sábado, 27 de junho de 2009

Garoto Linha Dura - Stanislaw Ponte Prenta

Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta (nome fictício que o próprio criou) foi um escritor, jornalista, cronista, e todos os mais istas possíveis entre os anos 60-70. Carioca da gema, ninguém nunca descreveu tão bem o Rio de Janeiro e o próprio comportamento carioca como ele. Suas obras são caracterizadas pelas piadas e sátiras criticando sempre a ditadura e o moralismo social da época, que atacava todos os costumes dos brasileiros.

Escreveu, entre todas as crônicas e piadas, quatro livros de destaque: Tia Zulmira e Eu (1961), sua obra principal, que ele mais usa de piadas e críticas mordazes; Primo Altamirano e Elas (1962), Rosamundo e Outros (1963) e, por último, Garoto Linha Dura (1964).

O livro é uma reunião de contos e crônicas, todas no estilo característico de Stanislaw, que não perde nenhuma oportunidade para fazer piada com qualquer coisa - até a um filme na TV!. Livro que, na introdução, o próprio autor diz que, depois de Zulmira, Altamiro e Rosamundo, ficou sem personagens, mas de repente, apareceu um garotinho que "se deixou influenciar pelo mais recende método de democratização posto em prática no Brasil" - O Garoto Linha Dura. Apesar disso, o livro não são crônicas somente desse garoto - mas crônicas gerais, que falam sobre qualquer situação que o autor tenha passado, sabido ou criado, inclusive algumas com os personagens de Tia Zulmira e Rosamundo.

O livro é realmente engraçado, são crônicas curtinhas, de no máximo três páginas, com ilustrações interessantes de Jaguar. Algumas eu bolei de rir e me surpreendi, porque de primeira não esperava nada de um escritor tão característico do Rio de Janeiro. Uma boa dica para uma leitura leve, descontraida, e, quem sabe, repassar as histórias para amigos, vizinhos, primos, avôs, etc. etc.

Para mais informações, acesse o site do livro.




* Livro enviado para mim para fazer a resenha. Obrigada, foi uma ótima leitura.

7 comentários:

Livre Pub disse...

Gostei. Achei preciso.
Mas os textos do seu outro blog são mais bonitos. Queria poder comentar por lá!

Leon K. Nunes disse...

Stanislaw Ponte Preta é um caba bom, eu já li um livreto dele no passado, e já quase comprei o Tia Zulmira e Eu, encontrei num sebo, mas deixei pra próxima e foi vendido logo depois... eu gosto das críticas que ele lança e das sátiras, das descrições que faz do ambiente vivido no Rio - embora nesse aspecto ainda prefira o Rubem Fonseca, este sim o máximo -...

Acho uma ótima recomendação a sua, e gostei da resenha, cheguei a pensar que era uma resenha profissional, extraída de alguma página por aí... fiquei me perguntando porque logo no meu retorno ao seu blog eu pegara justo um texto não-escrito por você, rs... ledo engano. Você sabe fazer bem tais resenhas, como também sabe fazer contos e cartas (eu li seu outro blog, uma obra-prima atrás da outra)... peço mil perdões por minha ausência daqui mesmo enquanto tu era visitante fiel do Literatura Vil... eu mereceria um tiro na cabeça se não merecesse uma segunda chance; vou agarrar essa chance com tudo que resta, então, pois não quero perder mais essa tão agradável leitura, sobretudo agora, muito mais rica, mais madura... tu já domina bem o negócio, parabéns.

Desculpe o comentário longo demais, a prolixidade talvez seja meu pior defeito (quem dera fosse), mas você que visita o meu blog já deve saber disso, né...

Um beijo, até a próxima.

Maria Fernanda disse...

Em algum lugar da minha memória, esse nome não me é estranho...

JLM disse...

vc me surpreende diariamente, sweet. bjk lindinha...

ah, e já sarou da catapora?

Rodrigo Oliveira disse...

Oi, vim responder a sua pergunta lá blog e dar uma espiada no seu, se vc não se importa eheheh lá vai:

"Jéssica, que bom que você gostou. Na verdade não se passa em Recife, não. Na verdade, a locação é fictícia, já que eu criei várias alterações de geografia e espaço, que desvirtuaram consideravelmente, provavelmente o real. Mas teve uma referência sim. Bem longe de Recife. A cidade que de certo modo inspirou Relato em Azul foi Kinshasa. Capital da República do Congo, com quem esbarrei em alguma matéria, em algum lugar agora longe da memória. E valeu a visita :)"

Nanda disse...

Parece ser um otimo livro. =)

Kari disse...

Sim... Parece ser um livro ótimo!!!!

Beijão