segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Flash Back [parte #1]

Era uma manhã de domingo quando ele acordou. Mas aquela não seria somente uma manhã de domingo. Aquela era a manhã de domingo. Olhou para o lado da cama e não viu quem estava lá na noite passada. Lembrou-se de tudo como um filme que passara em sua mente, e ele era o protagonista. Agora estava ali, desolado, sem saber o que fazer. Levantou-se e, pelado, foi até a varanda e, fitando um táxi lá embaixo, viu uma pessoinha reconhecível. Tentou dar tchau, mas a casa era alta e o jardim, imenso. Com certeza a pessoa não iria vê-lo. Falou, baixinho:

- Até mais meu queridinho.


~

Jack era um cara legal. Acordava as seis da manhã todos os dias e ia pra faculdade. Fazia faculdade de Artes e, pela tarde, trabalhava na lojinha de roupas indianas da sua mãe. Jack gostava de cores fortes e usava muito jeans. Sempre gostou, apesar da fissura por roupas indianas e leves da sua mãe. À noite, logo após o jantar, ia à casa da namorada, ver filme e comer pipocas. Nunca desconfiou da sua sexualidade, sempre soube que era hetero. Até que um dia resolveu ir a uma festa. Chamou sua namorada pra ir:

- Amor, vamos pra uma festa? Lá na Quatro e 400.

- Você sabe que eu não gosto de festas. Mas pode ir, se quiser.

- Ta bom! Não volto tarde, prometo.

E se foi.

E foi nessa noite que tudo começou a mudar.

A casa de festas era grande, espaçosa e com uma bela decoração. Jack ficou sabendo, pelo segurança da entrada, que lá era aberto todo fim de semana, mas não era sempre que tinham festas que lotavam tanto assim. O segurança também falou que antigamente era menor, e era só um bar com umas cadeiras e um espaço para o pessoal dançar. Depois da reforma, fez o primeiro andar (que é onde fica a cozinha e todo o resto do salão), a pista enorme de dança, o salão onde ficam as mesas e o bar. E contrataram mais gente pra trabalhar, e foi assim que ele foi parar lá. Pra o segurança não começar a contar toda historia da vida dele, Jack apressou-se em entrar logo no salão e reparou que tudo o que o segurança disse era pura verdade. Um ‘puta’ salão, e uma ‘puta’ pista de dança!

Aproximou-se do balcão e pediu uma vodka com coca.

2 comentários:

abominnavel disse...

Algo nesse conto me lembra aquela música "Ai Wilson vai!"...

Anônimo disse...

tá legal, q a musica é "I will survive"