sábado, 5 de setembro de 2009

O pianista - Wladyslaw Szpilman

A segunda guerra mundial vem estampada, atualmente, em diversas formas de arte. A que mais prevalece e tem mais magnetismo é, com certeza, a literatura. Diversos livros que abordam o tema, quando lançados, chamam a atenção do leitor que está sempre procurando saber mais sobre um assunto tão pesado e forte. Ainda por cima quando as histórias são verídicas - como O Pianista, de Wladyslaw Szpilman.


Não muito conhecido devido a época em que foi escrito, o livro conta a história do pianista Wladyslaw Szpilman na Polônia de 1940. Época em que Hitler começava a se expandir, tentando atingir os países europeus com o regime fascista e sua ditadura. Era, então, a famosa época da Segunda Guerra Mundial, e do genocídio judaico por toda Europa.


Escrito na mesma época em que viveu, Wladyslaw conta a história do sofrimento seu, de sua família, e de toda nação polonesa durante o massacre dos judeus. A Polônia foi o primeiro país que deu início a guerra - e é assim que o livro começa: "Em 31 de agosto de 1939, todos em Varsóvia tinham certeza de que a guerra contra os alemães era inevitável". A partir daí, ocorre uma série de acontecimentos dramáticos com o personagem e sua família, dos quais o mais forte é o capítulo d'O Umschlagplatz (trem que carregava os judeus refugiados para os campos de concentração - onde achavam que iam trabalhar, mas na verdade impiedosamente morriam queimados). O pianista, então, vê-se desolado e sem perspectiva qualquer de ainda sobreviver. Porém, como se por força do destino, em todas as chances que ele tem de ser pego, consegue escapar. Mais tarde, prefere se esconder nas casas de amigos - ele era popular na sua região pelos concertos que fazia e por tocar na Rádio Polonesa (principal rádio até hoje) - e ali ficar até que a guerra finalmente acabasse. No fim, depois de um encontro surpreendente e em situações desumanas, contudo em paz, ele consegue sair ileso do maior massacre já visto na História da humanidade.



Passei o mês inteiro de agosto procurando algo para ler, e numa tarde perdida encontrei esse livro. Nem me toquei que era o mesmo do filme - e fui lendo compulsivamente. A história é muito pesada, ainda mais por ser totalmente verídica, mas muito bem escrita. O distanciamento com que Szpilman narra os acontecimentos é tão melancólico que foi capaz de me deixar para baixo. Mas a realidade ali escrita se faz reconhecer como a ditadura de Hitler foi injusta e cruel. A brutalidade do exército alemão sobrepõe qualquer resquício de conhecimento Histórico - e no decorrer das páginas envolve mais o sofrimento do personagem e todos que o rodeiam do que a visão política do acontecimento. Se o morticínio, contado pelos livros de História, já é terrível, imagine então uma história verídica, tirada diretamente da época?


Não existe nota nem adjetivos para esse livro. Um "muito bom" é muito pouco.



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OBS: Se você prefere livros com historinhas de finais felizes e não gosta de ver gente morrendo e sofrendo, eu asseguro que não leia. Mas se é um curioso da História, ao menos assista o filme. No mínimo, eu garanto umas lágrimas, então leve uma caixinha de papel. E muita pipoca.

10 comentários:

Kari disse...

Sabe que eu nunca vi o filme? Acho que é porque não gosto muito de ver coisas sobre os judeus e tal...É que minha bisavó era judia, e, quando vejo aquelas coisas me dá uma dor tão forte no peito. Já assisti o filme "A vida é bela", mas ver aquele massacre me machuca.

É um caso pessoal e por isso não assisto. Mas gostei da indicação e fiquei curiosa.

Beijão

Matheus Chatack disse...

Fiquei com vontade de ler esse livro. Adoro tudo relacionado a segunda guerra, vou comprar.

Vini disse...

a segunda guerra mundial foi terrível mas
trouxe muitas coisas
em vários sentidos que nós, que não tivemos contato com ela
devemos aproveitar
várias formas de arte surgiram dela
seja na literatura, com livros históricos ou mesmo romances históricos
enfim

é muita coisa
que me faz pensar
no ser humano por si
na razão de tantos erros

quando tudo poderia ser simples


eu gostei

R. disse...

que bonito isto aqui.

LuNATYkáh disse...

E já vi o filme e é... seilá, realmente não tem um adjetivo.
ao mesmo tempo que é lindo, é doloroso e cruel...
Adoro esse tipo de filme! {osúncosquemefazemchorar}
A cena mais emocionante é a do Natal. realmente deixou marcas!!

beijunda!! {amei}

Laah Cristina disse...

Não sou do tipo que gosta de finais felizes. (li o menino do pijama listrado, que tambem fal da segunda guera e recomendo pra muita pessoas) Mas ainda assim achei esse muito pessado. tentei ver o filme, mas numa dada cena me vi desligando a televisão: os exercito alemão jogou um cadeirante pela janela por que ele não se levantou. depois mandaram todos para a rua e foram os atropelando, sequencialmente. Mas deixo ai a dica pra você e pra quem mais se interessar pela segunda guerra: o menino do pijama listrado

Leon K. Nunes disse...

Há de se conviver que qualquer julgamento histórico feito fora de seu tempo e seu contexto concreto é um equívoco de graves contornos, então não teço nem opiniões positivas nem negativas a respeito de Szpilman (vi o filme mas li apenas trechos do livro, não por completo), mas lamento que ele, tão presente nos focos dos acontecimentos (em especial o Levante do Gueto de Varsórvia) não tenha, em momento algum, se posto a lutar ao lado de seus companheiros em defesa de seu povo e de seus valores étnico-religiosos, recebendo ajuda durante toda a sua trajetória mas se mover uma palha para oferecer ajuda a quem quer que fosse. É uma observação particularmente crítica que faço, mas que não chego a levar a sério porque, naturalmente, qualquer experiência vivida no ambiente da guerra deve ser relativizado até a última potência; sobretudo para nós que vivemos numa época em que guerra parece algo distante tanto no tempo como no espaço.

Não deixa de ser uma boa indicação, senão pelo valor literário, ao menos pelo valor histórico.

Beijos, até logo!

Camila disse...

sempre gosteei sobre esse assunto, já li O diario de Anne Frank, qe falaa muito tbm ! e estou a ler daki uns dias Resistencia !! leiaa tbm :)

Layz Costa disse...

Fiquei com vontade de ler o livro. =)

Jéssica, obrigada pelo seu comentário lá no blog, gostei demais!
Sinta-se sempre em casa lá, eu me sinto bem em casa aqui!
haha
beijo =*

Helena disse...

A que lindo =D é meu livro favorito... finalmente alguem que conheça, e melhor ainda ja tenho lido.
O filme é MUITO fiel. Vale a pena tambem!