depois do tronco tem uma cabeça e a foto é grande demais q eu não consigo ver hehhehee]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eu não entendo porque todo mundo veste branco no Revei On&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;*&lt;/span&gt; e diz que quer paz pro mundo inteiro... Porra, não tem como ter paz no mundo inteiro se na noite em que Copacabana arrasa no show de fogos, no Oriente Médio, por exemplo, os fogos são pra matar sem dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais que não tem por qual motivo você desejar algo que você também quer para as outras pessoas. Gente que, apesar de estar inconscientemente ligada a você, você nunca chegou a conhecer. É inútil dizer "eu quero PAS&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;**&lt;/span&gt; no mundo todo, que acabem com essas guerras" se 1) &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;você&lt;/span&gt; é o causador das guerras e 2) você também quer paz para si, paz em casa, paz de espírito, a paz que seja. Todo mundo quer algo para si. Pensar no bem-comum é babaquice, sinceramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem me chamar de egoísta. Mas, pensa bem, pra que eu vou desejar uma coisa para as outras pessoas fazerem, se eu posso realizar aquilo? Se eu posso me mudar? E é bem mais fácil mudar alguém que você sabe qual vai ser a reação, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conhece de verdade &lt;/span&gt;do que mudar os outros, que cada piscadela é um mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se você quer paz para o mundo inteiro, então peça paz para si mesmo, porque assim você - mesmo que não perceba - além de sentir e ter o que pediu, vai estar jogando isso para o mundo a sua volta. Empiricamente. Se quer amor, seja amável. Se quer dinheiro, então faça por onde. &lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que pareça sorte de hoje do orkut, "o mundo ao seu redor só muda se você mudar primeiro". E a melhor pessoa para mudar você é você mesmo &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;[alguém que me disse isso, mas não lembro quem foi]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, que 2009 seja um ano... o que você quiser que seja.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;*Revei On - trocadilho que roubei de um amigo meu. O que é igual a "Reveillon" né?!&lt;br /&gt;**Piadinha interna da &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=55347613"&gt;FAOT&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4916651334650508445?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4916651334650508445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4916651334650508445&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4916651334650508445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4916651334650508445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2009/01/revei-on.html' title='Revei On'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SV17ikK5W_I/AAAAAAAAANU/yzfXuKdYxAo/s72-c/lindoooooooooooooooooooooooooooooo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8574700421640908391</id><published>2008-12-19T17:58:00.004-03:00</published><updated>2008-12-22T00:38:54.341-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Críticas valem a pena?</title><content type='html'>Um dia, eu e minhas amigas saímos para o intervalo da escola, e uma delas estava conversando conosco sobre sua infância. Quando pequena, essa minha amiga tinha uma tia que vivia reclamando, zombando dela porque ela era gorda. Sabe, coisas que tias chatas costumam dizer: "Menina, tu come demais!", "Olha a gula", "Que menina gorda, Dona Fulana" falando com a mãe dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a partir daí, essa minha amiga, mesmo pequena na época, criou um sentimento de raiva, ódio pela tia. Certo, eu até concordo, tudo bem que ela fique com raiva porque a tia julgava ela mal. Mas, tem certas coisas que não precisam ganhar necessariamente um rancor porque julgou mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgar é fácil. Muito, infinitamente mais fácil do que elogiar. Conheço gente que não solta um elogio por nada nesse mundo, só em casos muito raros. E também conheço gente que não os dispensa. Assim, a coisa é equilibrada. Até aí, tudo bem. Mas será que tudo o que nós julgamos é necessariamente válido? E pode ser ruim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um no mundo convive com críticas, sabe usá-las para bem ou para o mal. Na verdade, para criticar alguém vendo os aspectos negativos é muito mais eficaz, assim você demonstra o que a outra pessoa tem de ruim que você não tem, comparando-a a você mesmo. E, do mesmo modo, demonstra uma certa superioridade por aquela pessoa. Enfim, é fácil e eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, nem toda crítica serve para especificamente criticar ou julgar algo de ruim. As críticas também podem vir para o bem. Para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu&lt;/span&gt; bem. E porque não? Imagina se a tia da minha amiga, por exemplo, nunca dissesse à ela que ela era gorda, que precisava emagrecer e tudo mais? A menina iria continuar do jeito que estava, comendo sem pensar nas conseqüências, até que algum santo milagre a fizesse ver sua situação. Ou ela mesma ver a própria situação. E ver a própria situação é outro problema, até maior, e assunto para outro post também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As críticas podem ser pontos de partida para uma leve mudança de hábito, no físico, ou qualquer outra coisa que esteja incomodando. Críticas podem servir para "abrir os olhos" da pessoa a quem se dirige, mostrando-a o que tem de ruim e que, com uma leve pincelada, isso pode ser mudado. Acontece que nem todas as mudanças são aceitas facilmente, e mudar exige muito esforço pessoal. É muito difícil mudar, ainda mais por um fator externo. Por isso que críticas são sempre mal vistas por todas as pessoas. Por serem sinônimo de julgamento, ou por verem aquilo que o atingido não quer ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, críticas podem ser benéficas. O que faz uma crítica má, um julgamento ruim tornar-se uma crítica benéfica, quase um elogio, ou quem sabe até um conselho, é a forma como elas são jogadas em você, ou que você joga nas pessoas. É a atitude das pessoas que muda. A forma delas lhe dizerem as coisas. A atitude da tia da minha amiga foi rude, sim, e é por isso que ela ficou com esse rancor. A sua atitude é o que pode transformar uma aparente crítica ruim, um julgamento errado e grosseiro, para algo que você queira realmente dizer, algo que esteja te incomodando na outra pessoa. Uma crítica benéfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticas valem a pena. Mas quando são bem dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;PS: Ficou confuso? Sejam sinceros!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8574700421640908391?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8574700421640908391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8574700421640908391&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8574700421640908391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8574700421640908391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/12/crticas-valem-pena.html' title='Críticas valem a pena?'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8464303350509970130</id><published>2008-12-17T19:03:00.004-03:00</published><updated>2008-12-18T23:11:45.324-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>"respeite mesmo o que é ruim em você"</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;"&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você mesma uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver.&lt;/span&gt;" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Clarice&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Lispector&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, era assim que Fernanda era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha mãe não sabe nada sobre mim - comentava ela comigo, enquanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;adávamos&lt;/span&gt; pelo pátio aberto da escola - Nada mesmo.&lt;br /&gt;- Como assim? - indaguei, curiosa - Toda mãe deve conhecer a filha, nem que seja um pouquinho. É pura intuição, puro sexto sentido.&lt;br /&gt;- Parece que para as outras mães, sim, mas para a minha não. Ontem eu cheguei em casa e não falei nada com ela, nem disse como foi a aula, nem nada. Só me tranquei no quarto e fiquei lá dentro a tarde inteira, estudando e lendo. Se eu saí, foram duas vezes, uma para ir ao banheiro e outra para comer algo. Mas ela já não estava mais em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu balancei a cabeça, consentida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À noite - ela continuou - eu não saí do quarto para festejar a chegada dela em casa, como sempre fazia. Fiquei lá dentro, só ouvindo seus barulhos já tão familiares para mim, e controlando a minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;empolgação&lt;/span&gt;. Acabei dormindo mais cedo do que o normal e hoje de manhã, o nosso silêncio era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pertubador&lt;/span&gt; dentro do carro. Me senti muito mal, mas deixei passar para ver o que acontecia. Talvez hoje eu faça isso de novo, para ver qual é a dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela não teve nenhuma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;reação&lt;/span&gt;? - perguntei.&lt;br /&gt;- Não aparentemente - respondeu Fernanda. - Mas vou fazer isso de novo hoje, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;vamo&lt;/span&gt; ver o que acontece.&lt;br /&gt;- Você tem certeza de que isso é uma boa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéia&lt;/span&gt;? Na verdade, você pode fazer isso só como se fosse um teste. Até aí, tudo bem. Mas não permita, de forma alguma, carregar essa atitude com você pelo resto da sua vida.&lt;br /&gt;- Porque você está me dizendo isso? - quis saber Fernanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, eu andei pensando e, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;poxa&lt;/span&gt;, tem tantas famílias por aí que não tem esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;contato&lt;/span&gt; que vocês têm. Mesmo que seja, para você, um tanto egoísta da parte de sua mãe, não falar com você do mesmo jeito que você fala com ela, mas vocês se dão bem, de uma forma ou de outra. E, caramba, isso faz muita falta ultimamente. Perceba: ninguém se importa mais se a mãe ou o pai está bem, só querem saber da forma como eles vão pagar seu novo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;tênis&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;notebook&lt;/span&gt;, ou o que eles quiserem. Não existe mais essa cumplicidade entre as famílias. E vocês têm isso! Vocês têm algo que a maioria perdeu!&lt;br /&gt;- Mas não é tão perfeito assim. - disse ela - Minha mãe não se importa com meus sentimentos. Eu falo muito com ela, e ela nunca parece estar ligada no que eu digo. Isso, para mim, não é ser cúmplice um do outro de jeito nenhum.&lt;br /&gt;- Mas, veja, isso talvez seja apenas a sua impressão. Talvez você queira que ela seja mais expansiva, mais aberta, sendo que ela não é. Ninguém vai fingir ser uma coisa que não é. E, olha só, quem sabe ela não te teve assim, uma criança alegre e animada, para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exatamente&lt;/span&gt; se opor ao seu próprio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;acuamento&lt;/span&gt;. Fernanda, até mesmo os defeitos podem fazer de você o que você é. Além do mais, essa coisa de defeito é muito relativa. Para você, esse é o pior defeito dela - me corrija se estiver errada - mas, mesmo assim, não deixa de fazer dela o que ela é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda não me encarava, olhava para o chão de pedra, mas eu sabia que ela me ouvia com atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está dizendo - disse ela, ainda de cabeça baixa, a voz um pouco mais fina do que o normal - que eu não preciso mudar para agradar a minha mãe?&lt;br /&gt;- Claro que não! - exclamei - Você não precisa mudar. Só mude se você quiser, mas nunca pelos outros. Os outros têm  a obrigação de te aceitarem do jeito qual você se apresenta a eles. E esses "outros" não excluem seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um segundo, pude ver algo cair de seus olhos. Acho que era uma lágrima. Ela não levantou a cabeça até o sinal para a volta as salas tocar, nem menos me encarou. Quando o soou o toque, nós duas nos levantamos na mesma hora e, ainda sem me encarar, abraçou-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cuide bem do que você tem de melhor. E o que você tem de pior. Porque, no final das contas, é isso que faz com que você seja, simplesmente, você. - sussurrei no ouvido dela enquanto nos abraçávamos longamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu saí em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;direção&lt;/span&gt; a sala de aula. Ainda consegui vê-la sair correndo para o banheiro. Estava certa. Fora uma lágrima que caíra do seu rosto, há pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, eu recebi um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;selinho&lt;/span&gt;, mas tinha me esquecido de postar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;óh&lt;/span&gt;? Então, agora que finalmente lembrei, vou postar ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhei da lindíssima &lt;a href="http://pegueolapiseescreva.blogspot.com/"&gt;Bruna &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Bianconi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, coisa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;már&lt;/span&gt; linda do mundo o selo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;ameeeeeeeeei&lt;/span&gt; *-* Brigada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;beiber&lt;/span&gt;, você é dez, ainda mais por amar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;CQC&lt;/span&gt; assim como eu ;D&lt;br /&gt;Enfim, aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;*Postar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;selinho&lt;/span&gt; em seu blog, tendo consciência do propósito de Promover uma confraternização em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;blogueiros&lt;/span&gt;, homenagem à seus trabalhos.&lt;/span&gt; (ui)&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; *Dizer de quem recebeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; *Repassar a 'Declaração' para outros blogs (quantos quiser) que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;vc&lt;/span&gt; realmente queira declarar o seu amor por belos trabalhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; *Deixar link do homenageado, sem esquecer de avisá-lo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; *Postar as regras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SUsAdHqbYRI/AAAAAAAAANM/lUR4D-mbtDg/s1600-h/selooamuuh.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SUsAdHqbYRI/AAAAAAAAANM/lUR4D-mbtDg/s320/selooamuuh.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281315488295248146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lindo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repasso para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://essencianoar.blogspot.com/"&gt;Vanessa Essência&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e seu &lt;a href="http://www.danigma.blogspot.com"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;futuro&lt;/span&gt; namorado&lt;/a&gt; Daniel;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://vidaaescrita.blogspot.com/"&gt;menina&lt;/a&gt; da vida à moda escrita&lt;br /&gt;e pra &lt;a href="http://semverso.blogspot.com/"&gt;menina&lt;/a&gt; que falta verso, acho que vou comprar uns pra ela :P&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; (dã, que merda)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8464303350509970130?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8464303350509970130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8464303350509970130&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8464303350509970130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8464303350509970130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/12/respeite-mesmo-o-que-ruim-em-voc.html' title='&quot;respeite mesmo o que é ruim em você&quot;'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SUsAdHqbYRI/AAAAAAAAANM/lUR4D-mbtDg/s72-c/selooamuuh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-344076248215009641</id><published>2008-12-10T00:37:00.005-03:00</published><updated>2008-12-10T13:39:36.295-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mini-conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><title type='text'>P.S. (mini-conto)</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;D&lt;/span&gt;eixou uma carta sem envelope em cima da escrivaninha. Assim que deu as costas, o vento soprou da janela e levantou a folha dobrada. Nela, escrito nas últimas linhas, em letras muito bem desenhadas:&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/ST88lJFnOsI/AAAAAAAAAM0/dT8lb8zFDHA/s1600-h/PS_I_Love_You_by_pinkparis1233.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/ST88lJFnOsI/AAAAAAAAAM0/dT8lb8zFDHA/s320/PS_I_Love_You_by_pinkparis1233.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278003897093798594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;(PS: eu ainda te amo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressão minha, ou eu ando mais romântica, bobinha e mulherzinha do que o normal esses dias? Vocês estão percebendo isso por aqui? Estranho. (e não é TPM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-344076248215009641?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/344076248215009641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=344076248215009641&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/344076248215009641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/344076248215009641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/12/ps-mini-conto.html' title='P.S. (mini-conto)'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/ST88lJFnOsI/AAAAAAAAAM0/dT8lb8zFDHA/s72-c/PS_I_Love_You_by_pinkparis1233.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-2800424280938518306</id><published>2008-12-03T14:43:00.007-03:00</published><updated>2008-12-03T21:45:58.702-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Malas e Inspirações</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Parece que o mundo vai acabar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não é o mundo. Mas sim você e eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Essas foram suas últimas palavras antes de dar as costas e ir embora. Ele deixou-a sozinha na cozinha. Ela segurava a taça redonda de vinho, já seca. Os olhos marejados. Brilhantes com a luz do sol que penetrava pelas janelas, mas marejados. As lágrimas escorriam pelo seu rosto, vagarosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Era um domingo, e os pais dela haviam viajado. Ele viera para sua casa. Chegara cedo, trouxera malas.&lt;br /&gt;- Para quê isso tudo? - perguntou ela, curiosa.&lt;br /&gt;Ele não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não perguntou mais pois sabia que ele não diria agora o motivo daquele tanto de bagagens. Mesmo que insistisse. al sabia ela qual era a razão. Ela pegou uma das maletas e ele levou outra, subiram as escadas.&lt;br /&gt;No quarto dela, as janelas estavam trancadas. Ela fez o favor de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;abri&lt;/span&gt;-las, mesmo não gostando da ventania que normalmente entrava. Mas aquela tarde parecia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;úmida&lt;/span&gt;. Ele abraçou-a pelas costas enquanto ela fitava o jardim da vizinha.&lt;br /&gt;- Você está linda nessa roupa - comentou ele.&lt;br /&gt;- Você acha? Nem é nova - disse ela.&lt;br /&gt;- Não precisa ser nova para ficar bonita em você - dizendo isso, virou o corpo dela e encarou seu rosto - Você &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é&lt;/span&gt; linda - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;frizou&lt;/span&gt; o elogio. Ela derreteu-se nos braços dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde ele sabia, aquela era a garota mais linda que ele já conhecera. Mas um fato único tinha acontecido na sua vida, e não fazia pouco tempo. E esse fato era a razão de suas malas, e do seu olhar de quem vai embora. Contudo, ele tentava esconder esse olhar a todo custo. Ela não podia perceber. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me espera? Preciso de um banho. - disse ela. Ele assentiu.&lt;br /&gt;Ela entrou no banheiro, ele se sentou na cama de casal dos pais dela. Haviam deixado as suas malas no quarto dela e agora estavam no quarto dos pais. Ele não sabia quando eles voltariam, mas ela garantiu que não seria cedo. Ele podia tranquilizar-se. Retirou a colcha de cama, trocou os lençóis deles pelos dela. Tudo podia acontecer, e ele não queria levar a culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela saiu do banheiro, estava radiante. Vestia uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;lingerie&lt;/span&gt; cor de ouro, combinando com seus lindos cabelos castanhos e cacheados, que estavam soltos. A preferência dele. Os olhos dela estavam mais brilhantes do que quando o vira chegar. Usava um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;diadema&lt;/span&gt; folheado a ouro segurando o cabelo, deixando a franja escovada pousar sobre sua testa. Ele aproximou-se dela surpreso com tamanha beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os beijos começaram, e foram se tornando cada vez mais quentes. Intensos. Fortes. Eles adoravam toda aquela voracidade que os conectava de alguma forma. Talvez fosse esse o motivo de eles estarem juntos até hoje. Ou pelo menos estariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, quando os dois já estavam praticamente dormindo na cama, ela levantou-se e desceu as escadas. Não percebeu que ele viera logo atrás, seguindo-a. Foi à cozinha e pegou uma garrafa de vinho, como sempre. O vinho era seu vício, o único que tinha. Que vinha depois dele, claro. Ou talvez do sexo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou a taça redonda no armário e pôs em cima da bancada. Abriu a garrafa ainda lacrada e destampou-a. Enquanto despejava o líquido no copo, sentiu uma mão gélida agarrar sua cintura. Era ele e suas surpresas. Ela tomou um gole de vinho antes de virar para olhá-lo.&lt;br /&gt;- Agora você vai me explicar o motivo daquelas malas? - perguntou ela depois de beijá-lo ainda com a boca molhada da bebida alcoólica.&lt;br /&gt;Ele soltou sua cintura num impulso. Fitou o chão. Procurava as palavras pelo recinto, olhando cada detalhe.&lt;br /&gt;- Vai, fala. - insistiu ela. Seguiu-se um longo silêncio.&lt;br /&gt;- Acontece, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Lila&lt;/span&gt;, que eu mudei - ele começou do nada. - Mas não foi para pior. Eu conheci uma garota... - e interrompeu-se para ver a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;reação&lt;/span&gt; dela. Ela segurou-se na bancada para não cair. Jamais imaginava que aquilo podia acontecer. Ele não continuou, então ela decidiu quebrar o silêncio com sua voz chorosa:&lt;br /&gt;- Parece que o mundo vai acabar.&lt;br /&gt;- Não é o mundo. Mas sim você e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deu as costas. Ainda estava de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cuecas&lt;/span&gt;. De repente, tudo parecia fazer o sentido mais embaçado do mundo. Ela observou aquele corpo másculo se afastar, deixando-a sozinha naquela cozinha tão grande. Os olhos marejados. Brilhantes com a luz do sol que penetrava pelas janelas, mas marejados. As lágrimas escorriam pelo seu rosto, vagarosas. Ela viu-o fechar as portas de vidro - que mais pareciam muros que os separavam - e andar pelo jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pensar, correu atrás dele, deixando o copo cair de suas mãos e espatifar-se no chão. Abriu apressadamente os muros de cristal, quebrando as barreiras. Ofegante, conseguiu chegar perto dele.&lt;br /&gt;- Não importa! - esbravejou ela com a voz branda -  Eu vou ficar com você, e você vai ficar comigo, independente de onde estejamos. Eu vou sempre te ter, e você vai sempre me ter contigo. "Nós sempre teremos um ao outro quando todo o resto tiver acabado", lembra? Você cantou isso para mim.  Era nossa música. E deve ser nosso final.&lt;br /&gt;- Todos nós temos uma fraqueza - começou ele, as lágrimas derretendo-se pelo rosto. - Algumas vezes isso é fácil de identificar. Outras não. Esse foi o meu caso. Você não entende. Eu não sei se posso agüentar.&lt;br /&gt;- Mas todos nós temos algo que nos inspira. E que nos enfraquece, também. E nós temos um ao outro para nos inspirar. E agora eu quero te fortalecer, já que você não deixou que eu me enfraquecesse também. Eu não quero deixar que essa sua fraqueza o destrua. Quero nosso eqüilíbrio. - Ela fungou, enchugando as lágrimas - Deixa-me te resgatar do que está cobrindo a sua melhor parte, a que eu mais gosto. Deixa - pediu ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, tudo clareou na mente dele. Toda aquela besteira de ir embora, de malas e - principalmente - deixá-la aqui, sozinha, não parecia mais fazer sentido. Agora, tudo o que ele mais queria era ficar do lado de quem o iria salvar desse mal. Da parte que lhe cobria o melhor que ele tinha. Seus olhos resplandesceram no sol de final de tarde e, sem pensar duas vezes, abraçou-a. Um abraço apertado, logo seguido de um beijo apaixonado. Os dois ficariam juntos. E dessa vez seria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;para sempre&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- "Então quando a fraqueza aumentar meu ego, eu vou saber que você contou comigo desde o passado" - cantou ele em seu ouvido.&lt;br /&gt;- "E lembre-me de que nós sempre teremos um ao outro quando todo o resto estiver acabado" - continuou ela, cantarolando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaram para casa de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi inspirado (quase que totalmente) na música e no clip &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dig&lt;/span&gt; de Incubus. O clip não tem muita coisa a ver, mas é basicamente a mesma história (pelo menos a parte do vinho é igual), então deu para misturar a letra da música e o clip. Bem, segue-se a letra e para ver o vídeo, clique &lt;a href="ttp://www.youtube.com/watch?v=6Z8cnXVGm1I&amp;amp;feature=related"&gt;aqui&lt;/a&gt;, já que eu não sei como colocar vídeo aqui (depois, se alguma alma abençoada quiser me ajudar, agradeço). ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 204);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Dig - Incubus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;We all have a weakness&lt;br /&gt;Some of ours are easy to identify&lt;br /&gt;Look me in the eye&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And ask for forgiveness&lt;br /&gt;We'll make a pact to never speak that word again&lt;br /&gt;Yes, you are my friend&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We all have something that digs at us&lt;br /&gt;At least we dig each other&lt;br /&gt;So when weakness turns my ego up&lt;br /&gt;I know you'll count on the me from yesterday&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I turn into another dig me up from under&lt;br /&gt;What is covering the better part of me&lt;br /&gt;Sing this song&lt;br /&gt;Remind me that we'll always have each other&lt;br /&gt;When everything else is gone, oh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We all have a sickness&lt;br /&gt;That cleverly attaches and multiplies&lt;br /&gt;No matter how we try&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We all have someone that digs at us&lt;br /&gt;At least we dig each other&lt;br /&gt;So when sickness turns my ego up&lt;br /&gt;I know you'll act as a clever medicine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I turn into another dig me up from under&lt;br /&gt;What is covering the better part of me&lt;br /&gt;Sing this song (sing this song)&lt;br /&gt;Remind me that we'll always have each other&lt;br /&gt;When everything else is gone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, each other, when everything else is gone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I turn into another dig me up from under&lt;br /&gt;What is covering the better part of me&lt;br /&gt;Sing this song (sing this song)&lt;br /&gt;Remind me that we'll always have each other&lt;br /&gt;When everything else is gone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, each other (sing this song) when everything else is gone&lt;br /&gt;Oh, each other, when everything else is gone.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;           &lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 204);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-2800424280938518306?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/2800424280938518306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=2800424280938518306&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2800424280938518306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2800424280938518306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/12/malas.html' title='Malas e Inspirações'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1882186649843889787</id><published>2008-11-29T12:34:00.009-03:00</published><updated>2008-11-29T19:24:04.240-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='half-verídico half-fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='da série eu quero/queria'/><title type='text'>Deus da Madrugada</title><content type='html'>Eu quero ser inocente. Quero ser uma criança feliz, brincalhona e chorona. Quero retornar a ingenuidade daquela idade tão boa, sem estresse algum ou sequer uma responsabilidade. Quero ter um único dever a ser cumprido: o de brincar, de se melar, de correr pela rua, de andar de bicicleta, de me divertir o dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu fosse uma criança que também apreciasse as noites de primavera. Não as noites frias de inverno, porque aí todas as minhas amigas estariam doentes, e eu também, provavelmente. Mas as de primavera, que são as mais curtas, porém as mais ventiladas. E eu brincaria, sim, o dia inteiro. E ficaria cansada, sim, à noite. Mas elas nunca deixariam de ser minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma manhã ensolarada, uma tarde cheia de brincadeiras e tarefinhas de casa e um pôr-do-sol assistindo ao programa de sempre, eu jantaria e iria brincar até a hora de ir para cama. Cansada, eu apreciaria o conforto da espuma do meu travesseiro e me enrolaria no lençol cheiroso, lavado à mão pela minha mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/STFytprsLbI/AAAAAAAAAMs/izZKD_NTCX0/s1600-h/Child_by_phungdinhdung.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 304px; height: 208px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/STFytprsLbI/AAAAAAAAAMs/izZKD_NTCX0/s320/Child_by_phungdinhdung.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274122767236345266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E a noite seria minha mais uma vez. Eu sairia escondida, a curtos passinhos de ponta de pé, passando pela cozinha, atravessando a sala e correndo para fora de casa. Lá fora, todos os meus amigos se reencontrariam, brilhantes na luz da lua cheia. Os postes, já ligados por causa da hora, só faziam com que todos nós vissemos um palmo além do nosso alcance. Os meninos jogariam bola, como sempre. E as meninas, como eu, estariam brincando de casinha de bonecas na calçada. Ou talvez todos nós brincassemos de esconde-esconde, pega-pega, como às vezes acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa inocência convidaria um músico para participar de nossas brincadeiras. Ele viria com seu violino pendurado nas costas, os cabelos ondulados encobertos por um chapéu. A sua barbicha me encantaria, tão bem desenhada no seu rosto. E seus olhos, de um castanho tão fortes, parecendo a casca de árvore da vizinha, me apaixonariam. Ele sentaria ao meu lado e, tirando o violino da caixa, ele tocaria para mim. Para nós. Para todos meus amigos de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sentada, com meu vestidinho de filó, ao lado de um homem tão maduro... Talvez isso me assustasse. Mas não. Só me deixaria mais embalada pela sua música, em plena madrugada, e por sua beleza. Seu cheiro misturando-se a brisa vinda do mar, a música cavalgando pelos meus ouvidos, como se me levassem a um lugar sobrenatural. Impossível de não se amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, eu estaria apaixonada mais uma vez. Apaixonada pelo homem que me conquista, todas as vezes que deito minha cabeça no travesseiro, e deixo-me levar pelos seus encontros no meio da madrugada. Volto ao amanhecer para casa feliz da vida, e encaro o meu corpo com um sorrisinho de felicidade no rosto. Deixo-me deitar nele, a nossa felicidade serena nos inundando, provocada por esse Deus da Madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias acordo apaixonada pela madrugada que virá no outro dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1882186649843889787?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1882186649843889787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1882186649843889787&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1882186649843889787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1882186649843889787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/11/deus-da-madrugada.html' title='Deus da Madrugada'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/STFytprsLbI/AAAAAAAAAMs/izZKD_NTCX0/s72-c/Child_by_phungdinhdung.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5110152343895350551</id><published>2008-11-16T17:46:00.006-03:00</published><updated>2008-11-29T14:16:20.641-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='da série eu quero/queria'/><title type='text'>Madrugada</title><content type='html'>Eu quero sair de casa. Sair depois da meia noite, mas não em destino a um bar, ou a diversão. Quero só sair sem avisar a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém iria  saber no outro dia. Eu voltaria antes mesmo de amanhecer, e não deixaria rastros de que passei a noite fora. Seria um segredo meu, mais um para os tantos guardados dentro da caixinha de surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que a meia-noite seja um impulso para minhas saídas. Quero levantar da cama quando todos estiverem deitando nela, e abrir a porta quando todos estão trancando-a. Eu quero contemplar o final de dia, o exato fim das doze horas de produção que todos merecem. É pela escuridão que eu quero andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero sentir o peso das horas passando, lentas e preguiçosas, o dia sem querer amanhecer. Quero abrir os olhos e não ver luzes de carros passando por mim, nem sentir o sopro tóxico que eles mandam. Não esbarrar em pessoas desconhecidas, ou até conhecidas, vai saber. Não quero presenciar brigas, nem pressa, nem desrespeito, nem carência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SSCU1wU2w7I/AAAAAAAAALo/XH-5TeiKxXo/s1600-h/Where_are_you_in_my_mind__by_blooding.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 110px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SSCU1wU2w7I/AAAAAAAAALo/XH-5TeiKxXo/s320/Where_are_you_in_my_mind__by_blooding.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269375215249834930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quero a calmaria noturna me invadindo, a paz soprando nos meus ouvidos, o silêncio me extenuando. Quero me sentir grande como a cidade é quando anoitece de verdade. Quero passar pelas ruas sem ter medo, sem correr, sem olhar para trás. Quero sair de casa sem compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero levar um cigarro comigo. E testá-lo nos meus lábios, sem preocupação, sentindo o vapor dele sair de mim e fazer formas aleatórias no ar. Quero andar sem perceber por onde estou passando, só seguindo em frente, me embebedando da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois eu voltaria sem nenhum indício de que aquilo aconteceu. Para o resto do mundo, esta madrugada foi igual a todas as outras. Mas para mim, a madrugada vai ser sempre uma boa companhia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5110152343895350551?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5110152343895350551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5110152343895350551&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5110152343895350551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5110152343895350551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/11/madrugada.html' title='Madrugada'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SSCU1wU2w7I/AAAAAAAAALo/XH-5TeiKxXo/s72-c/Where_are_you_in_my_mind__by_blooding.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-1721716385806391330</id><published>2008-11-08T13:22:00.007-03:00</published><updated>2008-11-16T17:46:08.597-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='da série eu quero/queria'/><title type='text'>Violino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu quero tocar um instrumento musical. Daqueles que tocam o coração. Um instrumento que consiga reproduzir, em notas musicais, tudo o que eu sinto, ou o que estou sentindo. Apenas manifestando sensações, muitas delas que nem sei explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero provocar, assim como o violino me provoca. Este sim, é que me faz viajar todas as noites antes de dormir, me transporta para lugares indecifráveis. E me mostra histórias, ou estórias, cada uma mais linda do que a outra. Ele me ensina a voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como ele me faz voar, eu também quero fazer os outros voarem. Quero declarar todo o meu amor com um instrumento, assim como os violinistas fazem. Quero explicar com música toda minha alegria, e minha tristeza. Quero tocar o coração de todo mundo, que são tão gélidos e escondidos. Quero dar o empurrãozinho ao tímido apaixonado, com a minha música. Quero reacender o fogo daquele casamento de tantas primaveras, quero mostrar o que é felicidade. E o que pode ser triste.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SRXKi3rqYuI/AAAAAAAAALg/fngxUuHrB4c/s1600-h/Violin_by_athenatt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 298px; height: 220px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SRXKi3rqYuI/AAAAAAAAALg/fngxUuHrB4c/s320/Violin_by_athenatt.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266338039691109090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero exprimir com o meu dedilhado nas cordas tensas do violino a tristeza de um amor não-correspondido. Eu quero criar uma música longa, que dure uma eternidade, ou apenas alguns segundos. Eu quero descrever o orgasmo em sons musicais. Eu quero entender o valor da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero manifestar meu medo do destino em poucos segundos, ou até em horas. Quero mostrar toda minha essência numa só sinfonia. E nela eu também diria que o que eu mais quero para a vida é só o amor. O amor em diversas formas, em varios lugares, em outras pessoas. Quero o amor em qualquer um, e também em mim. Porque se eu amo, você também pode amar. E, é com as retesadas cordas do meu violino que eu também quero ensinar a amar. Um amor louco, apaixonado e intenso. Assim como são as  sinfonias do violino que me faz voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Texto inspirado em:&lt;br /&gt;"Um amor que não é louco nem apaixonado é perda de tempo. Muita coisa é medíocre na vida, o amor não deve ser uma delas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase do filme "Alma de poeta, olhos de sinatra" (Dream for an insomniac), que vi ontem antes de dormir. É antiguinho mas lindo, assistam, tá indicado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-1721716385806391330?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/1721716385806391330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=1721716385806391330&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1721716385806391330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/1721716385806391330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/11/violino.html' title='Violino'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SRXKi3rqYuI/AAAAAAAAALg/fngxUuHrB4c/s72-c/Violin_by_athenatt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-152674734576720247</id><published>2008-11-03T23:47:00.006-03:00</published><updated>2008-11-04T13:38:12.093-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>I have no time + meme</title><content type='html'>Cara, se tem uma coisa pior no mundo do que escola é semana de provas. Nada mais estressante, nada pior do que decorar um punhado de coisas detestáveis, sem falar que não vão te servir pra nada além de passar numa prova (que, por sinal, é dividida em três. Só um detalhe a mais.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então é por esse motivo que sumi. Eu sempre sumo né? Mas não é sempre que dou um motivo. A maioria das vezes é o mesmo: provas. E é meio que redundante e até chato ficar falando da mesma coisa todo mês. Por isso que não falo. Às vezes eu nem tenho tempo de falar, o tanto que é de coisas pra fazer, o meu cansaço etc. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-lhes dizer que não sei se vou participar do desafio do Duelo, mesmo tendo sido praticamente convidada pelo Jeff (foi ele quem me disse todas as informações, depois que reapareci num lapso de virtualidade que tive fim de semana passado). Então, se eu conseguir exprimir um tempinho na agenda esses dias, faço com todo prazer. Se não, sorry =/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beem, a semana está só começando, então eu acho que minhas preocupações também só começaram. Pelo menos é só essa e acaba sexta-feiraaaa! uuuhuuu nova iguaçúu!! hahaha :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, só um post de alerta pra mudar a rotina de contos e contos, eu sei que vocês cansam de ler historinhas e é sempre bom saber o que acontece com a autora né? Eu sei, sofro do mesmo mal, então como sou uma moça prendada, uma menina honesta e tudo mais, faço isso por vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu mal é provas, sem falar no estresse e pressão do vestibular. Tudo se resume a isso, não tenho tempo nem pra pensar em outra coisa (tipo, bem, acho que vocês devem saber o que uma garota de sweetseventeen pensa, hahaha). Então, é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como eu sou legal demais e eu sei que vocês me amam (convenciiiida), então resolvi responder aqueles tipos de memes que eu ADOORO. E serve pra vocês "me conhecerem" um pouquinho também né? Ah, e eu peguei esse da &lt;a href="http://essencianoar.blogspot.com/"&gt;vanessinha&lt;/a&gt;. Enfim, eu gosto de responder e aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Nome:&lt;/span&gt; Jéssica Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Idade:&lt;/span&gt; 17&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Aniversário: &lt;/span&gt;27/09&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Signo: &lt;/span&gt;Libra, com ascendência em Câncer e lua em Touro&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Local de Nascimento:&lt;/span&gt; João Pessoa - PB&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Peso: &lt;/span&gt;Vish, nem sei.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Altura: &lt;/span&gt;1,65&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Apelido de infância:&lt;/span&gt; Tem não. Quem manda mamãe colocar um nome que não dá pra fazer apelido? :(&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual é a sua maior qualidade?&lt;/span&gt; Bom-humor&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;E seu maior defeito?&lt;/span&gt; Sonhadora e saudosista demais&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual é a característica mais importante em um homem?&lt;/span&gt; Bom caráter [2] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;E em uma mulher?&lt;/span&gt; Também [2] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual é a sua idéia de felicidade?&lt;/span&gt; Ter o equilíbrio de tudo, principalmente de mim&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;E o que seria a maior das tragédias?&lt;/span&gt; Perder tudo e, principalmente todos, por algo que eu venha fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Quem você gostaria de ser se não fosse você mesma?&lt;/span&gt; Caramba, tanta gente. Mas acho que um grande amigo meu, Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;E onde gostaria de viver?&lt;/span&gt; Riiiio Grande do Suuul! &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(ê sonho!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual é sua cor favorita?&lt;/span&gt; Branco e vermelho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;E o seu desenho animado?&lt;/span&gt; Mansão Foster, Jacob 22, Dexter e Jimmy Nêutron. Sim, eu gosto dos cientistas nerds animados e coloridos =D&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Quais são os seus escritores preferidos?&lt;/span&gt; Douglas Adams, Clarice Lispector, Mag Cabot.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;E seus cantores e / ou grupos musicais?&lt;/span&gt; Caramba, não tem mesmo. Toda semana é um diferente. Mas os poucos que duraram mais do que uma semana, ou um mês, foram Los Hermanos, Muse, Ludov, Pato fu e Wonkavision.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;O que te faz feliz instantaneamente?&lt;/span&gt; Putz, depende do momento. Agora seria uma boa uma cama bem gostosa, cheia de travesseiros e com um "cobertor de orelha", hahaa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Que dom você gostaria de possuir?&lt;/span&gt; Ler mentes e invisibilidade(controlada, é claro). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Tem medo da morte?&lt;/span&gt; Não necessariamente da morte, mas morro de medo da solidão&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Quem é seu personagem de ficção favorito?&lt;/span&gt; Tipo, científica? Conheço pouco, mas gosto do Marvin&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual defeito é mais fácil de perdoar?&lt;/span&gt; Quando mexem nas minhas coisas. Sou um pouco desleixada, então não ligo muito pra isso.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;E o pior? &lt;/span&gt;Pressa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual é o lema de sua vida?&lt;/span&gt; Nunca criei isso. É limitado demais.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Qual sua maior extravagância?&lt;/span&gt; Comer e dormir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual sua viagem preferida?&lt;/span&gt; Caramba, o Brasil inteiro. Mas passando por uns lugares em especial já tava de bom tamanho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Se pudesse salvar apenas um objeto de um incêndio, qual seria?&lt;/span&gt; Minha cama. [2]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual é o maior amor de sua vida?&lt;/span&gt; Eu sou muito efêmera, não sei se já amei tanto assim pra durar a vida toda. Mas aposto na minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Onde e quando foi mais feliz?&lt;/span&gt; Uma vez, mas conto isso quando tiver bem bêbada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Qual é sua ocupação favorita?&lt;/span&gt; Blogs, blogs, blogs, blogs, blogs, orkut. =D&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Pensa em ter filhos?&lt;/span&gt; 99% Não, 1% Sim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Quantos?&lt;/span&gt; Não gosto de criança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Um animal de estimação:&lt;/span&gt; Uma coruja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Uma atividade física:&lt;/span&gt; Dormir&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Um esporte:&lt;/span&gt; Natação [2] e Volei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Um prato que sabe fazer:&lt;/span&gt; O melhor? Strogonoff de frango.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Uma comida que adora:&lt;/span&gt; Macarronada. [2]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Invenção tecnológica sem a qual não vive:&lt;/span&gt; Computador[2] e mp3&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Uma inabilidade:&lt;/span&gt; Cantar, dançar bem, ter boa disposição pra correr, me dar bem com bolas, matemática, e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;O que não faria em nome da vaidade?&lt;/span&gt; Perder um dia inteiro no salão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Uma mania:&lt;/span&gt; Mexer no cabelo dos outros, balançar as pernas e ser inquieta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Uma saudade:&lt;/span&gt; De tanta gente...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;O primeiro beijo:&lt;/span&gt; No dia do meu aniversário de 13 anos. Numa parede do muro do shopping em frente a praia. Acho que já escrevi aqui sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, do mesmo jeito que ela, repasso pra todo mundo que quiser fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, beigos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-152674734576720247?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/152674734576720247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=152674734576720247&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/152674734576720247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/152674734576720247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/11/i-have-no-time.html' title='I have no time + meme'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4095525309654829723</id><published>2008-10-25T17:49:00.008-03:00</published><updated>2009-01-21T04:43:10.020-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desafio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Missionário das letras</title><content type='html'>Era tarde da noite. Eu ia passeando com a minha cadela por uma rua. A mesma rua tão escura que eu mal conseguia ver as casas, ou sequer a rua mesmo. Só a luz elétrica de algumas lojas ainda abertas é que iluminavam alguns trechos. Não havia postes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu seguia em frente, o mesmo itinerário de sempre que fazia com ela. Ela gostava de caminhar comigo, andava sempre muito alegre e, a essa hora, nem fazia tanta força para correr ou puxava muito a coleira para ver alguma coisa. Acho que ela também não via muita coisa naquela escuridão toda da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado é que mesmo sendo tão tarde, ainda há pessoas transitando por aqui. Percebo isso com uma certa curiosidade, mas também o medo de que algum deles seja perigoso. Entretanto, me tranquilizo por estar com uma segurança animal que, bem, em alguns casos, vale mais do que qualquer outra coisa. A segurança vê uma grande lata de lixo. Pede para parar, eu obedeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ela faz as necessidades, eu olho para frente. Ali está o homem que sempre encontro quando passo por aqui - não necessariamente nessa mesma hora. Ele sempre esteve ali, desde que eu era muito pequeno, mas, não sei por qual motivo, a gente nunca se falou. Ele está sentado no seu banco, uma pequenina mesa de madeira a sua frente e mais outro banco a frente da mesa, escondido. Talvez eu nem saiba o que ele faz, ou anda fazendo. Curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cachorra termina o serviço. Continuo andando na direção do homem, os olhos fixos em seus movimentos. Começo a pensar porque cargas d'água ele vive ali, sempre esteve ali e eu nunca pensei em conversar com ele. E olhe que sou comunicativo. Estranho. Meus passos se aceleram de acordo com as passadas de minha cadela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa distância diminui a cada passo largo meu. O homem usa uma camisa marrom já muito surrada, um chapéu mais claro na cabeça - que, por sua vez, está abaixada, prestando atenção em algo que não sei identificar o que é. Penso que seja dinheiro, mas parece tão pouco. Não consigo ver seu rosto, mas seus movimentos exprimem uma tristeza que me dói. Dói tanto pela sua condição quanto por saber que eu nunca fui ali, falar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estamos mais perto, a luz da loja atrás dele ilumina nossos rostos. Ele parou de mexer no que tinha nas mãos e levantou o rosto, uma expressão de despedida para a rua. Sua testa era cheia de rugas, habitualmente franzida. Tinha uma expressão envelhecida, apesar dos olhos ainda permanecerem com o mesmo brilho de sempre... Ele me vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um impulso, me aproximo dele e sento no banco à frente da mesa onde ele está sentado atrás. Dois bancos, uma mesa dividida, mas tanto sentimento. Meu caldeirão foi acionado, e agora eu não consigo mais descrever o que sentia. Seus olhos eram brilhantes, azuis, quase ofuscavam-me. Mas eu não desviei a atenção, estava hipnotizado. Não sei se ele percebeu o mesmo, mas ficamos num silêncio compenetrável. No entanto, ele foi mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que deseja, senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei meio desnorteado, mas não me demorei muito a responder. Perguntei-lhe o que fazia, em que trabalhava, e porque sempre esteve aqui. Ele respondeu que não sabia fazer nada, mas que quando era criança, seu pai lhe ensinou a escrever muito bem. Desde então, ele esteve sentado nesse banco, escrevendo cartas para as pessoas que não têm esse dom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu trabalho aqui desde que me entendo por gente; acho que desde quando aprendi a escrever com o meu pai. Ele também trabalhou aqui mesmo, em frente a essa loja. Minha mãe era dona dela, e por isso nós sempre vivemos nesse pedaço de rua. Até que minha mãe morreu de velhice e o meu pai se foi quando eu tinha idade o bastante para me virar sozinho. Acho que ele já deve ter morrido de solidão e tristeza, porque eu nunca mais o vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava estático, não conseguia falar nada, a não ser ouvir a sua história linda. Cada palavra que saía da boca dele me deixava mais intrigado comigo mesmo por nunca ter ido ali e conversado com ele e mais interessado por sua história. Ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu me lembro de você moleque. Uma pena que, quando você era criança, eu já estava com meus dezoito anos e não podia mais brincar contigo. Mas teria um grande prazer se pudesse.&lt;br /&gt;- Você costumava brincar muito com os garotos da sua época? - consegui perguntar.&lt;br /&gt;- Sim! Nossa, eu tinha muitos amigos por aqui. Era a mesma rotina de sempre: eu acordava cedo e ia escrever com o meu pai antes de ele sair para o trabalho - ele era ferreiro. Daí, quando ele ia trabalhar, eu ia brincar com os outros garotos. Na hora do almoço eu sempre comia na casa de qualquer um deles, quem estivesse mais disposto a me oferecer. Eu não comia muito para não fazer desfeita, mas os outros garotos sempre roubavam os doces das mães deles e dividiam comigo. Era uma época maravilhosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais ele falava, mais seus olhos brilhavam, uma felicidade plena tomava seu rosto muito desgastado pelo tempo. Ele falava baixo e calmo, ninguém mais precisava ouvir a história da sua vida. Ou talvez precisasse, talvez um escritor poderia encontrá-lo e fazer da sua vida um sucesso. Ou quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque você não escreve seu livro? Que história de vida maravilhosa! - eu sugeri.&lt;br /&gt;- Não sei bem ao certo. Uma vez eu tentei, mas ficou muito ruim, então eu desisti de escrever sobre mim. Talvez eu não tenha aprendido a escrever sobre mim, só pelos outros. Ou para os outros. Então eu escrevo para quem não sabe decodificar esses símbolos muitas vezes sem sentido, mas que tem muita coisa para contar. Tanto sentimento, tantas histórias. Cada pessoa vem com um presente novo para mim. E sabe, tem coisa melhor do que ganhar presentes todos os dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui responder, apenas me levantei do pequeno banco e dei-lhe algum dinheiro. Com muita humildade, ele aceitou e juntou ao monte que antes estivera mexendo. Apertei a sua mão com força e prometi - para mim mesmo - que ali voltaria mais vezes. Quando quisesse mandar uma carta ou até mesmo para ouvir mais sobre as histórias dele. Queria ouvir e sentir tudo o que ele passou. E, mesmo sabendo escrever, eu queria uma carta com os sentimentos daquele homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então saí, de volta a minha casa com a minha companheira de sorte. Aposto que ela também sentia o que eu estava sentindo: o coração cheio de esperanças de um dia voltar a ver o homem e a consciência de que, indubitavelmente, existem presentes para cada pessoa. Os meus, eu ainda não sei se descobri, e não sei se vou ganhá-los ou conquistá-los, mas os dele eram colocar em palavras o que as pessoas tinham para dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele adorava isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4095525309654829723?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4095525309654829723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4095525309654829723&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4095525309654829723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4095525309654829723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/10/missionrio-das-letras.html' title='Missionário das letras'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5186221954257966174</id><published>2008-10-19T02:04:00.006-03:00</published><updated>2009-01-21T04:41:07.972-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='selo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><title type='text'>Uma música + selo</title><content type='html'>Coisa linda, adoro receber selos. Dessa vez não tem um post acompanhando, mas vem agregado a uma musiquinha de uma banda que conheci nessa sexta-feira. Muito boa por sinal, o show é divertidíssimo, mas talvez não agrade a todos [deu pra entender?]. Não me importo, "arte não tem sexo" (como o cara da banda que tocou antes dessa - e que é quase no mesmo estilo, apesar de eu ter achado essa mais bem trabalhada e tal - mesmo disse). O que importa é que eu gostei e me diverti pacas, sem falar que o vocalista (aimeleldesdocéu)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SPrGZjKwvPI/AAAAAAAAALA/epluLd4R0hA/s1600-h/selo+vinicula.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 192px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SPrGZjKwvPI/AAAAAAAAALA/epluLd4R0hA/s320/selo+vinicula.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258733657147882738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selo passado pelo &lt;a href="http://blogdomaluco.blogspot.com/"&gt;Vinícula&lt;/a&gt;, adorei amore, obrigada mesmo #).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steps:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1° Expor o selo no blog;&lt;br /&gt;2° Colocar o link dos indicados;&lt;br /&gt;3° Presentear 10 blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramolá (ou "vamos lá):&lt;br /&gt;1 - &lt;a href="http://botandopra-fora.blogspot.com/"&gt;Botando pra fora&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;2 - &lt;a href="http://brunaboo.blogspot.com/"&gt;Bruna Bo&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;3 - &lt;a href="http://essapalavra.blogspot.com/"&gt;Essapalavra&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;4 - &lt;a href="http://acidoeaspero.blogspot.com/"&gt;Tropecei no arco-íris&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;5 - &lt;a href="http://voandoescondida.blogspot.com/"&gt;Sonhos Secretos&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;6 - &lt;a href="http://marinamelz.wordpress.com/"&gt;Invisível Particular&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;7 - &lt;a href="http://sergiosonico.blogspot.com/"&gt;Serginho&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;8 - &lt;a href="http://fabioricardo.wordpress.com/"&gt;Fabrito&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;9 - &lt;a href="http://sodacausticaeguarana.blogspot.com/"&gt;Soda Cáustica&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se se esse povo todim aceita selos, mas é sempre bom presentear alguém que você gosta ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a músiquinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabaret - Brilhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Preciso juntar certezas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 As luzes estão acesas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 Agora eu não posso mais errar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                           &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 Meu corpo incandescente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 Cristal de calor constante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 A escuridão não pesa em meu olhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                           &lt;br /&gt;                              &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou partir,                                  competir com a luz solar&lt;br /&gt;                             Devastar o planeta em silêncio&lt;br /&gt;                             Sem te acordar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                           &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 Um vôo inatingível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 O sangue por combustível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 Eu já estou mais leve que o ar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                           &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 As cores estão mais densas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 Irradiações suspensas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 Numa calamidade nuclear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                           &lt;br /&gt;                              &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou partir,                                  competir com a luz solar&lt;br /&gt;                             Devastar o planeta em silêncio&lt;br /&gt;                             Sem te acordar&lt;br /&gt;                             E no céu, num minuto desintegrar&lt;br /&gt;                             Sem deixar nem sinal de que um dia&lt;br /&gt;                             Consegui brilhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                           &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                 Toda luz vai brilhar, cintilar e morrer                             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações sobre a banda, clique &lt;a href="http://www.radiocabaret.com.br/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5186221954257966174?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5186221954257966174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5186221954257966174&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5186221954257966174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5186221954257966174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/10/uma-msica-selo.html' title='Uma música + selo'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SPrGZjKwvPI/AAAAAAAAALA/epluLd4R0hA/s72-c/selo+vinicula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-2711314993549747361</id><published>2008-10-15T13:11:00.007-03:00</published><updated>2008-10-15T20:45:39.967-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desafio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele'/><title type='text'>Condicional</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:180%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;Eu te quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você nunca soube a importância - a real importância - que teve para mim. A mudança que você provocou na minha vida, um furacão de sentimentos. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Fez&lt;/span&gt;-me sentir como nunca antes, novo; você me renasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acabou que, no final, me deixou assim, nesse estado deplorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu te encontrei, naquela noite sem lua, o céu estava nublado. O meu mundo era um nublado só. Mas você apareceu, linda, brilhante como diamante, me iluminando, trazendo a lua para o meu céu. Foi você o motivo de toda a minha felicidade, mas nem tudo são flores quando se está apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu via em tudo cais, fiz da minha vida um céu estrelado, e tudo com você seria perfeito. Tudo era condicionado a você, eu não mais viveria sem tua presença fazendo parte do meu dia-a-dia. Eu não encontrava um defeito sequer em você, não conseguia, por mais que tentasse. Você me controlava e eu gostava disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quis te perder, nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda noite eu sonhava com você, sonhava em ter filhos com você, viver a minha vida inteira ao teu lado, acompanhar-te até a morte; você era a minha vida e eu necessitava que você fosse a minha. Era determinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você seria minha para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você fez o que fez, e foi aí que percebi que não se deve jogar tudo nas mãos de uma pessoa só. Percebi que ninguém é dono dos sonhos de ninguém, mas você precisa ser dono dos teus. Tentei agir razoavelmente racional, escondendo minha condição de querer ter você, prometendo te deixar livre. Antes sendo meu do que seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu cometi o erro de me adaptar a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo era uma grande mentira para mim. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Fiz&lt;/span&gt; da minha vida uma mentira, do meu coração uma prisão de mim mesmo. Estava farto de difamar contra mim mesmo, de procurar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;distração&lt;/span&gt; para algo que eu sabia que não conseguia evitar: você. Eu não era mais verdadeiro nem comigo mesmo, nem com ninguém - e sabia que não podia ser com você porque você estava longe demais de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis te dar asas para voar, tanto que o que eu estava prevendo realmente aconteceu, você se foi e me deixou aqui, sozinho. Foi-se sem nenhuma explicação, provocando-me mistérios sem soluções, porquês inevitáveis, porque você me deixou? Deixou-me ou ainda me procura, esperando para eu te dizer coisas de amor, como costumava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só pensava em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o tempo acabou agindo de novo. Não vou mentir dizendo que te esqueci, não. Eu apenas te escondi num vazio penetrante do meu coração, habituando-te a comer as teias de aranhas e a sugar o mofo que ali havia. Foi o que você me fez fazer, não foi porque eu quis. Você me obrigou a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas daí você voltou, trazendo tudo à tona de novo. Um ciclo irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei ser diferente, agir racionalmente, não queria sofrer de novo, sentir o doce dano de tentar te acostumar a mim. E tanto te deixei solta, do mesmo jeito de antes, quando você se fora, que dessa vez era você quem me prendia. Eu estava preso por tuas garras de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dessa vez eu estava te dando as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te dei as costas e parti para o meu mundo, não mais quis saber de ti. O tanto de sofrimento que você me fez passar não valeu a pena, apesar do adocicado que senti. Foi doce, é doce até agora, me vendo assim, e sempre será. Porque, tantos anos se passaram e eu acabei me condicionando a essa rotina de te negar, tentando me aceitar, procurando mais por mim do que você - sem saber que, invariavelmente, eu estava te procurando em mim. Por que eu tinha te perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te perdi no vazio que te deixei, dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua condição de me ter já se fora, e agora a única condição a qual eu pertenço é a de me ter, a de me saber sem você. Eu vou fazer da sua condição a minha sina, e da minha condição o seu presente. Agora, parto-me de uma vez. Sem saber o que seria de mim se você não fosse minha uma única vez.&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:180%;"  &gt;" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus cabelos grisalhos voaram com a brisa da janela. Acabando a carta, deixou o pergaminho no pote de tinta, dobrou o papel amarelado, colocou-o dentro de um envelope e levantou-se da cadeira de madeira rangente. Arrastou-a até a varanda.&lt;br /&gt;Caminhou vagarosamente até a beira da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;varanda&lt;/span&gt;. Encostou-se e, virando-se, olhou para trás. Não teria mais nada a perder. Subiu na cadeira e, inclinando-se, deitou seu corpo no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS¹: Desafio proposto pelo &lt;a href="http://www.jefferson.blog.br/"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Jeff&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;(de novo), que era escrever no mesmo tema do &lt;a href="http://duelodeescritores.blogspot.com/"&gt;Duelo&lt;/a&gt;. Aí está.&lt;br /&gt;PS²: Todas as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;regrinhas&lt;/span&gt; de '&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;porques&lt;/span&gt;' e qualquer outra coisa, por favor, me corrijam. Obrigada.&lt;br /&gt;PS³: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Post&lt;/span&gt; inspirado nas duas músicas de Los &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Hermanos&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://letras.terra.com.br/los-hermanos/228602/"&gt;Condicional&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://letras.terra.com.br/los-hermanos/66536/"&gt;Fingi na Hora Rir&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-2711314993549747361?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/2711314993549747361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=2711314993549747361&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2711314993549747361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/2711314993549747361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/10/condicional.html' title='Condicional'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-4617837907374858283</id><published>2008-10-09T17:18:00.007-03:00</published><updated>2008-10-09T22:48:33.785-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Daniela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Eu não sei, mas imagino.</title><content type='html'>Eu sei, mesmo sem estar lá dentro, que meu irmão está sentado na beira da cama. Sei também o motivo de ele não estar em outro lugar: simplesmente 'não consegue sentir inspiração em outro canto', como ele mesmo já me disse. Sua guitarra é uma Fender vermelha com preto e está apoiada nas suas pernas, seus dedos passeando pelas cordas, lançando o som alto e musical no quarto. É sua fotografia, eu sei de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que seus amigos estejam em meia-lua ao redor dele, assistindo seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;showzinho&lt;/span&gt; caseiro. Deve ter um cinzeiro no meio deles, com algumas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;piolas&lt;/span&gt; de cigarro, a fumaça predominando no recinto. Mas desconfio que estejam fumando apenas cigarros adocicados. Para falar a verdade, eu sei que eles não fumam só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cigarrinhos&lt;/span&gt; de mulher. E por falar em mulher, acabo de ouvir a voz da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Thaís&lt;/span&gt;. Sabe, sempre tive muita inveja dela. Não só por ela ser bem mais velha do que eu, mas principalmente por sua beleza &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;glamurosa&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Thaís&lt;/span&gt; é o tipo de garota que é capaz de parar uma avenida só com uma jogada de cabelo. Seu corpo esguio e bronzeado andando por cima daquelas sandálias rasteiras fazem jus a seus cachos simplesmente caídos pelos ombros, assim como os vestidos floridos que ela tem o hábito de usar. Talvez esse seja só mais um detalhe, mas é a voz de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Thaís&lt;/span&gt; que mais me dói. Como eu queria uma voz daquela, doce e cativante (e ainda por cima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mineirinha&lt;/span&gt;!). Aposto que é isso que deixa o Zeca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;caídinho&lt;/span&gt;. O Zeca é o meu irmão, se é que você entendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço algumas vozes masculinas que não consigo identificar, mas logo seguida de uma outra feminina bastante familiar. É a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Denise&lt;/span&gt;, uma engraçada e antiga amiga do Zeca. A sua voz é muito audível e esganiçada, um tom a lá &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Elza&lt;/span&gt; Soares. Ela denuncia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o seu jeito de ser: temperamental e uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;amigona&lt;/span&gt;, do tipo pau-para-toda-obra. Não sei o que ela veste, mas deve estar com alguma roupa que destaque ainda mais a sua cor de chocolate. É o tipo de roupa que ela costuma usar, e tenho poucas suspeitas de que ela tenha mudado de estilo. Não pense que eu não sinto inveja dela porque não é verdade. Claro que sinto! Tenho esse sentimento por todos os amigos do meu irmão e, bem, acreditem, isso me deixa louca. Você não sabe, mas a pior coisa do mundo que alguém pode sentir é inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pense bem, a minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;invejinha&lt;/span&gt; não é maléfica - não quero destruir a vida de ninguém e tomá-la para mim. É só o desejo reprimido que tenho de não ser assim: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;extrovertida&lt;/span&gt; e calorosa que nem elas. Minha inveja toda provém dessa falta de espontaneidade que eu sinto. E, cara, você não sabe como isso me aborrece. Não tanto a ponto  de sair fogo pelos ouvidos - como nos desenhos que assisto -, ou estourar as veias e explodir com todo mundo. Quero dizer, gritar já não é meu forte. Muito menos querer brigar com os outros só porque eu tenho inveja. Mas que isso me deixa brava, deixa sim, tanto que me levantei da cama, abri a porta do meu quarto com uma força que não era minha e - aí vem a pior parte - acabei encontrando os amigos do Zeca lá. Bem, você pode estar pensando que eu sou uma idiota por ser assim, mas o que eu senti foi pura vergonha; toda aquela inveja, raiva, ou o que fosse tinha se dissipado. Agora era só vergonha, pura vergonha. E aposto como meu rosto ficou vermelho como pimentão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem, não é fácil ser assim. Geralmente você tem que ter muita prática para não ficar vermelha em qualquer lugar. Eu estou aprendendo, aos poucos, é claro. Só falta sair mais, encontrar mais pessoas. Quero dizer, socializar mais, daí então acho que posso melhorar essa situação. Mas, enquanto isso não acontece, eu continuo com o rosto quente e vermelho de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira que falou comigo foi a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Denise&lt;/span&gt;, a da voz engraçada. E, olhe só, ela está com uma blusa vermelha e um short jeans claro. Realçando sua pele de bombom, como sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;pimentinha&lt;/span&gt;! - Ela sempre zoa da minha timidez. - Tudo na paz?&lt;br /&gt;Antes mesmo que eu pudesse responder, todos que estavam ali olharam para mim com aqueles olhos espantados. De novo, não é fácil quando essas coisas acontecem bruscamente comigo. Controle-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Daniela&lt;/span&gt;, controle-se! Mas quem disse? O que fiz foi abaixar a cabeça, somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não precisa ficar com raiva, menina, a gente já está saindo - disse um gordinho que nunca vi na vida.&lt;br /&gt;- Não estou com raiva - consegui responder, com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;fiapo&lt;/span&gt; de voz.&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Daniela&lt;/span&gt;! - meu irmão deu um grito, me assustando. Por que ele precisa ser assim, tão espalhafatoso? - Gente, essa é minha irmã mais velha - Lá vem ele com as piadinhas de sempre - a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;cabeçuda&lt;/span&gt; da casa. Galera, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Daniela&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Daniela&lt;/span&gt;, galera.&lt;br /&gt;- Ela é mais velha que você, Zeca? Nem parece - foi a vez da belíssima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Thaís&lt;/span&gt;. E, sim, ela estava com um de seus vestidos lindos pendurados pelo corpo. Ah, não, de novo não!&lt;br /&gt;- Não sou mais velha - respondi na frente do Zeca - É só brincadeira dele. Na verdade, eu tenho 14 anos, e ele tem 19, mas a minha cabeça é de uns 40 e a dele é de uns 10,11, sei lá... - É, por aí mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos riram da coisa sem graça, menos eu. Desculpa, não consigo achar graça nessas coisas idiotas. Sinceramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu tempo de ninguém falar mais nada. Eles pareciam ter entrado numa crise ridícula e contínua de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;risadas&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Puta&lt;/span&gt; merda, pensei. Que "galera" mais retardada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei a minha porta e, caminhando pelo meu quarto imenso - já tinha mencionado isso? Deixa para a próxima. - deitei na cama, jogando todo o peso do meu corpo contra ela. Ah, a glória da paz e do conforto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-4617837907374858283?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/4617837907374858283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=4617837907374858283&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4617837907374858283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/4617837907374858283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/10/eu-no-sei-mas-imagino.html' title='Eu não sei, mas imagino.'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-8139534931195255661</id><published>2008-09-30T11:29:00.004-03:00</published><updated>2008-09-30T12:23:49.776-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele e ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Absorção</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Você tem que entender que, por mais que você se importe, existem pessoas que, definitivamente, não se importam. - Eu estava calada, absorta em seu discurso claro e firme - E você não tem que se importar com elas, porque se elas não se importam, quem é você pra se importar? Sabe, isso fere a lógica... - ele continuava, mas agora eu nem prestava mais atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que eu queria ouvir já tinha ouvido, tudo já tinha passado e agora eu só o admirava. Como era belo. Seus cabelos cor-de-mel voando com o vento, provocando ondulações imaginárias. Sua própria sombra fazendo sombra sobre mim, me protegendo e me provocando, fazendo-me ter aquela vontade de puxar seu pescoço alto para mais perto de mim, sem poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos me hipnotizavam, eram tão claros, verdes, às vezes até captavam uma tonalidade de azul. Mas o preto do meio, como se fosse um buraco negro no meio do mar límpido, era o que mais me chamava a atenção. Eu queria cair ali dentro, mas não podia. Nunca, jamais poderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era alto, muito mais alto do que eu. Me sentia uma formiga sempre que estava ao lado dele, mas não me imporava, eu sabia que ele me protegeria de qualquer mal. Quase não tinha bochechas; seu rosto era magro e másculo, uma expressão de virilidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;desleixada&lt;/span&gt; admitindo seu charme peculiar. Ele era meu, mas não me pertencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era apaixonada por seus ombros. Tão grossos e largos; sua pele branca e macia estendendo-se por completo neles, os músculos sobressaindo-se, esgueirando-se pelos braços, formando dunas de areia. Eu adorava vê-lo sem camisa só para ficar admirando aqueles ombros, querendo tocá-los com a ponta dos dedos, sentir sua maciez de pele... Ele me entorpecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não podia. Não podia nem sequer poder pensar em deixá-lo pegar-me nos braços, como costumava sonhar. E por isso éramos amigos, como se fôssemos amigos de infância. E agora ele estava ali, mais uma vez, tentando me acalmar, me ensinando as coisas que só ele parecia saber, ou que só eu merecia saber através dele. Éramos cúmplices de um crime perfeito - o de me criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, você não devia se importar com gente que não se importa com você. Sabe, isso te faz mal, vai te fazer sofrer muito, e eu não quero te ver assim - A sua voz ganhava um tom suave e amoroso, e eu amava esse afago. - Você não precisa disso. Não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiu. Ele sempre saia com uma pergunta no ar. E eu tentava pegá-la, guardá-la no bolso da calça e só &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;abri&lt;/span&gt;-la quando chegasse em casa. E foi isso o que fiz: - quando ele virou as costas, ainda me olhando por cima do ombro com os olhos de príncipe - pus as mãos nos bolsos e guardei seu presente. Exatamente como deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-8139534931195255661?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/8139534931195255661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=8139534931195255661&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8139534931195255661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/8139534931195255661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/09/absoro.html' title='Absorção'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6736493498273404860</id><published>2008-09-27T13:23:00.003-03:00</published><updated>2009-01-21T04:41:07.973-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>De ontem em diante</title><content type='html'>Hoje eu me levantei com uma sensação de estar maior. Minha cabeça está maior, meu corpo mais alto, meus olhos conseguem ver mais longe. Mas, ao me olhar no espelho, não enxergo nenhuma dessas mudanças. É só a sensação de crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadurescência, adolescência, é nisso que eu vivo. E hoje eu completo mais um ano para sair dessa vida, desse borbulhar de coisas, dessa intensidade. Será que vou mudar muito daqui pra frente? - surge a pergunta. Talvez sim, talvez não, ninguém sabe; o futuro é tão incerto. E dá tanto medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, são só dezessete anos. Um ano a mais dos dezesseis, a idade em que toda garota se sente adolescente. Adolescente de verdade. Pelo menos comigo, eu me senti uma adolescente aos dezesseis. E agora, aos dezessete, eu vou ser o quê? Pré-adulta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é ruim. Chega a ser bom. Mas é ruim saber que tanta coisa que eu construi ficou pra trás, algumas eu nem posso trazer de volta. E é bom por saber que eu estou crescendo, estou ficando bem preparada para encarar o mundo de frente, com bons olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu me acordei não me sentindo mais velha, mas me sentindo maior. Saber que eu vou seguir em frente com um olhar maior me tráz uma grande satisfação, e nem tanto medo assim - já que detesto ficar presa num lugar só por muito tempo. Essa percepção de megalomania me faz seguir em frente, como se eu estivesse hipnotizada por essa grandiosidade toda que me espera, me chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive essa coisa com aniversários. Para mim, os aniversários das outras pessoas servem para que, as que gostam desta, lembrarem. É uma data especial que simboliza o quão a sua presença é especial nesse mundo. E o meu aniversário significa crescimento. É um pé a mais na escada da vida, um desprendimento com as coisas ruins do passado, tentando carregar (nos bolsos) as coisas boas e construtivas. É o Iluminismo para o Séc. XVIII. Meu Iluminismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo é grande, obscuro e presente. Mas a força que eu quero enfrentá-lo é muito maior, e talvez eu esteja ganhando mais a cada dia que passa, cada dia a mais que eu cresço. E é essa força, esse foguete que me impulsiona pra frente, pra vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa não mudou. A casa não mudou, as roupas, a comida, nada mudou. Mas eu mudei, eu cresci, eu acordei com essa sensação de ser maior. "Mais alta" a cada dia, sem aumentar na estatura, no físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, eu me levantei com os olhos no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-style: italic;"&gt;"De ontem em diante serei o que sou no instante agora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-style: italic;"&gt;Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-style: italic;"&gt;Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-style: italic;"&gt;São coisas distintas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-style: italic;"&gt;Separadas por um canto de um galo velho"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6736493498273404860?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6736493498273404860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6736493498273404860&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6736493498273404860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6736493498273404860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/09/de-ontem-em-diante.html' title='De ontem em diante'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6284961462607511817</id><published>2008-09-21T20:03:00.005-03:00</published><updated>2008-10-15T22:43:11.123-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desafio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ele'/><title type='text'>Sua beleza magistral</title><content type='html'>Eu sempre fui invejoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando comprei meu primeiro carro. Eu tinha oito anos e o carro era uma miniatura - é claro! -  de um Corcel. Os tempos foram passando, mas, como sempre fui de família pobre, não pude ter mais do que dois ou três carros. Todos os garotos da rua tinham muito mais miniaturas do que eu, que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;possuía&lt;/span&gt; mais alguns, mas só brincava com meu Corcel. Aquilo me roía por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu cresci. Consegui vencer,  comprei um Corcel de verdade, me tornei um grande empresário, passei por cima de todos os garotos da minha rua. Me deixei levar pela frieza do ser. Me tornei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;esnobe&lt;/span&gt;. Não falava com quem não conhecia e, ainda mais, os humilhava como se fossem esterco. Eu era o pior homem do mundo, mas me achava o máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos foram passando e, quanto mais trabalhava, menos falava com as pessoas, mais dinheiro ganhava. O poder me subiu a cabeça. Me afastei da minha família completamente, mudei de cidade para trabalhar, vivia somente para minha empresa. A essas tantas eu já era o dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, um dia, tudo mudou. Estava eu no escritório, trabalhando, tudo certo. Quando minha supostamente nova secretária entrou na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu cheiro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;invadiu &lt;/span&gt;a sala, incrivelmente, me intoxicando. Não me liguei, por um instante, olhando para os gráficos no computador, completamente embebido por aquele perfume. Assim que levantei o rosto vi aquele corpo esguio, a face afilada, os olhos grandes, o cabelo jogado para trás num lenço estilizado. Seu cabelo liso e loiro era tão grande e cheirava tão bem a cada passo que ela se aproximava. Não reparei na roupa. Era sua forma que me deixava doido - tanto por cima quanto por baixo. Meu membro começou a se exaltar... Calma, calma, pensei comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer a coisa mais idiota, principalmente para um homem como eu, mas, pela primeira vez na minha vida, eu me sentia apaixonado. E tinha sido à primeira vista! Quanto mais ela se esgueirava pelo meu escritório, mais forte eu sentia seu cheiro. Não conseguia desviar os olhos dela, olhava-a de cima à baixo, enlevado por sua beleza magistral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela apresentou-se:&lt;br /&gt;- Boa tarde, senhor - Educada, já gostei. - Sou Anali, sua nova secretária.&lt;br /&gt;Interrompi-a:&lt;br /&gt;- Vai ficar até quando?&lt;br /&gt;- Até o fim do ano - ela respondeu. Meu órgão se excitou ainda mais. Meu deus, conviver com uma deusa dessa na minha sala, não ia dar certo.&lt;br /&gt;- O que vai fazer hoje à noite? - perguntei de supetão, sem pensar no que estava fazendo. Não tinha como pensar perto dela. Eu estava bêbado da sua presença.&lt;br /&gt;- Ahn... não sei, nada, talvez assistir a um filme na TV. O senhor tem que assinar esses papéis aqui - ela me mostrou uma pilha de papéis que carregava, mas não dei atenção. Só olhava para seu rosto, seus seios, sua barriga, tudo parecia perfeito demais para ser verdade.&lt;br /&gt;- Saia comigo. Às sete, pego você em casa. Esteja pronta e preparada para andar de Ferrari. Acredito que pela primeira vez, sim?&lt;br /&gt;Ela apenas assentiu, vermelha. Tímida, melhor. Estava cansado de mulher atirada demais, como era as que eu pedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às sete apareci na sua casa. Ela apareceu na porta assim que eu estacionei e buzinei. Parecia estar pronta há muito mais tempo do que eu pensaria que estivesse, concluí. Ela entrou no carro de uma forma tão, tão sexy que quase não consegui dirigir. Estava ao meu lado. Seu cheiro me embebedando de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de falar de condescendências, porque só foi isso o nosso papo. Ela era realmente muito tímida, então não a levei pra cama logo no primeiro encontro - como era a minha vontade pulsante. Mas, aconteceu que, depois desse dia, me apaixonei. Acordei no outro dia - mesmo sem tê-la na minha cama, se enroscando nos lençóis, seu enorme cabelo largado no travesseiro, seu corpo serpentino passeando pela cama... - com uma paz enorme no peito, uma compaixão tão grande que todos perceberam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias foram passando, e eu descobri que ela também estava apaixonada por mim. O clima antes tenso da empresa agora era leve e suave como vento. Sua presença mudara tudo ali dentro. Meses depois me aposentei e convidei-a para morar comigo longe dali, onde poderíamos construir nossa família - que era seu sonho e, impressionantemente, descobri que também era o meu.  Ela aceitou sem hesitar e fomos morar juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ainda tenho o Corcel de miniatura de infância. Lembro de tudo, lembro de como fui ruim para as pessoas e ainda tenho a vontade de voltar e me redimir com todos. Mas primeiro que nem todos daquela época ainda estão vivos e nem sei se, os que restaram, acreditariam em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me formei um novo homem. E tudo por causa de uma beleza sutil. Parece impossível, mas acreditem, aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, cumprindo o desafio do &lt;a href="http://www.jefferson.blog.br/"&gt;Jeff&lt;/a&gt;. Rá! Não ficou tão ruim assim, ficou?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6284961462607511817?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6284961462607511817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6284961462607511817&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6284961462607511817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6284961462607511817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/09/eu-sempre-fui-invejoso.html' title='Sua beleza magistral'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-391664728882953991</id><published>2008-09-16T19:10:00.008-03:00</published><updated>2008-09-16T19:50:42.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><title type='text'>Não fale com estranhos.</title><content type='html'>"Não fale com estranhos". "Tenha cuidado ao sair de casa". "Olhe para trás ao andar na rua" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa parte dessas frases é habitual em nosso cotidiano. Na verdade, é o jargão do 'Seguro morreu de velho' e ninguém pode negar. Uma boa precaução sempre é bem vinda, mas não quando se trata de privação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma sutil diferença entre o proibir, o limitar e o precaver. Parece ser tudo a mesma coisa quando falamos de um exemplo só. Mas não é. Quando uma mãe diz para o filho pequeno não dá trela para estranhos na rua, é com medo de que algo lhe aconteça. Lógico, ninguém nunca disse que a sociedade não era perigosa; que existem demônios em forma de gente, ou até que pessoas podem fazer o que der na telha com a outra, ainda por cima, indefesa. Mas a diferença está aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prevenir que um mal aconteça é bom. Mas tornar isso uma limitação é péssimo. É o mal da contradição: quando se previne, se limita de que qualquer um faça alguma coisa. Logo, limitar é proibir? Não tenho tanta certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha do limite é fina e fraca, qualquer um pode quebrá-la. É como as regras, você as quebra se quiser. Mas depois agüente as conseqüências. Um limite imposto por outro pode ou não ser aceito por você. E até um imposto por si mesmo. É a liberdade de expressão pulsando nas veias, te fazendo não pensar e agir demasiadamente. E, bom, em algumas situações isso pode ser ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Proibido estacionar". É uma regra, um mandado. Você pode infringir, se quiser. Mas toda proibição tem a sua condição - é o que a faz ser uma. Se você estacionar aqui, terá que pagar a multa imposta por outrem, os superiores. Então, quando se tem algo para proibir, tem que haver algo por trás que cause isto, um motivo que explique o "Proibido fumar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma proibição é uma precaução? Talvez seja só uma forma de deixar tudo organizado. Imagina se não existisse um limite, se a palavra "prevenir" não tivesse no dicionário, ou até que tudo pudesse ser feito e nada fosse proibido. Aposto que os próprios humanos criariam suas próprias barreiras. Não é preciso um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lord&lt;/span&gt; para que isso tudo aconteça. Afinal, cada um é único. É natural do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que salva isso tudo é o respeito. Se você não tem respeito por nada disso, me desculpe, você não passa de um troglodita. Mas, com certeza, isso não dura por muito tempo - ou até dure, quem sabe, as pessoas são tão imprevisíveis. Porém, com o respeito, você não precisa quebrar tudo e sair rindo de todo mundo. Fica tudo natural e humanamente normal. É o respeitar o espaço do outro que - talvez - esteja faltando em algumas poucas sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só respeite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Não cumpri o desafio do &lt;a href="http://www.jefferson.blog.br/"&gt;Jeff&lt;/a&gt; por que to sem criatividade pra criar um texto masculino. Até pra um feminino eu tou sem. Mas, enfim, um dia eu cumpro. =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-391664728882953991?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/391664728882953991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=391664728882953991&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/391664728882953991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/391664728882953991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/09/no-fale-com-estranhos.html' title='Não fale com estranhos.'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-3985837321997604245</id><published>2008-09-10T14:05:00.007-03:00</published><updated>2008-09-10T22:38:35.873-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Lágrimas Sofridas</title><content type='html'>Assim que saí da sala de parto, mal pude segurar meu bebê. Ele era tão, mas tão pequeno que quase não me dei conta de sua presença. Seu choro ecoava pelas paredes amareladas do hospital e me deixava zonza. Acabaram de tirar-lhe de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam me levando para um quarto reservado. Já tinham me lavado, não estava mais com aquele sangue grudado em mim. Não sei como, mas o hospital, apesar de público, tinha um atendimento razoável. Nada luxuoso ou glorioso demais. Ninguém filmou o nascimento do meu filho - Gabriel, nome do meu anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me colocaram com cuidado em cima da cama, senti o frio que estava fazendo. Não havia ar condicionado no quarto - é claro - mas as janelas estavam abertas, as cortinas esvoaçantes. Estremeci e vi que uma das enfermeiras notou. Tirou da gaveta uma manta cor-de-rosa grande e grossa e pôs nos meus braços e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui desdobrar a manta. Ela estava no meu braço do mesmo jeito que meu filho estivera. E agora ele estava tão longe de mim. Não sabia onde ele poderia estar, então fiquei ninando a manta por algumas horas; sem perceber o tempo que passava e o frio que aumentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dei por mim já estava anoitecendo - e traziam meu bebê pela porta do cômodo. Não tive a primeira chance de segurá-lo, os dois médicos que o acompanhavam, um o segurando e o outro com uma prancheta na mão, ainda fizeram anotações, analisaram e mecheram no meu anjinho. Admito que fiquei com ciumes e quase gritei, mas me controlei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo demais segurando-o, resolveram dar-me o meu Gabriel. Minha criança, minha vida estava ali, em meus braços, e por tanto tempo. Não tive tanta chance de segurá-lo antes e agora os minutos pareciam inexpressivos de tão rápidos. De repente, já estava com os olhos molhados, as gotas caindo na sua testa, molhando seu rostinho lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que as lágrimas caíam, menos seu rosto eu conseguia visualizar. O rio que me brotava  inundava a mim mesma, me tampando sua visão gloriosa. Comecei a ver fatos singularmente familiares se espelharem pelas gotas. Vi quando eu tinha quatro anos e usava um vestido da cor do sol, rodado. Senti de novo a sensação de rodar na grama do jardim da casa do meu avô; senti o ardor do sol no meu rosto, queimando, gostoso. Vi meu avô me assistindo com um sorriso satisfeito nos lábios. Fechei os olhos num aperto, coração na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri-os de novo e a chuva de lágrimas voltou, agora com uma intensidade diferente. Eu ainda estava vendo as imagens pularem de minhas órbitas como se estivesse assistindo ao filme da minha vida. Me vi sentada no banco da rodoviária, dezesseis anos nas costas - que estavam curvadas - a esperar pelo suposto amor da minha vida; o que me levaria para longe daquele inferno de cidade que morava. Vi seu rosto negro e lustroso na minha frente e senti as mesmas borboletas no estômago que da época - era meu retorno de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustada com o que se passava em mim, tentei agarrar meu cândido mais forte - mas percebi que ele estava gelado. Gelado demais, pensei. Tentei raciocinar por um momento e lembrei de que eu não tinha ouvido seu choro, mal conseguia ressentir sua respiração como antes. E agora ele estava gelado em meus braços - um mármore em forma de anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui mais colocar os panos em ordem, as idéias no lugar, nada. Apenas deitei minha cabeça no travesseiro alto da cama e adormeci, ainda com lágrimas caindo pelas minhas têmporas e molhando meu rosto também frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, recebeu-se um relato no hospital de que uma mulher morreu com seu filho nos braços, a cabeça perto do coração. Morte súbita. Nunca se soube qual foi a causa, visto que o bebê estava em pleno estado de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS¹: O conto não tem nenhum apelo contra o aborto. Se quiserem saber a minha opinião, sim eu sou a favor do aborto. Afinal, só se tem um filho se você tiver condições de criá-lo.&lt;br /&gt;PS²: Só porque tem uma suposta notícia no final não quer dizer que isso seja real - pelo contrário.&lt;br /&gt;PS³: A música do título não tem nada a ver com o conto. É só o nome mesmo, a música em si não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-3985837321997604245?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/3985837321997604245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=3985837321997604245&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3985837321997604245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3985837321997604245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/09/lgrimas-sofridas.html' title='Lágrimas Sofridas'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-3489385730539567898</id><published>2008-09-04T15:17:00.004-03:00</published><updated>2009-01-21T04:41:07.974-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verídico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post-diarinho'/><title type='text'>Cansaço e uma música</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este post é real. Sou eu quem escrevo, é meu. Depois dessa, por favor, aprendam a ler os marcadores. ¬¬'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que estou cansada.&lt;br /&gt;Cansada de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já se sentiu assim? Cansada de viver. Cansada de olhar para o mesmo rosto no espelho todos os dias. Procurando uma coisa a mais, algo ainda não descoberto, mas sem encontrar. Talvez sem tempo demais para procurar, sem cabeça pra pensar nisso. Só olhar e procurar, e nada achar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansada de acordar todos os dias cansada. Acordar como se estivesse morrendo aos poucos, a cada dia. Ao ir domir, desejando que o amanhã não existisse. Desejando que a chuva cessasse ou que o sol desaparecesse - deveria ser noite o tempo inteiro. O escuro me acalanta, consigo não ver o que preciso ver. Posso deitar minhas pálpebras sem me preocupar se estou ou não perdendo alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando cabisbaixa, com a cabeça maior que eu. Cheia, lotada de mim. Saturada das mesmas coisas, dos mesmos dias, dos mesmos rostos. Cansada de falar e fazer (quase) as mesmas coisas. E mesmo assim, ainda tem um vazio imenso aqui dentro. Um vazio impreenchível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo ver razão para isso - o clarão do sol me encandeia. Não tem motivo, nem causa, só cansaço. Sou eu, assim, cansada. Morta nas pernas. Sem vontade, sem motivo, sem uma meta. A meta que me mantinha em pé se foi, deixando resquísios quase impertinentes demais para se acreditar. Vivo inerte ao mundo, mas ainda sim quero e tento fazer parte dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansada de viver, cansada de sonhar. Cansada de imaginar situações e ficar com esse "apertinho" no peito, achando que sinto alguma coisa, quando eu sei que é tudo coisa da minha cabeça... Mesmo. Preciso sentir para ver se acordo dessa letargia infinita... Mas, talvez isso nem funcione. Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei mais o que eu quero, não sei mais o que fazer, não sei. Estou cansada. É tudo que sei. Cansada de mim, cansada do mundo e, principalmente, cansada de sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma música:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci esse cara &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=55347613"&gt;numa comunidade&lt;/a&gt; que frequento (como BBB, mas ainda sim frequento), acabei baixando, ouvindo e adorando. Mesmo fugindo de tudo o que eu costumo escutar, eu adorei. Recomendado. &lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Pra quem gosta de samba e mpb, claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Cartola - O mundo é um moinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Ainda é cedo amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Mal começaste a conhecer a vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Já anuncias a hora de partida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Sem saber mesmo o rumo que iras tomar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Preste atenção querida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Embora eu saiba que estás resolvida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Em cada esquina cai um pouco tua vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Em pouco tempo não serás mais o que és&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Ouça-me bem amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Preste atenção o mundo é um moinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Vai reduzir as ilusões à pó&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Preste atenção querida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Em cada amor tu herdarás só o cinismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Quando notares estás à beira do abismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Abismo que cavastes com teus pés&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escute:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;center&gt;&lt;p style="visibility: visible;"&gt;&lt;embed src="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/minime.swf" quality="high" wmode="transparent" flashvars="myid=10415968&amp;amp;path=2008/06/21&amp;amp;mycolor=F2F2EB&amp;amp;mycolor2=000000&amp;amp;mycolor3=1A6B20&amp;amp;autoplay=false&amp;amp;rand=0&amp;amp;f=4&amp;amp;vol=100&amp;amp;pat=0&amp;amp;grad=false" name="myflashfetish" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="160" align="middle" border="0" height="68"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-3489385730539567898?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/3489385730539567898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=3489385730539567898&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3489385730539567898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/3489385730539567898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/09/cansao-e-uma-msica.html' title='Cansaço e uma música'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6272392906453558790</id><published>2008-08-28T20:53:00.004-03:00</published><updated>2008-08-28T22:21:25.645-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Daniela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Princesa</title><content type='html'>O problema é que eu me sinto velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é culpa dos garotos que vejo passearem pela praia. Não é culpa dos seus hormônios estarem sempre acentuados e excitados, enquanto eu fico aqui, trancada nesse inferninho que, carinhosamente, chamo de quarto. Não é culpa deles, mas não sei se concordo que a culpa seja toda minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem que tento. Tento ficar perto dos adolescentes normais, tento olhar através dos olhos deles, tento ser como eles. Mas, é complicado, comigo não funciona. Não sei o que é; só sei que não funciona. Tentar não me custa tempo nem esforço - geralmente, é bem fácil lidar com eles -, mas eu realmente não me sinto bem. Não me sinto sendo eu quando estou com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomo como exemplo o garoto que, impulsivamente, sou 'afim'. Ele é amigo do meu irmão, portanto quase sempre o vejo pelos corredores. Mas não é tão fácil assim, já que ele é meio lerdo; causa das coisas que ele perde tempo fazendo no quarto do meu irmão. Mas, mesmo assim, ainda insisito em gostar dele, para tentar me igualar à eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio contraditório, não?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando-os daqui da minha janela - meu quarto fica no segundo andar da casa -, percebo o que eles não vêem. Vejo os detalhes, as nuances dos movimentos, mesmo sem ouvir nada. Consigo notar que uma garota está abraçada com o garoto que eu "gosto". Mas, incrivelmente, não sinto nada. Na verdade, me sinto mais estranha do que o normal. Era para eu estar lá, com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe insiste em dizer que eu deveria sair desse quarto, respirar o ar tão bom da praia. Eu replico dizendo que já sinto a maresia suficiente - ela já está acabando meu guarda-roupa. Mas acabo me arrependendo depois de aceitar isso, de aceitar ser estranha assim. Talvez isso me traga alguma recompensa um dia. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos do meu irmão são pessoas legais - são os únicos adolescentes que eu tenho contato. Fora eles, eu apenas obsevo os outros. Desejando ser igual, por um lado. Mas por outro, quem sabe, eu não poderia aproveitar esse meu isolamento. Então eu escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo tentando me afastar dessas angústias de ser o que não sou. Escrevo para me libertar, escrevo pelo prazer que as linhas me dão, quando os outros têm tantos prazeres quanto o meu. Prazeres diferentes, que eu talvez nunca irei descobrir. Deve ser tão prazeroso ser um adolescente. E eu fico aqui, perdida, me achando mais velha que minha própria mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado? Que nada. Ninguém vê. Eu escondo tudo, prefiro não me mostrar. Não que eu não queria que ninguém saiba - talvez se alguém mais soubesse, eu não me limitava tanto às folhas de oficio - mas é só que eu não gosto de sair me expondo a torto e a direito. Talvez exista alguém que seja assim, mas eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu me canso. Me canso de ser assim, adulta demais. Canso de tentar ser o que não sou, canso de me isolar. E ficando aqui, cansada, sem me aguentar por mais um segundo é que parto para as histórias. Contos de fadas. É disso que eu vivo - esse é o meu alimento. Minha utópica vida de princesa, sem sapos e castelos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-6272392906453558790?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/6272392906453558790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=6272392906453558790&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6272392906453558790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/6272392906453558790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/08/princesa.html' title='Princesa'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-5978372689629982501</id><published>2008-08-22T20:24:00.007-03:00</published><updated>2008-08-28T22:37:22.305-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrador-personagem'/><title type='text'>Completos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que você prefere?  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sobre o quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso - mostrei-lhe um papel. Nel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e estavam desenhados dois corações. Um com o nome AMOR em vermelho e o outro com PAZ em amarelo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A paz não é amarela. É branca. - soltou um sorriso familiar demais para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Foi a cor mais clara que encontrei. Caso não fosse esta, não teria nada escrito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Só o coração desenhado - ele completou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É - concordei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que eu consigo viver sem amor. Na verdade, nunca fui muito de ficar ardendo por qualquer garoto. Ainda mais que não há um sequer que me chame atenção o suficiente - ou ao menos não chamava. E nenhum deles parecem me notar, também. Mas os amores que não são "ardentes" acabam me fazendo melhor que um caldeirão borbulhante aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, algumas vezes, conhecemos pessoas que podem nos mudar. Não por completo, até aí ninguém conseguiu - pelo menos comigo. Mas pode mudar algo de nós, nos fazer pensar e refletir sobre algumas coisas que antes pareciam estúpidas demais. E era o que estava acontecendo comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era o fato de ele ser um garoto, um heterossexual, que isso me deixava mais excitada. Eu sempre me identifiquei mais com os homens do que com as mulheres; mulher geralmente é muito fresca com as coisas. Homens são bem mais despojados - com exceções, claro. Mas, bom, na maior parte do tempo, um homem não vai se importar se você preferir não falar mal de ninguém, ou até não falar nada, só para ter um assunto na mesa; comparando às mulheres, que mal conseguem parar de mexer os lábios. Então, esse era o meu caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu o conheci, estávamos numa lanchonete. Acho que destino nos laçou naquele momento, porque pedimos o mesmo sanduíche e o mesmo suco para almoçar.&lt;br /&gt;- Você sempre pede isso? - ainda me lembro do seu tom de voz ao mesmo tempo interessado e surpreso.&lt;br /&gt;- Sim, sempre. - E não disse mais nada, o lanche havia chegado. Sentei na mesa que tinha posto minha bolsa e meu caderno, sozinha. A mesa era pequena demais para mais de duas pessoas. E ele era grande o bastante para ocupar o mesmo espaço.&lt;br /&gt;Mesmo assim, ele veio até minha mesa, acompanhando-me no lanche. Isso demonstrou sua teimosia que, tempos mais tarde, pude perceber que era um de suas características marcantes. Com aquele olhos grandes que quase me devoravam - assimilando-se à forma como comia o sanduíche - ele apenas me olhava e não dizia nada. Eu comia muito devagar, tentando entender o que ele estava fazendo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós nunca fomos de nos falar muito, até esse dia. Como eu disse, algo nos enlaçou e nos aproximou de uma forma inexplicável. Repentinamente, quando terminamos o lanche, ele me acompanhou e esperou o ônibus comigo na parada logo afrente da lanchonete. Era estranho demais para mim, até hoje esse episódio foi inexplicável. Mas ele sempre foi assim, meio sem explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos por conversar sobre coisas que eu, antes dele, não via, não ouvia, sequer percebia. E ele não pegou na minha mão, nem jogou indiretas, nem aproximou seu rosto do meu. Apenas jogamos conversa fora, suas palavras soltadas da boca, me envolvendo como uma serpente.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, ele já frequentava minha casa, havia conhecido a minha mãe, tudo estava indo da melhor maneira possível. Até que o momento chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai, diz, o que você prefere? - Estávamos no meu quarto. Ele trouxera seu caderno e o segurava como se fosse um bem precioso. Eu o mostrava o papel desenhado.&lt;br /&gt;- Entre paz e amor? Defina paz e amor. Há vários significados para essas duas pequenas palavras. - Papas-na-língua? Essa palavra não está no vocabulário dele.&lt;br /&gt;- Esta paz é a paz de espírito. E o amor não é o de "namorado". - afirmei e continuei - Para ser mais direta, estou perguntando se você consegue viver sem amor, só com um bem-estar constante.&lt;br /&gt;- Boa pergunta, garota. - eu odiava quando ele me chamava assim. Mas o que eu disse? Teimosia era seu lápis. E eu acho que era seu papel. - Está aprendendo com o mestre, não é?&lt;br /&gt;- Talvez - e assenti. Não tinha como mentir, não é? Ele era um senhor Mestre para mim. - E aí? Vai, me responde.&lt;br /&gt;Ele pegou o papel das minhas mãos sem nenhuma delicadeza - esse não era seu forte - e analisou os dois corações. Pensou por um tempo, enquanto eu consultava o relógio. 15h45.&lt;br /&gt;- Por que a paz está dentro de um coração? - audacioso.&lt;br /&gt;- Porque ela também pertence à você. Se estivesse fora, seria um motivo para sua paz derivar do meio em que vive, e não de você mesmo.&lt;br /&gt;- Está querendo dizer que eu quem faço a minha paz? - outra vez. Ele não cansa, mas eu já estou acostumada.&lt;br /&gt;- E a dos outros também - achei uma boa resposta depois de dois segundos pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não dá pra viver sem amor, por mais idiota que pareça. Aposto que ninguém consegue ser feliz sem isso. Do mesmo jeito a paz. Um bem-estar próprio torna um dia mais límpido e feliz. As coisas não parecem tão complicadas e foscas como aparentam. Para mim, as duas se completam. Não que seja somente isso do que precisamos, mas elas se completam. - tudo isso ele me disse como um discurso. E eu gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgou uma folha do caderno velho que segurava e pegou uma caneta vermelha. Desenhou um coração grande, quase do tamanho inteiro da folha. Pegando um lápis de cor vermelho e um amarelo, escreveu as duas palavras que marcaram nossa conversa do dia: Paz e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais abaixo, eu completei, de caneta azul mesmo: Se completam, como nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sumi um tempo por causa do meu computador. A fonte queimou e teve de trocar - mas não demorou muito, graças! Agora estou de volta e já agradecendo à &lt;a href="http://bonequinhadeseda.blogspot.com/"&gt;Maria Fernanda&lt;/a&gt; pelo selinho mimoso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o Prêmio Dardos se recon&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;hecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc..., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto dentre suas letras, entre suas palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SK9ccauVwII/AAAAAAAAAJI/Rv3ENlibZYw/s1600-h/dardos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SK9ccauVwII/AAAAAAAAAJI/Rv3ENlibZYw/s320/dardos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237506534934954114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigada, bonequinha de seda. De verdade, adoreeei! *-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: "Você não cansa de fazer posts tamanho de um bonde?" "Não, foi mal, eu apoio a leitura e você, vê se deixa esse lado brasileiro de lado e vê se ativa esses neurônios!". Éissomemo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5616685213782458990-5978372689629982501?l=contosnopapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosnopapel.blogspot.com/feeds/5978372689629982501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5616685213782458990&amp;postID=5978372689629982501&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5978372689629982501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5616685213782458990/posts/default/5978372689629982501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosnopapel.blogspot.com/2008/08/completos.html' title='Completos'/><author><name>Jéssica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03432527218707700393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_gffF2ej_CuE/SIE5GliqTPI/AAAAAAAAAGo/ylmgwBol4Y4/S220/ghfgh.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SK9ccauVwII/AAAAAAAAAJI/Rv3ENlibZYw/s72-c/dardos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5616685213782458990.post-6939160686212305377</id><published>2008-08-13T22:38:00.006-03:00</published><updated>2008-08-16T11:55:35.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fictício'/><title type='text'>Ainda precisaria...</title><content type='html'>Uma hora, bateu o sono. Seu companheiro de estradas vazias todas as manhãs, quando acorda, ainda desacordada. Viaja com ele perambulando por suas têmporas, pairando seu nariz e fechando seus olhos. Incrível, ele só chega de manhã. A noite é um dilema. Ele sempre sai pra passear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, essa noite. Essa noite ele veio com toda força, fazendo-a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cochilar&lt;/span&gt; na cama. Assistindo à um programa qualquer na TV, apenas adormeceu. Não sentiu nada, nenhum peso, nenhuma dor de cabeça. Nem precisou tomar os calmantes! Nada. Apenas dormiu. Em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dormia calmamente, como um bebê. Um esboço de sorriso estampado no rosto. Uma testa franzida. Coisas habituais misturadas à novidades. E sentia. Sentia que estava parada, ali, encostada naquele colchão e com a cabeça no travesseiro. Sabia que ficaria ali e não sairia, talvez, nem se lhe implorassem. Aquela era sua posição mais confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clarão da lua invadia o quarto. Naquele momento, uma áur
